Embora eu tenha estudado isso em uma disciplina sobre cinema na faculdade, sinceramente não consigo lembrar quem começou a classificar os filmes como “suspense, aventura, comédia etc”. Mas isso não importa para o momento, foi apenas adendo.
Hoje, o que eu quero dividir com você são as minhas impressões sobre um filme brasileiro de 1998. Ele foi pouco divulgado, poucos são os que conheceram, tiveram notícias ou assistiram, mas é sucesso no YouTube. Eu só soube da existência dele outro dia, numa mesa de bar de uma sexta-feira qualquer, rodeada de aperitivos, boas companhias, conversas leves e agradáveis até quase o sol raiar.
Foram me narrando alguns trechos do filme e eu fui me envolvendo na história, tentando imaginar como seria o cenário, o figurino, a interpretação, a trilha sonora e, é claro, o elenco. (E olhe que eu não sou o tipo que de pessoa que racionaliza esses aspectos de um filme).
Curiosidade aguçada, finalmente recebo um convite para assistir ao “tal” filme, que envolve música, dança, luta, romance, sem falar que ainda aborda algumas problemáticas do nosso País, a exemplo da pobreza, da fome e do trabalho infantil no sertão nordestino.
Eis que me entrego aos encantos de “Cinderela Baiana”, que tem como protagonista, ninguém mais, ninguém menos do que Carla Perez, no auge do “É o Tchan”. O filme conta ainda com a participação de Alexandre Pires e Lázaro Ramos.
Antes que eu possa comentar qualquer coisa, gostaria de dividir com você a emoção de alguns trechos que achei na internet:
Confesso que sempre fico comovida com filmes que retratam a desigualdade social existente no Brasil. Como nordestina e cearense nata, essa realidade é bem mais próxima e visível, seja nas ruas, no bairro ao lado ou no noticiário local. Mas esse filme… pelo amor de Deus!!! Se eu fosse responsável pela escolha da classificação dele eu diria: tosca.
Por essas cenas que mostrei acima já dá para perceber o clima da história. Ele começa com imagens de uma família sofrida, em pleno sertão baiano. Enquanto o pai sai para estudar, a mãe leva a filha Carlinha (Carla Perez) para arranjar algum dinheiro para comer. A pobre criança desde cedo mostra suas habilidades artísticas, ao sair de casa, com fome, no calor escaldante, mas toda dançante e saltitante.
Como boa otimista e esperançosa que sou, assisti até o final para ver se melhorava, no entanto, a cada cena, eu sentia mais vergonha alheia. Após a morte de sua mãe, Carlinha se muda para Salvador com o pai, que conseguiu uma bolsa de estudo. Com seu talento congênito, a menina começa da dançar pelas ruas da capital baiana (inclusive quando não tem música por perto) e por algumas escolas de dança. Quando, enfim, é descoberta um por um “olheiro”, que muda sua vida.
O filme é incrivelmente trash, mas me arrancou muitas gargalhadas. Além das mil cenas sem propósito, das sonoplastias estilo “Turma do Didi” e das interpretações dos diálogos que mais pareciam de criança apresentando feira de ciências na escola, um dos momentos mais marcantes é o da Cinderela Baiana dando um selinho na boca do seu príncipe, Alexandre Pires.
O romance começa com a ingênua Carlinha, já famosa, pedindo um autógrafo e uma foto com o pagodeiro. Acredite: ela desmaia com um selinho. Outros trechos muito engraçados são esses que mostrei acima. O filme inteiro só mostrou a Cinderela dançando e de repente, ela fala em demagogia. Como assim, onde ela aprendeu essa palavra? Cenas anteriores mostram a garota sem saber o que significava “protagonizar”.
Aliás, quem deveria ser o grande exemplo do filme era o seu pai, que estudou, se formou e virou sócio de um escritório de contabilidade. Outro destaque é Lázaro Ramos. Em meio a tanta falta de talento dos atores do filme, é incrível como a rapaz se sobressai, com exceção daquela cena em que, durante a briga, ele puxa o vilão por trás pelas orelhas.
Você que ainda não assistiu “Cinderela Baiana”, ficou na curiosidade? Eu recomendo. Filme é filme. Sempre vale a pena.



























33 Comentários
KKKKKKKKKKKKKKKK Muito boa a dica! (talvez)
Parabéns Karol, ótima coluna =D
Acho que o Lázaro Ramos até hoje tem vergonha de ter participado desse filme.
E ainda é da PlayArt! Af!
O Lázaro já disse q “p/ ganhar um dinheirinho, às vzs as pessoas fazem coisas como essas”.
Esse filme é tosco. sauashusah
E ainda passa um visão totalmente insana do q a Bahia é. ¬¬
cara que desgraça (posso falar isso ?) é muito ruim foi feito o filme em quantos dias,olha por essas e outras que filme brasileiro não decola.
Não consegui acreditar que aquele é o final do filme… Meu Deus, é notável a evolução do Cinema Nacional comparando este filme, Meu não faz o menor sentido eles começarem a dançar, Em dado momento ela (Carla Perez) dá a volta e começa a dançar om todos de costa, isso foi demais.
Como assim “não consegui acreditar que aquele é o final do filme”?
Acho que você não entendeu a magia do final. Risos!!!!
É emocionante… ela vê a mãe (morta no início do filme). Carlinha foi a precusora dos filmes espíritas. Bezerra de Menezes, Chico Xavier, Nosso Lar… todos vieram depois dela.
Risos!!!!!!!!!!!!!!
Desculpa, eu quis dizer “precursora”.
Dado a grande atriz protagonista, acho que o correto é ‘percusora’.
Legal a dica, Karol! Já tinha ouvido falar, mas nunca pensei em conferir. Como sou fã de um bom (ou não!) trash, vou assistir!
Parabéns pela coluna!!
Já assisti… e é trágico… Lazaro Ramos deve ter pesadelos até hoje!
Aliás, tem tudo a ver tocar aquela musica no final..
Lembro que quando vi, logo em seguida assisti a um video de um cara comentando sobre o filme, muito curioso… vou tentar achar, se achar… achei: http://www.youtube.com/watch?v=qRWdMmt32II
MUITO bom, Renan!!!!! Morri de rir!!!
Furem meus olhos! Furem meus olhos!
Sinceramente…. que merda! hahahaha
Essa capa do filme me lembra muito filme da Brasileirinhas…
Putz!
Hahahahhaha… Que coisa horrível!Quando a gente acha que já viu de tudo, eis o que surge das entranhas da década passada!
É imprecionante o quanto algumas pessoas não levam cinema à sério.
Curiosidade: Os “responssáveis” por isso tiveram coragem de pôr seus nomes nos “créditos”?
Só rindo mesmo pra não morrer de raiva!Hahaha…
P.S.: Cara Karol Ximenes, isso pode ser chamado de filme? Caso a resposta seja positiva descordo completamente de sua frase: “Filme é filme. Sempre vale a pena.”
Caro Fernando Sales,
A capa diz: “a verdadeira loira do Tchan em seu primeiro longa-metragem de cinema”, logo… considerei como filme. Risos!!!!
Esse foi o primeiro, e cá pra nós… que não exista o segundo, né?
Mas olha… assista. Tenho certeza que você vai rir muito!
Quem teve crise de riso como eu, levante a mão o/
E concordo com o Fernando Sales viu, esse filme ae nao vale a pena não.
o/
Esse negócio parece filme pornô. Só que sem o pornô! XD
Perfeito!
Cara que piada!
Eu até gosto da Carla Perez hj em dia, ela se rendeu aos pés de Jesus(se converteu) enfim.
Mas nessa época acho que ela tava louca para ser famosa não é?
Eu não tive tempo de assistir, mas só em imaginar… As novelas do SBT será que vão no mesmo caminho? Bem que poderia passar na sessão da tarde. Vai ganhar o Oscar de melhor filme TRASH, sem dúvida.
Por favor divulguem, todos merecem rir. E o Pires ainda tinha aquele bigodinho horrível? Que Deus abençoe a vida da Carlinha e que ela não se meta a fazer filme sem preparo(Crítica construtiva).
A maor super produção que o Brasil realizou
Hoje eu assisti um filme tosco, mas muito, muito tosco
Vou deixar a minha dica de filme tosco, é um filme novo, nacional: “Segurança Nacional” ( não ) assistam !
MARAVILHOSO!!! O que mais impressiona é a Carla Perez interpretando seu texto. Me traz a lembrança de quando eu estava aprendendo a ler…quase morro de rir das duas cenas. Parabens Karol, esperamos mais perolas trash desse tipo pra rir…
Queria só dizer que faltou o meu agradecimento, por ter lhe indicado esse clássico do cinema nacional. Para mim, o melhor é Carlinha vestida de odalisca no meio do nadave o uso de um helicóptero da polícia militar para gravar a cena dantesca dos policiais dançando… Nó!
Eu não vi esse final.
Vergonha alheia do começo ao fim. Jesus Cristo!
A trilha sonora desse filme é ouro puro! Principalmente no final quando a Carla faz um discurso super emocionante sobre desigualdade social e termina segurando o tchan. XDD
E no final a molecada pensa.
Essa loira é uma bela de uma FDP, chega aqui de carrão, joga nossas coisas fora e ainda começa a dançar. ¬¬
Não assistiria nem se ela fizesse o filme pelada.
Tenso, deus me livre, SE JOGAAA KKKKKKKKKKKK
Puxa vida,que filme tosco é esse??Alguns atores(senão todos,pois não vi o filme inteiro)pareciam robôs falando ou,como se estivessem num curso de inglês aprendendo a dizer”The book on the table”.Carla Perez em mais um mico somado!!
impressionante , muito ruim mesmo , é claro que eu não assiti , mas pelos trechos acima ..a cena final então é uma coisa sem palavras …