Críticas   quinta-feira, 01 de junho de 2017

Mulher-Maravilha (2017): sorrisos e otimismo marcam filme-solo da maior heroína das HQs

Uma apaixonante Gal Gadot arrebata o público na estreia-solo da Princesa Amazona na telona, com a diretora Patty Jenkins entregando ao público uma aventura carismática, charmosa e deveras inspiradora.

Após o récem-concebido Universo Expandido DC ser abalado pelos duvidosos “Batman vs. Superman – A Origem da Justiça” (Zack Snyder, 2016) e “Esquadrão Suicida” (David Ayer, 2016), a Warner Bros. ainda sofreu com os fracos desempenhos financeiros de seus filmes neste começo de 2017, deixando “Mulher-Maravilha” com um peso igual ao de Atlas sobre seus ombros. Restou então para a heroína criada por William Moulton Marston colocar as coisas nos trilhos para a DC e para a WB.

Se na data em que esta crítica foi escrita ainda não há um veredito sobre o desempenho da produção nas bilheterias mundiais, ao menos pode-se dizer que este primeiro filme solo da Princesa Amazona é deveras bem-sucedido como obra cinematográfica. A diretora Patty Jenkins (de “Monster – Desejo Assassino”) entregou uma fita que, descontando a trilogia “O Cavaleiro das Trevas”, é a melhor adaptação para o cinema de um herói da DC desde “Superman – O Filme” (Richard Donner, 1978).

Há ainda um plus raro para os dias de hoje: não é necessário assistir aos episódios anteriores do Universo Estendido da DC para embarcar na história, tratando-se de uma aventura fechada, com começo, meio e fim.

Jenkins entrega um filme divertido e cheio de charme, características que certamente o separam das recentes versões para o cinema de propriedades da DC. Embora o longa lide sim com temas complexos (e infelizmente atemporais), tais como machismo, racismo e a propensão humana para a autodestruição, ele o faz de uma maneira lúdica e sensível, sem jamais tornar o filme tolo ou pesado demais.

Há o suficiente do material dos quadrinhos para não alienar os fãs de longa data, mas é completamente desnecessário qualquer conhecimento prévio para apreciar a aventura. A diretora e o roteirista Allan Heinberg (que já escreveu HQs da personagem e é mais conhecido por seu trabalho em séries como “Grey’s Anatomy”) beberam sim de quadrinistas como George Pérez, Len Wein, Greg Rucka e Brian Azzarello (e um pouquinho da “Liga da Justiça” de Geoff Johns, um dos produtores do longa), mas usaram esses elementos para criar uma versão única da mitologia da heroína, aproveitando-se sempre do carisma contagiante de sua estrela, a bela israelense Gal Gadot, para conduzir a narrativa.

Criada na Ilha de Themyscira, Diana (Gadot) é a princesa das Amazonas, treinada por sua tia Antiope (Robin Wright, de “House of Cards”) para ser uma guerreira invencível, sempre sob o olhar vigilante de sua mãe, a Rainha Hipólita (Connie Nielsen, de “Gladiador”). Quando o espião americano Steve Trevor (Chris Pine, de “Star Trek – Sem Fronteiras”) acidentalmente cai na ilha, ele conta às Amazonas do grande conflito que ocorre no mundo do patriarcado, que conhecemos como Primeira Guerra Mundial. Guiada por seu desejo de proteger os inocentes, Diana parte para tentar parar o conflito, certa de que Ares, o deus grego da guerra, está influenciando este confronto global.

Mesmo tendo sido introduzida de maneira um tanto quanto desajeitada em “Batman vs. Superman”, a Diana de Gal Gadot roubou a cena quando apareceu naquele longa. Sendo a dona dessa narrativa, finalmente o potencial pleno da personagem (e da atriz) pôde ser utilizado e se Mulher-Maravilha brilha, muito se deve ao encaixe perfeito entre a heroína e sua intérprete.

Aqui, Diana é mostrada como uma lutadora imbatível, mas também como um símbolo de carinho e esperança, inspirando aqueles que encontra em sua jornada, tudo aquilo que os heróis centrais dos filmes anteriores do Universo Estendido da DC falharam em ser nos três filmes anteriores. O sorriso e o carisma de Gadot tornam fácil crer que está ali a encarnação do amor e do espírito da verdade.

Mostrar rapidamente a infância da personagem, com ela se espelhando nas fortes mulheres de sua família para se tornar a mulher que está destinada a ser (algo facilitado ao se colocar atrizes do calibre de Robin Wright e Connie Nielsen nesses papéis), foi um toque genial, que humaniza a heroína e a coloca, nesses momentos, em pé de igualdade com as jovens espectadoras.

Desde o Superman de Christopher Reeve – homenageado aqui na cena do beco -, a DC/Warner não investia em um personagem que se mostrava tão entusiasmado em fazer o bem, apenas por puro altruísmo, com Gadot se saindo admiravelmente bem, jamais transformando a heroína em uma caricatura, mas sim em alguém que luta contra as injustiças que vê ao seu redor de maneira honesta.

E é essa falta de cinismo por parte de Diana que a diferencia dos demais heróis que vemos hoje nos cinemas. Diana fala o que pensa sobre temas que deixam até alguns homens contemporâneos embaraçados e não hesita em jogar algumas verdades duras na cara daqueles que precisam ouvi-las, apesar de estar em uma época em que as mulheres ainda não tinham voz.

Mesmo sendo jogada em um dos momentos mais selvagens da história da humanidade, ela luta para inspirar o bem no coração dos outros, o que se torna algo ainda maior justamente porque Jenkins, apesar de se ater à censura PG-13, não disfarça as consequências da guerra. Jenkins e Gadot entendem que, justamente por aquele ser um mundo sombrio (e vejam o contraste entre as paletas de cores de Themyscira e do mundo do patriarcado), sua heroína precisa brilhar ainda mais.

O relacionamento entre Diana e o Steve Trevor de Chris Pine é outro ponto forte da narrativa. Gadot e Pine exalam uma inegável química durante toda a projeção, com o crescendo no relacionamento dos personagens e até mesmo os chistes entre eles se desenrolando de maneira apaixonante, embora haja um desentendimento digno de comédia romântica no final do segundo ato.

Como o clímax da aventura acontece em um aeroporto, há ali uma referência (intencional ou não) ao romance entre Rick e Ilsa em “Casablanca” (Michael Curtiz, 1942) e espero que os deuses do cinema não me condenem por comparar Gadot e Pine a Humphery Bogart e Ingrid Bergman, mas o fato é que temos em Diana e Steve um dos casais mais divertidos da história recente dos filmes de aventura.

Assim como em “Capitão América – O Primeiro Vingador” (Joe Johnston, 2011) da concorrente Marvel, a heroína-título conta com um grupo multi-étnico de irmãos de guerra em seu batalhão, embora aqui exista um esforço para dar-lhes alguma profundidade. Destaque para o veterano ator escocês Ewan Brenner (o Spud de “Trainspotting” e sua sequência) como um atirador de elite sofrendo de síndrome de estresse pós-traumático.

A direção de arte é mais um acerto da produção. Houve um cuidado imenso na recriação do ambiente e do clima da Primeira Guerra Mundial para que, mesmo em um universo fantástico, o público conseguisse sentir aquele conflito como real, algo importantíssimo para o arco de Diana. Nisso, os elementos de fantasia como a própria Mulher-Maravilha e a ilha de Themyscira também tiveram de ser construídos de modo verossímil, mas isso não tira o impacto de seu caprichado design de produção. Tudo o que vemos naquele paraíso parece tangível e mitológico ao mesmo tempo, mesmo as águas curativas ou as próprias armas das Amazonas – a exceção vai para o laço de Héstia, claramente digital em algumas cenas de ação.

Embora coberto de virtudes, o longa possui seus pecadilhos. As duas primeiras grandes cenas de ação da fita (a primeira em Themyscira e a recreação da Batalha de Somme) funcionam – a primeira por ser uma batalha aberta com exércitos bem distintos e em um ambiente exótico, a segunda por demonstrar de maneira incrível os dons de Diana no meio de uma versão alternativa de um evento real -, mas o confronto final no aeroporto acaba exagerando na pirotecnia computadorizada e destoa do resto do filme. Também há um uso excessivo de câmera lenta em todas as set-pieces. O 3D não é recomendado aqui pois, além de não acrescentar nada à experiência, ainda prejudica a fotografia com um sensível escurecimento das cores.

Os vilões também são um problema. A revelação de Ares ocorre tardiamente e não surpreende ninguém, embora o visual do deus da guerra seja muito bom, em uma ótima adaptação do design de George Pérez. Já os agentes alemães vividos por Danny Huston e Elena Anaya são muito exagerados, inclusive com um momento envolvendo uma máscara de gás que parece saído do seriado do Batman estrelado por Adam West.

No entanto, esses percalços não apagam as virtudes incríveis desta produção que veio no momento certo para trazer um pouco de luz e alegria a um período tão conturbado para o mundo e nos lembrar que heróis podem sim inspirar. Parafraseando “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, este é o filme que merecíamos e precisávamos.

Thiago Siqueira
@thiagosiqueiraf

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Mulher-Maravilha (2017)

Wonder Woman - Patty Jenkins

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Roteiro: Geoff Johns

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya, Lilly Aspell, Emily Carey, Lucy Davis, Saïd Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lisa Loven Kongsli, Mayling Ng, Florence Kasumba, Madeleine Vall, Hayley Warnes, Ann Wolfe, Doutzen Kroes

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  • Carol Almeida

    Tiago, muita gente costuma atribuir a qualidade deste filme em relação aos outros da franquia com o fato de que aqui há luz e esperança. Porém, não acho que seja bem isso. Lanterna Verde também tem otimismo e esperança, mas não é um bom filme, enquanto a trilogia do Nolan não era exatamente otimista. O diferencial está mesmo em fazer um bom trabalho, seja lá qual for o tom do filme.

    • Mauricio Martins

      Perfeito!!!!!!!

    • Deivid

      Outro exemplo disto é o Soldado Invernal, não tem tanto humor, mas ainda sim é um bom filme. Já Homem de Ferro 3 é pura comédia, mas o resultado final foi ruim.

  • Jason Todd McFarlane

    “Roteiro: Geoff Johns”

    Corrige aí:
    Roteiro: Geoff Johns, Allan Heinberg e Zack Snyder.
    Creditem o homem também, a ideia da trama é dele.

    • gandralf

      Lelek pisando no tomate de novo

  • Filipe Bortoletto

    Corrigindo: “maior heroína das HQs e cinema” 😉 haha

    • Alexson Saintz

      Mulher Marvel está vindo ai, filhão! Vai tomar conta do cinema, só observa!

      • Filipe Bortoletto

        Mulher o que? Não toma conta nem das HQ’s (imagino que isso tenha vindo de lá), quem dirá de um filme.

        • Alexson Saintz

          é bom que tu pense assim que tu vai com expectativas baixas e sai de queixo caído!

      • Jerry Bolado

        Mulher Marvel ? Que personagem é essa ? Conheço a Capitã Marvel e não, ela não é maior que a Mulher Maravilha. Tempestade, Jean Grey, Mulher Hulk, e uma cacetada de heroinas da Marvel são melhores personagens.

        • Roberto L. Silva

          Pois é, a galera não sabe nem porque cabrito caga redondo, e quer entender de universo de HQ.
          Mulher Maravilha é a maior heroína da cultura pop, isso é inegável.
          Mas isso não desmerece de moro algum outras grandes personagens de ambas editoras.

        • Alexson Saintz

          Não é caso de ser maior, é caso de ter o potencial, sobretudo por se espelhar no filme da mulher maravilha, de ser um filme melhor do que o da WW. É só uma opinião.

      • Roberto L. Silva

        Mulher Marvel foi a melhor.
        Parabéns pela sua total falta de informação, e pelo lado fanboy/mãe Dinah.

        • Alexson Saintz

          Capitã é homem? É que tinha que desenhar pra que os incautos compreendam. Foi mal, peço desculpas, eu SUPERESTIMEI a audiência do rapaduracast, não cometerei esse erro outra vez 🙂 Me tomou como fanboy e como mãe dinah quando não sou nenhum dos dois. Só acho, BASEADO NO QUE A MARVEL VEM FAZENDO NO CINEMA, que qualquer produção da mesma tem plenas condições de ser superior as produções feitas pela DC, sobretudo agora que eles tem esse filme dito excelente da mulher maravilha como parâmetro. É só melhorar o que foi bom e mensurar os defeitos que, segundo diria Jurandir, É SUCESSO! De resto, vá pentear macaco, se você não tem educação pra se dirigir a uma pessoa, SE ISOLA. Bye!

          • Roberto L. Silva

            Tá nervoso bonitão?
            Você dá o nome errado da personagem e vem falar do publico do site?
            E outra, baseando-se no que a Marvel vem fazendo, prevejo um filme mais do mesmo, nada de mais.
            E comparar com os erros da DC para fazer parecer que os filmes da Marvel estão acima da média, é piada né?
            Filmes pasteurizados demais, olha o que fizeram com o Capitão América?
            Soldado Invernal é um filme fantástico, já Guerra Civil chega a ser patético se comparado.
            Agora, se você não aguenta que discordem do senhor, e nem suporta sarcasmo, aconselho a você se isolar.

  • Deivid

    Meu Deus, Que mulher é essa!!!!!

  • josimar

    Só uma pequena correção, Thiago: os filmes da Warner desse ano não foram decepções financeiras tão grandes quanto seu texto dá a entender. Claro, Rei Arthur fracassou, porém Kong: Ilha da Caveira faturou quase 600 milhões de Trumps mundialmente (e isso concorrendo com Logan e A Bela e a Fera), e Lego Batman também foi outro sucesso.

    • Findman Returns

      Rei Arthur foi um fracasso retumbante.Os possíveis lucros foram borrados por causa disso.

  • Lisbino Carmo

    Nossa, isso que chamo de Mulher Maravilha!

  • Manolo Carvalho

    Eu não esperava muito de um filme dessa personagem antes de ver BvsS. Então pensei que poderia ser bom,mas o pé ficou atrás devido aos péssimos filmes da DC. Mas fico muito feliz de que o filme tenha sido bem sucedido e espero com anseio assisti lo em breve.Gal sua linda.

  • helcio

    Todos os filmes do DCU são ótimos,parem de falar merda.SE não gostam porque assistem.

    • spezao

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk realmente , esquadrão então é o melhor.

  • gandralf

    6. Com muita, muita boa vontade, 6.
    Sério.
    Ares dobrador de metal.
    O filme se passa na PRIMEIRA guerra. PRIMEIRA. E aquele papinho sobre o Ares quando, alguns anos depois, vem a segunda?!
    Toda a ladainha da mãe panaca não serviu para nada.
    Uma tropa de Amazonas fodonas tomam um pau danado de uma dúzia de soldadinhos perdidos.
    Bem vs mal na primeira guerra mundial. PRIMEIRA.
    Eles são maus #porquesim
    Ah, eu vou morrer #porquesim

    … e mais um zigalhão de furos bobos e oportunidades desperdiçadas. Enfim, é um filme bobinho, bobinho.

    Prá variar, a animação é muito, muito, MUITO melhor.

    • @shankhunt42

      Maricona, só digo isso…

    • As amazonas são mortais cara, eles tinham armas de fogo, logico que iam tomar pau. E msm assim venceram

    • Monsenhor Tabosa

      Na verdade a historia e baseada na primeira HQ da Mulher Maravilha, que se passa na guerra mundial. http://judao.com.br/origem-mulher-maravilha/

  • Cristopheer Quekes

    Assisti hoje,mega recomendado, muito bom ,história enredo e direção perfeita. …. não percao tempo ,vao ver pessoal

  • Cristopheer Quekes

    Batman vs superman perde feio, na minha opinião..

  • Bunitinho mas Ordinário

    Filme excelente dou um 8,5 , um defeito são alguns movimentos da Gal Gadot em CGI não muito bom, e o vilão Ares que começa muito bem com uma aparição sutil , o que parecia ser um confronto mais psicologico no final o ares vira um bichão e sai na porrada . Mas os defeitos de forma alguma estragam o filme que é muito bom.

  • Allan Prime

    Adorei o filme só não acho o melhor filme desse universo da DC, porque eu ainda gosto muito de Man of Steel, mas é uma obra de arte perto de Batman v Superman e Esquadrão Suicida.

  • Só foi okay pra mim 😉 …já o BvS é o filme de super-heróis que me marcou pra valer m/

    • Alexson Saintz

      Negativamente, aquele lixo!

  • Alexson Saintz

    Vou na fé assistir, se for um esquadrão suicida 2, ou um BvS 2 o que seria MUITO PIOR, DC NUNCA MAIS vai ver meu dinheiro!

  • thiago

    Siqueira feliz com filme da dc não achei q era possível kkk brincadeira, lerei a crítica só depois de ver o filme aí comento

  • Hiper Spooky

    Eu gostaria de parabenizá-lo, Thiago Siqueira, pela excelente análise. A melhor de tantas que li até o momento, despida dos neologismos politicamente corretos que tentam transformar a heroína em símbolo feminista. Este é um filme tão poderoso quanto sensível, revelando todo o carisma de Diana, uma semideusa que luta de maneira honesta – sem jamais deixar de ser mulher – para que sempre prevaleça o lado bom da humanidade.

  • Marcela Pires

    ” inclusive com um momento envolvendo uma máscara de gás que parece saído do seriado do Batman estrelado por Adam West”

    Olha, eu adorei essa cena, me pareceu espontânea e foi super divertida.

  • Jonas Schwarz

    Concordo sobre as cenas de ação serem exageradas, especialmente as últimas. Também me pareceu não haver uma demosntração clara dos poderes dela. Em determinado momento até parece que ela se torna o próprio Zeus. Também não achei a história tão bem desenvolvida assim, pelo contrário, tudo parece meio cliché. Mas a atuação/caracterização de Gal Gadot é perfeita e a adaptação do traje ficou bala também. Mas por ser na primeira guerra esperava mais.

    • Monsenhor Tabosa

      Isso e uma filme de ficção baseado em HQ, e claro que haveria exageros, nos quadrinhos são da mesma forma.

      • Jonas Schwarz

        Dificilmente um roteirista de quadrinhos faria um confronto no melhor estilo Dragon Ball como foi aquele no fim do filme. Ao menos no tempo eu que eu lia os gibis..

        • Monsenhor Tabosa

          Certo, mais hj em dias as HQs estão da mesma forma, confrontos exagerados.;

  • Rodrigo Inacio

    Só o sorriso da Gal Gadot já vale o filme.

  • Betotruco

    O filme é muito legal (ponto). Não vai revolucionar nada!
    É importante como representação da mulher na frente de decisões importantes e pq não, lutando física e metaforicamente contra o cinismo e insensibilidade no mundo!
    Mas já tem retardado comparando com TDK, Superman (o de verdade) do Donner… PERAÍ!!
    “Menas”… Bem “menas”!!
    Tem cenas incríveis, é divertido e em alguns momentos pela ingenuidade até emocionante, mas não é nada que já não tivéssemos visto antes e melhor (X-Men 2, HA 2 (do Raimi…)!!
    Gal não é uma boa atriz mas tem 1 carisma que neste filme realmente impressiona!
    Vale a pena ver novamente, vou levar minha filha de 10 anos e espero que ela se divirta muito!

    • thiago

      Fico imaginando de o Superman antigo não existisse e ele fizesse a terra girar pra voltar o tempo se as pessoas acharam incrível.

      • Betotruco

        Ainda hj, È INCRIVEL Thiago!!
        Por isso se chama CLÁSSICO, pq o filme resiste ao tempo e até hoje é lembrado e serve de referência!
        Inclusive no próprio filme da WM na cena do beco.

    • Betotruco

      Mas já on line!?
      Obrigado Princesa, mas já assisti 2 vezes: sexta e sábado levei minha filhota!

    • Roberto L. Silva

      Superman de verdade é o da HQ, só pra constar.
      E apesar de gostar dos filmes do Donner, eles são adaptações bem aquém do que o personagem realmente é.

      • Betotruco

        Discordo democraticamente!
        De que HQ específica vc está falando?
        O filme de Donner definiu muitas coisas até hoje do MOS!
        Inclusive aquele visual dos ‘cristais’ de Kripton na fortaleza da solidão, só pra citar um exemplo!
        Outro, a trilha do filme é o significado de Superman e é insuperável !!
        Usaram a origem e criaram um padrão em um filme perfeito!
        Então “menas”…

        • Roberto L. Silva

          Opa, discordar faz parte.
          Uma HQ especifica fica difícil, mas podemos citar o Super depois da reformulação proposta pelo Jhon Byrne, “O Último filho de Krypton”, “Superman e Batman: Inimigos Públicos”, “Superman Contra a Elite”, “Grandes Astros Superman”, “Superman Paz na Terra” e o espetacular “O Reino do Amanhã”.
          Quanto ao visual, eu concordo, o que incomoda é que os filmes são “goofy” demais.
          O segundo tem umas cenas de dar vergonha, como aquela do sorvete do cara voando com o sopro do Zod kkkk
          A trilha realmente é espetacular, até hoje escuto e gosto muito.
          Mas não podemos desmerecer o trabalho primoroso em O Homem de Aço, que aliás, é um filme que gosto demais a despeito de qualquer falha.
          Jamais vou esquecer os clássicos, eles tem um espaço no meu coração, assim como os quadrinhos que vieram muito antes e as novas adaptações.

  • Anna Paula Rodrigues

    Texto Maravilhoso Siqueira!! Eu amei o filme, e creio que os deuses do cinema não vão castigar vc pela comparação ao romance do filme Casablanca.

  • Dudu IFRN

    Mais uma merda da DC, até quando a Warner vai ficar insistindo com esse universo cinematográfico? Perdi meu tempo indo ao cinema assistir esse filmeco, após batman versus superman prometi a mim mesmo não ver, no cinema, nenhum herói DC, mas dei uma chance a princesa amazonas, porém me arrependi e perdi meu tempo.

    • clodoaldo jose ribeiro

      Azar o teu, marvete kkkkkk

    • Thalysson Jatobá

      Vc já perdeu o tempo, as pregas, a vergonha na cara, só não perdeu esse lado marvetinho…

  • Patrique Ferreira

    Depois de muito tempo, DC Comics acerta novamente no mais novo filme da heroína amazona. Em meio a tantos heróis retratados pela figura masculina, finalmente temos uma representação bem feita de uma heroína que é um equilíbrio perfeito de feminilidade, amor, sedução e força. Valeu a pena?
    https://www.youtube.com/watch?v=aR7GqKQeivU

    • Reenlsober

      Até aqui tu aparece, parça?

  • Vicente Esp

    Excelente filme, dos cenários aos artistas, parabéns.

  • Bruno Ochoa

    Com todo respeito. Esse filme funciona.
    Mas é o filme mais fórmula marvel. Alguns clichês, piadinhas.
    Tem ótima ação.
    E tema de primeira guerra tipo capitão
    Eu curti, mas não é nada diferente já visto.
    Único bom, quando entra na ação é top demais.

  • Mario

    Ainda não vi o filme, mas achei muito boa sua crítica. Bem ponderada, citando clássicos, falando dos diversos aspectos de um filme, sem exageros… Parabéns.

  • Reenlsober

    Ouvi gente exagerada dizendo que é o melhor filme de herois de todos os tempos. Não é.
    MM é um baita filme, divertido, gostoso de assistir e com boas cenas de ação. Mas é só.
    Não é melhor do que o primeiro Homem de Ferro, ou Soldado Invernal (só pra ficar no UC da Marvel), ou que The Dark Knight. Mesmo assim, é uma representação muito bacana da Diana e toda sua mitologia.
    O primeiro e o segundo ato são realmente muito bons, mas tudo desmorona no final… O que é uma pena. Mesmo assim, o saldo é bem positivo 🙂

  • Dobradurinhas

    OI Tiago, já que você achou o filme tão legal, talvez você também goste da dobradurinha dela, dá uma olhada e me diz o que acha!

    https://dobradurinhas.com.br/loja/diana-prince-mulher-maravilha/

  • Se essa nova geração de crianças nasceu comprando máscaras do Homem de Ferro, camisas do Homem Aranha e mochilas do Capitão América, faltava a identificação feminina. Gal Gadot e a sua Mulher Maravilha chegam para estancar esse lugar. Por isso, é praticamente obrigatório que os pais apresentem esse filme a elas.

    Manter a Mulher Maravilha viva (e não excluída das telas, como esteve por 76 anos), é muito importante para o mundo, como uma personagem que representa uma luta. Não a toa, desde 2015 ela é Embaixadora Honorária para as Mulheres e Meninas pelas Nações Unidas. O objetivo da instituição com isso é utilizá-la nas mídias sociais da ONU para promover a igualdade de gênero e a total participação feminina na vida pública. Uma prova da necessidade e importância deste filme para a sociedade atual. E também um questionamento, afinal: porquê demorou-se tanto para ela receber de fato sua obra e porque a personagem é tão subestimada, mesmo sendo uma deusa imortal (e até mesmo vista como fraca), quando comparada a outros heróis mais populares como Batman e Superman.

    Escrevi um pouco mais aqui… http://luiztonon.blogspot.com.br/2017/06/mulher-maravilha.html

  • MayB

    eu gostei do Homem de Aço também tanto quanto gostei desse da Mulher Maravilha. Eu acho que eles seguem a mesma linha, só que a MM é mais “leve” que o Supeman que eles criaram.

  • Felipe

    Não achei exagerada a batalha dela com o Ares. Convenhamos, uma super heroína capaz de rivalizar com o Superman, e até ganhar dele, enfrentando o deus da guerra? Claro que seria exagerado. De outra forma seria até desrespeito com a força e poder das personagens.

    • dsvfds dscvdxs

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