Notícias   sábado, 29 de Abril de 2017

Death Note | Produtor responde as críticas sobre o embranquecimento da obra

Roy Lee também produziu as adaptações dos filmes asiáticos O Chamado, O Grito e Os Infiltrados.

Death Note | Produtor responde as críticas sobre o embranquecimento da obra

O produtor Roy Lee (“Lego Batman: O Filme”), que está por trás da adaptação para Netflix do mangá de sucesso “Death Note”, teve a oportunidade de expressar seus sentimentos sobre a chuva de críticas que o filme recebeu por usar um elenco branco e americano em uma obra que faz parte da cultura japonesa.

Tudo começou quando a Netflix revelou o trailer de “Death Note”, em março desse ano, com o ator Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”) no papel do personagem principal. Logo surgiu uma petição online – que tem hoje mais de 16 mil pessoas apoiando – pedindo um boicote ao filme por conta do embranquecimento dos atores, alegandoo seguinte:

“Atores brancos vão interpretar os personagens principais nessa adaptação. Death Note não deve ser lançado com todos os atores brancos, isso vai contra a alma da história”.

Roy Lee, que está acostumado a trazer obras asiáticas para Hollywood, como “O Chamado”, “O Grito” e “Os Infiltrados”, disse para o Buzzfeed que é a primeira vez que ele está tendo uma experiência tão negativa:

“Eu estive envolvido em tantas adaptações de conteúdo do mundo inteiro, essa é a primeira vez que tenho uma repercussão negativa. Eu conseguiria entender todas as críticas se a nossa versão de Death Note se passasse no Japão e tivesse personagens japoneses ou descendentes de japoneses. É uma interpretação para uma outra cultura, então há mudanças. Algumas pessoas vão gostar, outras não.”

A nova versão de “Death Note”, dirigida por Adam Wingard (“A Bruxa de Blair”), vai se passar em Seattle ao invés de Tokyo e o nome dos personagens principais foram trocados, Light Yagami virou Light Turner e Misa Amane agora se chama Mia Sutton. De acordo com Roy Lee, essas mudanças ocorreram para que o longa se encaixasse melhor nos mercados com linguagem de origem inglesa, o mesmo tratamento que a adaptação da obra japonesa de Hideo Nakata“O Chamado” recebeu, tendo como pano de fundo a cidade de Washington e como protagonista a Naomi Watts (“Série Divergente: Convergente”).

Sobre a diversidade de nacionalidade no elenco, o produtor defende que entre os protagonistas tem um asiático, um afro-americano e três caucasianos, ele finaliza a sua entrevista dizendo para as pessoas verem o filme antes de julgar:

“Dizer que houve um embranquecimento seria algo ofensivo […] As pessoas podem criticar, mas eu digo para elas verem o filme antes. Assim depois elas podem nos acusar de não ter um elenco com uma diversidade, só julguem depois que o filme realmente sair”.

Vale lembrar que em 2015 o ator com descendência asiática Edward Zo (“The Brits Are Coming”) publicou um vídeo em seu canal no Youtube falando sobre sua rejeição para elenco o “Death Note”:

“Essa seria uma grande oportunidade para um ator de cor, um ator asiático, ter uma exposição global e quebrar os estereótipos […] Mas eles não estão procurando atores asiáticos para o papel de Light Yagami”, disse Edward Zo.

Assista ao vídeo completo:

O mangá de “Death Note”, escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, teve milhões de cópias vendidas mundialmente, uma animação para TV de grande sucesso e quatro adaptações em live-action para o cinema: “Death Note” e “Death Note: The Last Name” lançadas em 2006, um spin-off em 2008 “L: Change the World” e mais uma sequência, “Death Note: Light Up the New World” de 2016. Os filmes tiveram o lançamento restrito aos cinemas do Japão, onde lideraram as bilheterias.

Ainda não viu o trailer da adaptação para Netflix. Assista agora:

Na narrativa acompanhamos a história de Light, um estudante do ensino médio que encontra um caderno sobrenatural, cujo poder pode matar qualquer pessoa que tenha o nome escrito em suas páginas. Light então utiliza o artefato numa guerra contra o crime, enquanto tenta escapar das investigações do detetive L.

“Death Note” estreia na Netflix dia 25 de agosto de 2017.

O embranquecimento dos personagens de uma determinada obra é assunto que esteve em pauta diversas vezes esse ano, também nos filmes “A Grande Muralha” e “Ghost in the Shell: A Vigilante do Amanhã” . Qual é a sua opinião sobre esse assunto? Deixe nos comentários!

Lely Thais
@rapadura

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  • Like a stone[r]

    Não vejo problema algum nisso. Uma adaptação ocidental de um produto oriental. Palavra chave: adaptação.

    • Vagner Soares

      Essa adaptação me gerou vergonha alheia!

  • Arya Sangama

    Galera nao perdoa… nao gostou ja era… assim foi com caca fantasmas, assim foi com o jogo call of duty infinity warfare… nasceram mortos

  • Paulo Henrique Rycky Subaru

    ” Mas eles não estão procurando atores asiáticos para o papel de Light Yagami”

    Claro,pq o personagem no filme da Netflix se chama Light Turner…povo chato mds

  • Vagner Soares

    Alguém avisa para a produção do filme que esse troço ficou uma bela de uma porcaria, já que vai adaptar uma história foda que não deveria ser adaptada ao menos façam algo sério, parece uma comédia sem graça, além de péssimo nem final tem, quem vai querer ver uma continuação de um filme ruim? Esse diretor viajou demais, não dá para entender a tamanha vergonha que foi esse filme, fizeram um Light burro mds.