- Gênero:
- Drama
- Duração:
- 103min
- Origem:
- Coréia do Sul - Alemanha
- Estúdio:
- Korea Pictures
- Direção:
- Ki-duk Kim
- Roteiro:
- Ki-duk Kim
- Produção:
- Karl Baumgartner, Seung-jae Lee
Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e de seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão, em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e à tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito. A narrativa é cíclica, como o próprio título indica e se quisermos extrair uma "mensagem" poderíamos optar pela ilustração da essência da natureza do ser humano; a sua maldade intrínseca, que resiste à iluminação do saber e da racionalidade. É fácil reduzir o filme a um aforismo ou a uma lição de filosofia, mas o cinema de Kim Kideok — que interpreta ele mesmo a última encarnação do protagonista — nunca se revelou complexo em termos narrativos; é sobretudo uma obra visceral, com uma forte componente visual e estética, delineando uma simbologia clara e bem definida sobre a evolução do Homem enquanto ser moral e a procura da integração harmoniosa com o meio natural.















































