Quando lembramos de nossas infâncias, sempre vem na cabeça alguns desenhos animados que formaram o nosso caráter. Eu tive uma infância que pegou o fim dos anos 80 e todo os anos 90. Eu digo isso porque nasci em 1982 e as lembranças concretas só começam a vir a partir de 87/88.

Desta forma, os animes, animações produzidas no Japão, começaram a chegar ao Brasil com muita força já nos anos 90. E muitos títulos foram importantes para introduzir este mercado para uma geração. Resolvi então fazer um TOP 10 das melhores séries (de TV). Lembrando que não estão inclusos os filmes. Por isso nada de reclamar: cadê “Akira“, “Ghost in the Shell” e os clássicos de Hayao Miyazaki?

É sempre interessante lembrar que EU NÃO SOU especialista no assunto. Apenas gosto do gênero. Eu não vi todos animes da face da Terra, portanto essa é a MINHA LISTA. Se você se incomodou, faça a sua lista e deixe a minha em paz. ;)

Por ordem de importância:

10) SHURATO

Shurato estreou na TV Manchete bem depois dos grandes sucessos. Naquela época, o que bombava era Sailor Moon e Samurai Warriors. É engraçado perceber que esse anime teve uma importância absurda, porque eu não lembro tanto da sua história, mas a música não sai da minha cabeça. Eu penso em anime e vem logo de cara essa música. Ainda mais começando com “Oun Shura Sowaka”. Lembro que eu gostava por causa da temática, por ser no mundo Mundo Celestial e ainda assim envolver lutas, magias e armaduras diferentes. Nos anos 90 a gente gostava de tudo que tinha armadura. Boas lembranças!

“KEEP ON SHINING SHINING quero ver brilhar. KEEP ON SHINING seus olhos…”

9) DEATH NOTE

Assisti em 2012 e já entrou no TOP 10. A premissa de existir um caderno que permite que seu usuário mate qualquer pessoa somente ao escrever seu nome nas páginas amaldiçoadas chama a atenção logo de cara. Como o anime possui um arco fechado, ele prima pela inteligência. Tinha tudo para se tornar um TOP3, mas os rumos da história a partir de 1/3 da série transformaram em apenas uma boa pedida. Ele é bem diferente dos outros dessa lista, pois prima pelo drama/suspense/thriller sobrenatural.

8) FLY, O PEQUENO GUERREIRO

Uma das séries bacanas que o SBT apresentou em suas manhãs. Lembro que na época eu estava apaixonadíssimo pela franquia Final Fantasy e Chrono Trigger, e, mesmo sem saber, percebi todos tinham uma ligação. Yuji Horii é o criador de Dragon Quest, jogo de RPG no qual Fly foi inspirado. A história do pequeno guerreiro chamava atenção pelas batalhas e o poder de superação do personagem e seus amigos. Só vi a série completa na internet, já que o SBT adorava repetir os episódios.

“Um pouco de mago e muito de heroi…”

7) MAJOR

Conheci essa série através do amigo SKY (do Anime Freak Show). Estava querendo voltar a assistir animes depois de um grande hiato e ele me falou sobre Major. Nunca fui muito fã de baseball, mas a história do garotinho apaixonado pelo esporte e que passou por vários dramas pessoais, me levou a querer conhecer essa história. Me emocionei logo nos primeiros episódios. Pronto, fui fisgado! Gorō  não conhece os limites humanos. Ele só se contenta com a vitória e quanto maior o desafio, mais ele se sente motivado.

Se você for assistir ao anime, guarde essa música! Ela vai te emocionar mais na frente…

6) POKÉMON

Uma das coisas que eu mais gostava quando assistia Pokémon não eram os monstros de bolso. Eu sempre fui maluco por aventuras. Sou apaixonado pela idéia de sair com amigos descobrindo as coisas pelo mundo. Mesmo tendo todo um lado competitivo (de se tornar o maior mestre Pokémon do mundo), a forma que Ash, Misty e Brock desbravavam florestas, mares e desertos me cativava. Era o real sentido de jornada. A presença da Equipe Rocket como antagonista sempre dava um toque de humor necessário para a história. É fato que Pokémon foi um fenômeno sem precedentes e ele merece todos os créditos. Apesar de puxar para o lado infantil e mesmo na época eu não sendo mais criança, ainda assim curtia acompanha as aventuras. E pra mim, só existem 150 Pokémons. Abs.

“A minha vida é fazer o bem vencer o mal…”

5) SUPER CAMPEÕES

Japonês é apaixonado por futebol. Brasileiro nasceu para jogar futebol. Como não gostar de Super Campeões? Oliver Tsubasa está no nível de Allejo no imaginário da galera dos anos 90. Mesmo mostrando a história de jovem japonês, poderia muito bem ser a história de muitos brasileiros. A identificação era clara, ainda mais quando o desejo do menino era vir para o Brasil e a jogar com os melhores jogadores do mundo. Era fantástico acompanhar a história da criança jogando em uma escolinha até a seleção nacional. Aliados, rivais, dramas, machucados, reviravoltas, amizade. Tem tudo isso! Acredito que a coisa legal era acompanhar as jogadas com cara de magias de videogame. Isso dava um charme único! Saudades!

“Quando entro em campo, sinto toda emoção…”

4) DRAGON BALL (CLÁSSICO E Z)

Ele veio na aba do sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco, mas sendo exibido no SBT. Conhecemos o Goku pequeno e toda sua trupe. Extremamente divertido, um personagem principal nosense e vários coadjuvantes desajustados. Na época, não chegava a se comparar com Cavaleiros, já que apelava mais para o lado infantil. Porém, com o lançamento de Dragon Ball Z, com todos os personagens já adultos, a coisa mudou de figura. As batalhas épicas são até hoje comentadas. As sagas são muitos conhecidas: Saiyajin, Freeza, Cell e Boo. Era interessante a falta de limite. Quando aparecia o inimigo mais forte do universo, a gente já sabia que após ser derrotado sempre aparecia um outro mais forte. Temos que respeitar alguém que morreu e ressuscitou várias vezes para nos salvar. Obrigado, Goku. Vegeta é o meu personagem favorito. E o seu?

“Morra Gokuuuuuu….”

3) OS CAVALEIROS DO ZODÍACO

Foi ele quem começou tudo isso. Quando estreou na Manchete, virou um fenômeno logo de cara. Assistir jovens usando armaduras mitológicas, soltando golpes e mostrando lutas sanguinárias, era algo transgressor. Isso tudo era novidade. Parecia que a gente estava desobedecendo os nossos pais, pois assistir um desenho violento não fazia parte da nossa vida infantil. Era fácil decorar as músicas, os nomes dos golpes e falar sobre os personagens favoritos. Até acompanhar por umas 3 temporadas a frustração da repetição de toda a série quando chegava na casa de Leão. Eu olho para Os Cavaleiros do Zodíaco e lembro de: Manchete, revista Herói e álbum de figurinhas.

“Lutadores com poder astral. Se o inimigo é demoniaco, sua luta é mortal…”

2) YU YU HAKUSHO

Por muito tempo este era o meu anime favorito de TODOS OS TEMPOS. Vários motivos justificavam esse título: melhor história, melhor dublagem, melhor desenho, melhores personagens, melhores lutas. Ao mesmo tempo que ele era tenso/dramático em vários momentos, em outros era o desenho mais engraçado da história. A dublagem é consagrada como a melhor já feita aqui no Brasil. Olha isso abaixo:

Fala aí, não é fantástico? Só de escutar essas vozes, bate uma sensação de nostalgia que poucas coisas conseguem atingir. E quando eu escuto essa música abaixo, o meu coração se enche de alegria…

“No corre-corre da cidade grande, tanta gente passa e estou só…”

1) ONE PIECE

Conheci este ano 2012. Ouvia muita gente falando do barulho que estava causando no Japão. Mangá mais vendido e anime mais visto! Isso só acontece no Japão quando a parada é boa. Até que novamente o SKY (do Anime Freak Show) me apresenta essa obra de arte. A princípio, pode parecer mais um anime. A medida que as histórias dos piratas vão se cruzando, você passa a entender este fenômeno. Estamos falando dos mares e o mundo dos piratas. O protagonista é Luffy, um jovem que quer ser o Rei dos Piratas. Ele não tem cara de capitão, já que nunca leva nada a sério, mas é extremamente motivado pelos desafios. No início ele começa a juntar sua tripulação, reunindo Zoro, Nami, Usopp e Sanji. Quando você conhece a história de cada um, é impossível não se emocionar. One Piece é isso! Uma mescla de humor, histórias fantásticas e batalhas épicas. As sagas são brilhantes. A minha favorita é Baroque Works. Essa imagem abaixo representa o máximo da amizade:

É muito difícil falar uma batalha ou um personagem favorito. Existem tantos momentos épicos. Estou no episódio de número 400 e cada vez mais cativado com a evolução da história. A fidelidade dos personagens para com os objetivos de seu capitão, prova que é possível construir um arco narrativo que faça com que o público se importe. E a gente não vai sossegar até que Luffy se torne o Rei dos Piratas.

“We are, We are on the cruuuuuuise! We are!”