Jurandir Filho, Thiago Siqueira, Rogério Montanare e Fernanda Schmölz batem um papo sobre os remakes de filmes que não precisavam existir. A indústria do cinema tem um fascínio antigo por remakes (a prática de refazer filmes antigos com uma nova roupagem, novos atores, e, muitas vezes, um polimento visual mais moderno). Desde os primórdios de Hollywood, obras consagradas já ganhavam novas versões poucos anos após seus lançamentos. O que antes era uma forma de revisitar clássicos sob novas perspectivas ou adaptar histórias para novas gerações, se tornou, nas últimas décadas, uma espécie de vício da indústria.
Hoje, vivemos uma verdadeira avalanche de remakes. Quase toda semana há o anúncio de uma nova adaptação, releitura ou reboot de algo que já conhecemos. E nem sempre isso é bem-vindo. Filmes como “Psicose” (1998), um remake quase quadro a quadro do clássico de Alfred Hitchcock, ou “Ben-Hur” (2016), uma versão esquecível e genérica do épico vencedor de 11 Oscars em 1959, são exemplos de remakes que, francamente, não precisavam existir. Pior: em muitos casos, o novo filme enfraquece o legado do original, transformando uma obra respeitada em um produto descartável de bilheteria. Precisava de um “O Rei Leão” live action? Ou um “Branca de Neve”? Ou “Como Treinar o Seu Dragão?
Mas por que tantos remakes? A resposta está, como quase sempre, no fator financeiro. Hollywood, e a indústria do entretenimento como um todo, prefere apostar em propriedades intelectuais já conhecidas pelo público — as famosas “IPs”. Se um filme já tem reconhecimento e nostalgia atrelados a ele, os executivos enxergam isso como uma oportunidade mais segura de lucro do que investir em ideias originais. O público já começa a mostrar sinais de cansaço. Afinal, para que refazer algo que já era bom, quando há tantos roteiros novos esperando para ver a luz do projetor?
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|| CRÉDITOS
Edição/Trilha: Joel Suke
Tags: Fernanda Schmölz, Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira
