[LISTA] 8 filmes de terror psicológico para maratonar
Neste Dias das Bruxas, o Telecine tem diversas opções de filmes que abordam o melhor do horror psicológico.
No dia 31 de outubro, Halloween, é de praxe que muitos assistam a filmes de terror para celebrar a data. Mas às vezes o diabo está nos detalhes, e nem sempre os jumpscares, bruxas, fantasmas e assassinos em série são os que nos aterrorizam. Por isso, com a ajuda da cinelist “50 horas de terror“ disponíveis no catálogo do Telecine, listamos aqui oito longas que trabalham com o terror psicológico, para não deixar ninguém dormir à noite pensando não no monstro escondido no armário, mas aquele preso na nossa própria mente.
Elle

O longa de Paul Verhoeven já se inicia com uma cena para impactar seu espectador: Michèle (Isabelle Huppert) é estuprada por um desconhecido usando uma roupa toda preta. Ela tenta agir como se nada tivesse acontecido, mas continua em busca de quem foi seu violador. Michèle trabalha em uma desenvolvedora de vídeo games e também é constantemente assediada por ser uma das poucas mulheres do ambiente. Ela, então, entra em um jogo de gato e rato para saber quem é o homem que a estuprou e quem é a pessoa que está fazendo “brincadeiras” ameaçando sua segurança no trabalho. “Elle” trabalha com um dos medos mais conhecidos das mulheres: o da violência sexual. As cenas que trabalham o medo de um novo ataque e a construção da complicada personagem de Huppert tornam este longa a personificação do medo do feminino.
Louca Obsessão

A adaptação da história de Stephen King ficou conhecida pela atuação estelar de Kathy Bates – que lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz em 1991 e mostrou que o terror também tem seu valor para a Academia. Em “Louca Obsessão”, o escritor Paul Sheldon (James Caan) sofre um acidente de carro e é resgatado por Annie (Bates), uma fã fissurada pelos livros de Sheldon. Entretanto, o que parecia ser só uma pessoa preocupada em cuidar dele se torna uma verdadeira sessão de tortura contínua e cárcere privado, pois Annie não aceita o final que o autor queria dar para sua série literária mais famosa.
A Mosca

Considerado o pai do body horror, subgênero do terror que utiliza modificações corporais para causar espanto e medo, David Cronenberg se consolidou no cinema com o longa “A Mosca”, que marcou o gênero e a história ao nos fazer pensar sobre corpos estranhos nos invadindo, as transformações assustadoras pelas quais passamos e um pesadelo em especial que ficou na mente de muitas pessoas. No filme, um cientista excêntrico (Jeff Goldblum) cria uma máquina de teletransporte. As coisas começam a dar errado quando ele tenta usar o aparelho e não percebe que uma mosca entrou na cápsula junto com ele, fazendo com que ele passasse a se transformar em um homem-inseto.
Boa Noite, Mamãe

“Boa Noite, Mamãe” é um longa austríaco, lançado em 2014, que chamou a atenção por seu visual minimalista, mas não menos assustador. Na verdade, a falta de recursos sombrios faz com que o terror foque-se em seus personagens principais: os gêmeos Lukas e Elias, que se mudam para uma casa nova com sua mãe após ela passar por uma cirurgia plástica no rosto. Porém, coisas e comportamentos estranhos fazem com que os gêmeos acreditem que aquela não é a mulher que conheciam antes.
Eraserhead

David Lynch adora uma bizarrice e já mostrou a que veio com seu primeiro longa. Com elementos surreais, Lynch conta a história de um casal, Henry e Mary, que acabam de se tornar pais. O problema é que o recém-nascido é um bebê quase inumano, que não para de chorar, não se alimenta e ainda por cima surge em uma fase péssima do casamento dos dois. Cansada e horrorizada com seu filho, Mary foge e larga Henry e o bebê sozinhos em meio a um ambiente quase deprimente. Em “Eraserhead”, Lynch encontra no surreal uma forma de falar sobre os horrores e dificuldades de se criar uma criança.
Corrente do Mal

Uma premissa aparentemente simples (e que tinha tudo para se tornar um terror trash) acaba falando muito mais sobre nossos conflitos de confiança no próximo: é assim que “Corrente do Mal” apresenta sua história. Nela, uma garota transa com um novo interesse romântico e depois ele a avisa que lhe passou uma maldição: uma pessoa desconhecida vai segui-la até matá-la se ela não passar a praga adiante (ou seja, fazendo sexo com outra pessoa). Se ela morrer, a maldição volta para quem a passou anteriormente.
Carrie, a Estranha

O clássico do terror de Brian de Palma vai muito além da icônica cena do sangue de porco derramado. “Carrie, a Estranha” trata com maestria das mazelas da puberdade e da repressão social e sexual ao contar a história de Carrie (Sissy Spacek), uma adolescente tímida e massacrada pela mãe dominadora e fanática religiosa. Sem amigos na escola e cada vez mais oprimida, Carrie descobre que possui poderes paranormais – e que é melhor não levá-la ao limite, ou as consequências podem ser mortais.
Corra!

Para finalizar, a obra de estreia de Jordan Peele na direção (e que abocanhou o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2018) é um terror original e afiadíssimo na discussão sobre o racismo. “Corra!” conta a história do casal Chris e Rose – ele é negro e ela, branca. Chris vai finalmente conhecer os pais da namorada e está apreensivo quanto a recepção da família dela. Porém Chris não imaginava que as coisas se tornariam muito pior do que seus medos iniciais.
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Feliz Halloween!
