Claudia Cardinale, dama do cinema italiano dos anos 1960, morre aos 87 anos
Atriz protagonizou clássicos como "8½", "O Leopardo" e "Era Uma Vez no Oeste".
(Imagens: Getty Images)
Um dos grandes nomes do cinema italiano e estrela dos anos 1960, Claudia Cardinale morreu nesta terça-feira (23) em sua casa em Nemours, na França, aos 87 anos. “Ela nos deixa o legado de uma mulher livre e inspirada, tanto como mulher quanto como artista” disse seu agente, Laurent Savry, em nota à AFP (via Variety)
Cardinale estrelou clássicos absolutos do cinema italiano, tendo trabalhado com nomes como Luchino Visconti em “Rocco e Seus Irmãos” e “O Leopardo”, Federico Fellini em “8½”, e Sergio Leone em “Era Uma Vez no Oeste”, possivelmente o maior clássico do gênero de faroeste. Ela também esteve na adaptação original de “A Pantera Cor de Rosa”, de Peter Sellers, e no clássico “Fitzcarraldo”, de Werner Herzog.
Em sua carreira de décadas, Cardinale estrelou 175 filmes, além de receber diversos prêmios honorários pelo conjunto de sua obra: Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002, um Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1993 e um David pela carreira no Prêmio David di Donatello da Itália em 1997.
A carreira de Cardinale, no entanto, começou como uma tragédia. Ainda na adolescência, ela foi estuprada e deu à luz um filho, que foi criado como seu irmão até a verdade vir à tona, sete anos depois. “Fui forçada a aceitar essa mentira para evitar um escândalo e proteger minha carreira”, disse ela. Desde então, se tornou uma fervorosa defensora dos direitos das mulheres, sendo nomeada Embaixadora da UNESCO em 2000, em reconhecimento ao seu compromisso com a causa das mulheres e meninas.
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