O primeiro passo importante para assistir “Os Mercenários” é que o próprio filme não se leva a sério. Dirigido por Sylvester Stallone, o ator dos clássicos de ação como “Rambo“, “Cobra“, dentre outros, aproveitou esta produção para reunir os maiores astros deste gênero da última década. A história é o que menos importa. Stallone se propõe a fazer um resgate da construção de um gênero que, em sua forma mais pura, pode até ter andado meio perdido (o que, para muitos, pode não ser uma verdade). Em meio a esta reunião da “trupe da pancadaria”, a proposta de Stallone para quem está assistindo é apenas de fazer uma homenagem aos filmes de ação das décadas de 80 e 90. Com os clichês de sempre e as pirotecnias criadas por Hollywood, o longa causou burburinho apenas pelas declarações do seu diretor sobre a experiência de ter filmado no Brasil.
A história pode não ser importante, mas ela é necessária como pretexto para as explosões e perseguições que se vê no filme. Barney Ross (Stallone) ganha a vida matando pessoas e monta uma equipe para aceitar uma oferta de trabalho do agente do governo americano (aqui interpretado por Bruce Willis, que faz pequenas aparições ao longo do filme). Assim, Barney reúne o que de melhor se poderia existir em termos de pancadaria. Cada um dos componentes tem uma determinada característica. Gunner (Lundgren) é o descontrolado da turma; Jet Li surge como o interesseiro; Lee (Strathaim) é o especialista em facas, enquanto Mickey Rourke interpreta ele mesmo.
Toda esta equipe parte em uma missão para tentar derrubar um ditador em um país fictício da América Latina. Assim, eles conhecem Sandra (a brasileira Itié), que faz o tipo de mulher sul-americana enxergada pelos americanos. Ela é uma revolucionária e surge como uma guerrilheira que tem o objetivo de defender o seu povo das mazelas do ditador (interpretado por David Zayas, da série “Dexter”). No entanto, Stallone não demonstra controle em relação às cenas que dirige. Com todo este elenco que, claramente, desfalcado de outros que preferiram não participar do projeto, o filme se torna vago. Mesmo assim, não é o seu objetivo apresentar um grande roteiro, inteligente e perspicaz. O longa é puro entretenimento, divertido e até provoca algumas gargalhadas em quem assiste.
O pretexto utilizado por Stallone é o fio condutor para começar a se explodir coisas, realizar pirotecnias com as cenas de ação que, de alguma forma, marcaram as décadas de 80 e 90. Quem não assistiu aos clássicos “Cobra”, “Rambo”, e mesmo “Assassinos” (no qual ele atuou ao lado de Antonio Banderas)? Aos seus parceiros, Jason Statham se caracterizou pelos filmes frenéticos de ação como “Caos”, “Adrenalina”, “Carga Explosiva” e outros que o definiram como um ator deste gênero. Jet Li com o seu “Beijo do Dragão“, “O Confronto“, dentre outros, também dá a sua contribuição para o filme de Stallone, que nada mais é do que uma mistura de todos estes filmes citados (e também de outros que não foram).
Ainda que o roteiro de Stallone não deva ser levado a sério, é impossível não criticar o fato de as ações de Barney serem motivadas pela sua paixão por Sandra. Os dois não apresentam nenhum tipo de química, fazendo aquele típico “casal sem graça”. Stallone já teve companhias melhores em suas produções explosivas (não desmerecendo a beleza de Giselle Itié). Porém, a maior das críticas é feita pelo próprio Stallone. Ao resgatar este gênero que ele ajudou, de alguma forma, a construir nos anos 80 e 90, ele parece dizer que as produções que são feitas atualmente não possuem a mesma qualidade daquelas do passado (sem contar dos atores aqui reunidos por eles sendo eles, na cabeça do Stallone, os verdadeiros responsáveis pelo gênero e pelo seu sucesso).
Não importa se o roteiro tem brechas, ou se Stallone conduz mal a direção do seu filme, ou se alguns diálogos surgem forçados, ou se o casal não tem química alguma. Nada disso vai fazer diferença para o espectador que deseja ver explosões, pancadarias, perseguições e muita zuada. Nesta proposta a que “Os Mercenários” tem como objetivo, Stallone consegue entregar um filme que cumpre esta promessa. Com as pontas de Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, o elenco estelar parece ali todo reunido. Mas a sensível falta de Jean-Claude Van Damme é sentida, com certeza. Ele, que preferiu não participar do projeto, também faria estragos em meio às explosões programadas por Stallone.
Ao final, o longa é engraçado em alguns momentos (até por ver toda esta trupe reunida para salvar o mundo, mesmo tendo que destruí-lo aqui e ali). Além disso, a trama também é uma homenagem para estes atores e, principalmente, para as produções de ação encabeçadas por ele. Dessa forma, não há muito o que se pedir ou analisar de um filme como este. Só resta assistir e se divertir.



























11 Comentários
Não que eu tenha discordado com a crítica, mas a impressão que fica, é que os críticos deste site, quando não gostam… fazem questão de falar, e repetir desnecessárias vezes, como nesta crítica, que o filme não tem roteiro, que isso e que aquilo, e bla bla bla … Ele fala no começo, no meio, e no final da crítica a mesma coisa. Ultimamente nas críticas, vejo mais opiniões pessoais, do que criticos imparciais.
Mas agora um filme como “A Origem”, é aplaudido, pois é um “fime cabeça”, pra pessoas “inteligentes”, pois é de uma “difícil compreensão” … Não chamam de filme, chamam de película ¬¬ … Desaprenderam a criticar um filme por sua proposta. É crime eu trabalhar de segunda a sexta, das 8 as 18, ir pra faculdade e estudar, das 19 as 22, e querer chegar no final de semana, desligar o cérebro, e assistir aquilo que me faz viajar para a minha infância, quando ficava o dia todo comendo porcaria e assistindo seção da tarde? Li a critica do filme “Apocalipto”, ganhou nota 10. Pois é um filme impecável nos detalhes, perfeição até na língua/dialéto falado no filme… mas pra mim, é um dos filmes mais entediantes que ja assisti, fico imaginando ver no cinema… senhor a coisa parece que nunca vai acaba… realmente um filme perfeito técnicamente, mas entediante! Desculpem por me prolongar, só queria deixar meu sentimento quanto ao que leio, pois antigamente eu sempre lia a critica antes de assistir a um filme, agora não fasso mais isso…
A nota nao condiz com a crítica,de acordo com sua nota o filme merecia no minimo nota 6.
Adorei o filme e vou assistir novamente dublado,para apreciar as explosões,tiroteios e membros decepados sem me preocupar com as legendas.
Se bem que elas nao fazem muita falta hehe.
Não gosto de “filme cabeça” e também não gostei do filme. Será que sou um anormal?
Leave Expendables Alone HAHAHAHHAHAHAHAHAH
M E U D E U S …. sim sim o Stallone vai ler aki!
Stallone, percebe-se o nível educacional que você tem, primeiramente, deve-se entender que você não está na sua pátria portanto, existem costumes diferentes meio de vida diferente e por fim tudo é diferente, antes de falar asneiras aprenda sobre cada lugar que frequentar, sobre costumes de cada povo e por fim, não compare o brasil com seu país se estudou que acho que não, o Brasil é um pais emergente e não de primeiro mundo, mas que na crise dos UEA, foi o país que se sobressaiu entre tantos de primeiro mundo, ah outra coisa se o meu povo é hospitaleiro é por que não sabiam que vinha um jumento no lugar de um homem.
Stallone, you see the level of education you have, first, one must understand that you’re not in your country so there are different ways through different life and ultimately everything is different, before talking crap to learn about each place attend on the customs of each people and finally, do not compare Brazil with his country studied that I do not think Brazil is a country emerging and non-first world, but that the crisis of the UEA, was the country that stood out among many first-world, ah another thing that my people are hospitable is why they did not know that was a donkey instead of a man.
By
Ricardo Freitas.
@Ricardo Freitas
bebeu?
Ow povo ofendido é brasileiro, ninguem pode fazer piada que os hipocritas se revoltam…
Desculpa Vinicius Silva, mas fiquei com a impressão que você não assistiu o filme.
Primeiro: Os Mercenários, o grupo, não se forma para realizar a missão e sim é um grupo que a muito tempo trabalha junto, tanto que o filme começa com eles realizando outra missão.
Segundo: A relação dos personagens Barney e Sandra, em nenhum momento é amorosa. Barney sente respeito por Sandra lutar pelo que ela acredita. E como fica claro na conversa com Tool, Barney vê na garota uma lembrança de seu passado, de uma época onde ele lutava pelo o que acreditava e não apenas por dinheiro.
Terceiro: Na minha opinião Van Damme, não fez falta principalmente pois seu papel era o do Lundgren, que foi o que o personagem mais casou como o ator.
De resto concordo que o roteiro é fraco, e com erros de continuidade gritantes com um dos Mercenários tomando um tiro e uma cena depois estar lutando como se nada acontecesse. Mas que funciona muito bem para o que foi proposto. E ainda tem cenas brilhantes como a da igreja.
É um filme que é puro entretenimento e que cumpre com seu propósito, divertir os fãs de filme de ação dos anos 80. Pra mim foi o filme que mais me divertiu esse ano no cinema.
@Ricardo Freitas
Onde você aprendeu a escrever em inglês? Me avise, pra eu não recomendar o local.
Outra coisa, o Stallone não vai ler sua mensagem, se essa foi a sua intenção.
Por último, você é como o brasileiro em geral, tem complexo de inferioridade por se importar demasiadamente com piadinhas de mal gosto.
Bom em primeiro lugar eu queria mandar todo mundo que fala mal do Stallone para aquele lugar, n’os estamos aqui para falar do filme nao do que ele disse aqui ou ali. E para vcs que acham ele um jumento e burro ignorante, soh devo lembra-los que ele hj eh multi-milionario pelo que fez e ainda faz, e vcs? quem sao vcs?, fazem o que da vida?, aposto que nao tem a metade de burrice que ele tem para chegar onde ele chegou.
Falou…. E dalhe Mercenarios!!!!!!
Rafael “Insone”
O Mercenário que você ve tomando um tiro no filme… tomou em um colete a prova de balas de Kevlar.
Kevlar é uma marca registada da DuPont para uma fibra sintética de aramida muito resistente e leve. Trata-se de um polímero resistente ao calor e SETE vezes mais resistente que o aço por unidade de peso. O kevlar é usado na fabricação de cintos de segurança, cordas, construções aeronáuticas, velas e coletes à prova de bala e na fabricação de alguns modelos de raquetes de tênis.
Como alguns que fizeram comentários aqui, achei um pouco exagerado dizer tantas vezes que o filme é ruim. Concordo plenamente com o Daniel Moraes, pois até parece que Os Mercenários é ruim igual a música do Restart. Deram “pancada” demais no pobre do Stallone. Tô postando aqui tudo ao contrário. Filme excelente, boa direção do Stallone e um roteiro também muito bom. Se preocuparam tanto em criticar o Stallone que esqueceram de falar de outros atores como o Terry Crews (Todo Mundo Odeia o Chris). Sim, ele fez pouco, mas contribuiu para o filme. Além do mais, a equipe já era formada, como disse Rafael “Insone”: “Os Mercenários, o grupo, não se forma para realizar a missão e sim é um grupo que a muito tempo trabalha junto, tanto que o filme começa com eles realizando outra missão”. Outra coisa, o filme é de ação, já era esperado bala demais e explosões não era um filme de romance com beijinhos e lero-lero. Para quê essa “quimíca” entre o Stallone e a Itié? O Jason não tinha lá essa química com a namorada dele no filme também, e daí? Creio eu que era para dar um ar de “homem sem coração e frio” e não um sentimental que teria pena de aniquilar os outros. Para concluir, a história não é importante? Então para que assistir um filme sem história? Em resumo, Bruce Willis (o igreja) agente federal, contratou os mercenários para acabar acabar com o ditador porque um ex-agente estava envolvido com esse ditador e com drogas. Caso a agencia se envolvesse chamaria a atenção da imprensa e eles não queriam isso, além de correrem o risco de perderem vários homens. Se os mercenários concluissem a missão, bom para eles (agentes federais), caso contrário, ninguém sentiria falta deles mesmo! Fora isso do governo, misturou a vontade de lutar do Barney pela Sandra. Agora na próxima vez, vamos falar mais do filme e menos do diretor. Obrigado pela atenção.