Fãs preparados para o fim. Detalhe para os pacotes de lenços.
Após dez anos, oito filmes e – até agora – cerca de $6,4 bilhões de dólares pelas bilheterias ao redor do mundo, chega ao fim a franquia cinematográfica do famoso bruxo criado pela inglesa J. K. Rowling – hoje uma das escritoras mais bem sucedidas do Reino Unido. A partir da meia-noite desta sexta-feira (15), milhões de fãs ansiosos puderam enfim conferir o desfecho da saga, com o início das exibições de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”.
Jogando um olhar sobre a primeira aventura da série, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001) , é impossível que não nos detenhamos no óbvio amadurecimento, não apenas dos personagens – que atingiram a maioridade desafiando perigos e enfrentando magia das trevas – mas também do fluxo narrativo empregado pela escritora nos livros e, consequentemente, nas adaptações, que encontraram nos episódios finais um tom particularmente sombrio para encarar questões próprias do comportamento e dos problemas da juventude. Enfim, é fácil constatar que “Harry Potter” utiliza-se do mesmo combustível das grandes histórias atemporais: família, dilemas morais, lealdade e, sobretudo, companheirismo e noção de dever.
Filas, calor e muita vontade de ver o final da saga.
Sala 8 lotada. Local de desejo de todo fã de HP.
Na pré-estreia do longa no Multiplex UCI Fortaleza, o cenário já era mais do que conhecido e esperado: ingressos esgotados e centenas de fãs esperando ansiosos para externar a emoção e testemunhar o grande final, quer já o conhecessem através do livro lançado em 2007 ou estivessem aguardando para descobrir o destino de seus personagens favoritos.

Entre os mais entusiasmados, chama atenção a galera do cosplay, que investe bem para se sentir como um autêntico estudante da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts ou como um sinistro Comensal da Morte – como são chamados os seguidores de Lord Voldemort. O CCR assistiu o longa na maior sala do complexo de cinemas, e encontrou vários fãs bastante entusiasmados com “As Relíquias da Morte”. Uma delas era a jornalista Glêycie Trigueiro, de 26 anos, que, vestida como Rita Skeeter (interpretada nos filmes anteriores por Miranda Richardson), revezou com os amigos para garantir desde cedo um bom lugar na fila. Segundo Glêycie, a escolha da personagem foi sugestão de um amigo, mas a identificação com a profissão de Rita também pesou: “Admiro a determinação dela, apesar de suas intenções com fins sensacionalistas.”
Detalhe para a Pena de Repetição Rápida.
Outra turma que chegou bastante cedo foi a da Clyssia, de 19 anos, que conseguiu ser a primeira da fila chegando ao shopping cerca de 8h30 da manhã. Apesar do amor pela série, os jovens acham que a saga do garoto bruxo não deve continuar – já que surgiram algumas especulações sobre uma possível volta de J. K. Rowling ao universo de Potter. Perguntada se estaria preparada para chorar com o filme, veio a resposta de fã apaixonada: “Já chorei bastante, e fiz até promessa para conseguir assistir à estreia!”
A galera que chegou primeiro…
Durante a sessão, apesar da costumeira gritaria nos minutos iniciais e nas cenas mais empolgantes, o clima de despedida era palpável – inclusive dando para ouvir o choro de muita gente que se emocionou em cenas decisivas ou sentimentais. Ao final, aplausos entusiasmados e, pelos corredores do shopping, mais choro e clima de saudade. A turma da Jéssica, de 19 anos, mal conseguia falar de emoção. Caracterizados como alunos da Grifinória – a mesma casa de Harry em Hogwarts –, os garotos disseram apenas que gostariam que a saga pudesse ser revisitada, quem sabe através da iniciativa do site Pottermore – lançado recentemente por Rowling para tornar possível um aprofundamento ainda maior sobre o universo mágico que criou.
Olhos cheios de lágrimas…
Desespero no fim…
Entre os fãs que opinaram após o filme, uma coisa era praticamente unânime: o elenco de veteranos fez bonito em imprimir emoção aos professores e bruxos mais velhos – ainda que algumas participações tenham sido mais curtas que o esperado. Os destaques sem dúvida foram Alan Rickman, intérprete do personagem Severo Snape – que neste capítulo final tem bastante carga para acrescentar à trama -, e Maggie Smith, a sisuda porém carismática professora Minerva McGonagall – que mostra-se particularmente imponente no longa.


Impossível negar o vazio que a franquia irá deixar no mercado cinematográfico por algum tempo – e no coração de muita gente que pegou gosto pela leitura e pelo cinema de fantasia acompanhando “Harry Potter” –, mas podemos fazer uso das palavras ditas por Luísa, de 13 anos, e Raquel, de 12 – que chegaram às 16h e assistiram o longa em 3D por que não conseguiram ingresso para a sala maior. Quando perguntamos se já haviam se dado conta de que aquele era o fim, elas apenas sorriram e responderam: “Não acabou. Só acaba para quem é Trouxa”.
Eternamente Harry Potter.



























14 Comentários
Assisti na estréis também e chorei como um bebê. Pretendo assistir quantas vezes for possível no cinema, afinal provavelmente esta é a última vez que poderemos ver Harry Potter e toda a sua magia nas telonas. T__T
Tô indo assistir hoje, nesse mesmo cinema aí, e já fiquei emocionada apenas com o texto. Já chorei bastante também lendo os livros mas o fim da saga cinematográfica é tão emocionante quanto. Ou até seja mais… Eu conheci Harry quando tinha 10 anos, no cinema, com minha mãe. Não acabou. Só acaba para quem é Trouxa
Ainda não assisti, mas sei que chorarei MUITO, como um ninja silencioso (palavras do Affonso kkk)
Reassisti a parte I e chorei, quando eu assistir ao final, me segurem rsrs.
Assiste 2 vezes, sábado e domingo. não me arrependo disso, quero ir mais uma vez !
Achei engraçado demais o “não me arrependo disso”. Eu vi 5 vezes só na sexta. Também não me arrependo disso. E com certeza verei mais vezes.
vi so 3
Adorei o texto. Muito emocionante, ele retrata exatamente o clima das sessões de estreia por ai!
STAR WAAAAAAAAAARS!!!!
Sou apaixonada por Harry Potter e o que mais gosto é que é uma história “fechada”. Eu não chorei. Nem um pouco. Chorei muito antes, com o livro, os trailers, as cenas que foram liberadas, vídeos de bastidores e os atores se despedindo. Tô tranquila porque pra mim acabou só no cinema e eu sabia que ia acabar. Estava preparada.
Ainda vem o Pottermore em outubro. Tá bacana!
cara.gostei muito do final da serie,mas não senti toda aquela emoção,a mesma que eu senti quando praticamente lutei pra garantir um dos ultimos ingressos de Lord OF Rings The Return Of King.
mesmo assim,vai fazer muita falta a saga.
Eu tava aiiiii!! ^^ Guardarei o momento da sala 8 pra sempre!!! #emoção!
Eu fui ver no Imax 3D, e posso garantir que é um dos melhores filmes que vi até hoje, não como fão de Harry Potter, mas como fã de Cinema, da 7a arte. Filme perfeito, o único problema é que é tão bom, que quando você termina de assistir parece que se passaram 30 minutos. Vou ver de novo dessa vez em 2D.
Recomendadíssimo………
NO VELHO CHOREI DEMAIS NA CENA EM Q O HARRY RECEBE O ATAQUE DO VOLDEMORTE ACHEI QUE ACABARIA ALI MAS NAO ELE SOBREVIVE E MATA O LORDE DAS TREVAS ADORO ESSA SAGA ACOMPANHO DESDE PEQUENINIMHO CHOREI MUINTO DEPOIS Q O FILME ACABOU ADOREI O TEXTO PARABENS HARRY PARASENPRE
olá, ainda não pude ver o filme no cinema, pois moro em Cacoal- RO e o filme chega so daki a quase uym mês no cinema daqui, e sem 3D, masi ja baixei na net, nao é lá grande coisa, masi ja me impressionou desde já, nossa as lembranças de Snape realmente colocam a prova a complexidade do personagem e a exuberáncia doa tor, que fez impecávelmente o personagem do profesor ranheta por 10 anos e deu um show de personalidade no final, a cena dele abraçando a mãe do Harry mostra a fraqueza de Snape, o amor por ela, adorei tudo no filme, e para quem acompanha a sérei desde antes de chegar as telonas, é simplismente avassalador, no sentimos como se não tivesse masi nada por esperar, nem mais um filme, uma perspectiva, animação e pensamos se a magia do cinema vai acabar, ou definhar, pois harry sustentou o q chamamos de magia desde o começo e agora que terminou, nos sentimos privilegiados por termos tido esta infancia de magia e aventuras em nossa geração.
bjus pessoal.