"Cavaleiros do Zodíaco: Prólogo do Céu" é o quinto filme já lançado do conhecidíssimo anime "Cavaleiros do Zodíaco", os famosos Cavaleiros de Athena. Seiya, Shiryu, Shun, Hyoga, Ikki e muitos personagens secundários estão de volta nessa aventura a nível do glorioso anime.
Depois de algum tempo, a franquia "Cavaleiros do Zodíaco" está de volta, dessa vez com um filme. Nos últimos anos, foram feitas várias tentativas de reviver a série animada aqui no Brasil, sendo transmitida em algumas redes de TVs abertas e outras fechadas. O resultado não foi o esperado, visto que a geração de hoje parece estar mais ligada a desenhos que mostrem desafios com cartas ou peões (!). O anime, porém, tem uma legião de fãs no Brasil e, nada mais do que merecido, recebermos esse filme para assistirmos nas telonas. Para ficar melhor, como já diz no título do longa, este poderá ser o prólogo (abertura) de uma nova saga. Se o filme vingar, talvez ela – bem como as outras que já existem ou estão sendo feitas, como a Saga de Hades – sejam transmitidas e obtenham sucesso mais uma vez em nossos domínios brasileiros.
Nesse filme, a trama central se mantém parecida com a dos outros filmes e da maioria das sagas (Santuário, Asgard, Poseidon e etc…) dos Cavaleiros. O enfoque principal é a luta entre os deuses, esses, como não são de sujar suas mãos de sangue, lançam seus protetores (cavaleiros, como são chamados) para orquestrar essas disputas. O motivo da vez é que Seiya e seus companheiros estão sendo acusados de irem de encontro ao querer dos deuses para defender a deusa Athena, também conhecida por Saori. Ao fazerem isso, os cinco Cavaleiros de Athena acabaram desafiando, e até matando, alguns desses deuses, como Poseidon e Hades (que será ainda abordado na Saga de Hades). Como não é de costume, quando a deusa Ártemis (quem está provocando essas acusações) coloca a vida de Athena em jogo, os seus fiéis cavaleiros não irão medir esforços para defendê-la. Para tanto, enfrentam os Cavaleiros de Ártemis, os chamados Anjos, e toda a fórmula que fez de "Cavaleiros do Zodíaco" um grande sucesso está de volta.
Como dito, a trama do roteiro se mantém com relação a filmes anteriores, mas logo de início esse já se demonstra mais maduro. Algo muito compreensível, visto que a principal geração de fãs do anime já está bem crescidinha em comparação à metade dos anos 90, quando o desenho estreava aqui em TV aberta. Ao passar dos setenta minutos de projeção, esse roteiro vai demonstrando cada vez mais esse aspecto.
É de costume também "Cavaleiros" ser bem agressivo, mas nas sagas mostradas na TV essa violência fica mais voltada para os famosos golpes dos personagens, sem mostrar uma pancadaria direta. Em "Prólogo do Céu" é bem diferente. Antes mesmo de escutar o primeiro "Meteoro de Pegasus", você é apresentado a algumas lutas, mas essas bem de contato corporal, como uma luta mesmo, recheada de golpes de algumas artes marciais. Um outro aspecto observado na série está no filme. Essa de conversa vai, conversa vem não passa batida. É muito diálogo e isso pode deixar quem está sendo apresentado agora aos queridos Cavaleiros entediado.
O filme claramente é direcionado aos fãs. Quem não curtiu a série vai ficar boiando do começo ao fim – principalmente com o filme. Como se trata de uma abertura, o longa não tem um desfecho totalmente explicado, deixando tudo muito em aberto. O que piora essa de quem não é fã ficar boiando é o fato de que as novidades que os filmes do anime sempre trazem (lembremos que em um deles Seiya usou a armadura de Ouro de Sagitário por uma das primeiras vezes) são mais internas e não visuais. Não vou falar a novidade, mas essa está relacionada à personagem Marin (a mestre do Seiya).
É prejudicial para o espetáculo o fato de que as lutas individuais não foram bem exploradas. É sempre bom ver Shiryu, Hyoga e Ikki lutarem – o Shun nem tanto! -, mas foi tudo muito rápido, visto que o filme se alongaria demais caso fosse explorar bem isso. Ainda bem que no pouco tempo de luta deles já deu para matar saudade de alguns já famosos golpes, como a "Ave Fênix" e o 'Pó de Diamante". Esse último, por sinal, vale destaque. Apesar do pouco tempo, ficou clara a evolução visual pela qual passou os golpes de Hyoga, um show à parte. Agora ele congela tudo que está ao seu redor só de elevar o cosmo. Os outros golpes também tiveram uma boa evolução visual, mas os melhores foram com certeza os do personagem Hyoga.
Mesmo sendo o melhor dos cinco filmes já lançados, hoje o efeito de "Cavaleiros do Zodíaco" já não é mais o mesmo. As sensações ficam mais voltadas a matar as saudades do que ver algo de novo da estória. Além disso, a geração cresceu e passamos muito tempo sem ter algo de novo sobre os gloriosos heróis mitológicos. Hoje em dia nem paro mais para assistir a desenhos, animes e etc, mas "Cavaleiros do Zodíaco" sempre terá seu espaço e espero que essa geração de agora se encante com essas boas estórias que, utilizando fundamentos da mitologia grega, são bem profundas e inteligentes, diferentemente dos atuais desenhos que estão sendo lançados. Negócio de jogar peão e cartas que saem monstros ou poderes de dentro não é comigo não!
