Cinema com Rapadura

Entrevistas   quarta-feira, 11 de setembro de 2019

[ENTREVISTA] Divaldo – O Mensageiro da Paz | “Dizem que meu chamado veio do além”, diz Regiane Alves

O Cinema com Rapadura entrevistou o elenco principal e o diretor do filme, que promete trazer à tona a discussão sobre tolerância de um dos mais importantes líderes espíritas do mundo.

[ENTREVISTA] Divaldo – O Mensageiro da Paz | “Dizem que meu chamado veio do além”, diz Regiane Alves

Contar a história de um líder espiritual é tarefa árdua, tendo em vista que é necessária uma rica pesquisa para desenvolver o roteiro e capturar diferentes nuances do escolhido. Pois a vida de Divaldo Franco é mesmo um grande desafio, com sua história de caridade e espiritualidade remetendo aos seus 92 anos, mas também é uma oportunidade única de humanidade a ser apresentada ao mundo.

Nascido em Feira de Santana, na Bahia, ele descobriu sua mediunidade ainda jovem. Com a morte de seu irmão, conseguiu ajuda para não sofrer com o grande desafio que a cada dia crescia, transformando-se em um fardo mal trabalhado. A partir de então, Divaldo não parou mais: ouviu milhares de pessoas, criou um centro de reabilitação, adoção e tratamento aos mais pobres, e desenvolveu sua obra a fim de espalhar a paz.

Esta é, portanto, a história de um líder espiritual que ajudou milhares de pessoas desde sua juventude. E realizá-la enquanto o nonagenário homenageado acompanha as gravações é um destaque e tanto para a produção. Em bate-papo com elenco e diretor, o Cinema com Rapadura conheceu um pouco mais da história e produção de “Divaldo: O Mensageiro da Paz”.

Bruno Garcia (Divaldo): Já trabalhei com a Marcela (Altberg), produtora de elenco, em diversas ocasiões. Por isso, em bate-papo com ela recebi o convite, o que foi uma surpresa, pois até então eu era associado por ela como um ator de comédia. Aliás, a história que recebi foi a de que ela teve uma visão de que eu deveria participar deste filme, então tudo foi muito curioso, sobretudo por eu estar envolvido, neste momento, em um trabalho sobre a cultura celta e sabendo que o Kardec foi um espírito druida – muita coincidência sobre o mesmo assunto. Como não é normal um produtor de elenco te falar que teve uma visão contigo, eu logo fiquei curioso com o projeto.

Clovis Mello (Diretor): Este projeto já existia, com participação da produtora Estação Luz, que realiza diversos filmes espíritas. Em um bate-papo com o pessoal da produção para a realização de um outro evento, através de uma assessora de imprensa amiga, conheci o projeto deste “Divaldo”. A partir de então começamos a produzi-lo e fazer acontecer esta grande homenagem a ele.

Marcos Veras (Espírito Obsessor): Fui um dos últimos a entrar no elenco e, em bate-papo com o Clovis, que foi muito bom, já demonstrei interesse pelo personagem. Pois, como artista, é um personagem muito bom: é repleto de profundidade, com ódio e busca vingança. Para o ator é um personagem muito rico. Além disso, apesar de não ser religioso, fiquei interessado pelo tema, pois, como ser humano, é o tipo de conteúdo que chama a atenção. Por isso, meu papo com Clovis foi muito bom e entrei com tudo no filme.

Ghilherme Lobo (Divaldo): Meu envolvimento com o projeto foi grandioso, bastante significativo, porque era a oportunidade que eu tinha de interpretar alguém com a importância do Divaldo na fase em que mais se questionou. Aliás, os questionamentos que ele passava em sua adolescência foram muito parecidos com os meus – não em relação ao espiritismo, mas sim com seu papel no mundo, além de seus propósitos. Por isso, gravar este personagem teve toda a importância por conta de sua carga dramática, mas também pela empatia gerada em mim.

Regiane Alves (Joanna de Angelis): A minha relação com este filme é muito curiosa, pois dizem que meu chamado veio do além. O Clovis me ligou dizendo que o próprio Divaldo me escolheu, ao ver minha foto, dizendo que para esta personagem deveria ser eu. Quando ele me ligou, ele me perguntava sobre diversas questões pessoais, o que se transformou em um bate-papo muito interessante. Aos poucos, comecei a me envolver e perceber a importância deste projeto e de tudo o que ele representa. Li os livros, entrei em contato com pessoas que convivem com o próprio Divaldo e compreendi de forma mais natural toda a intensidade do processo e de sua carga dramática.

Laila Garin (Dona Ana): O meu envolvimento com o projeto foi, desde o início, muito gostoso. Eu pude viver uma personagem que serve de ligação entre o público e o Divaldo, o que significa uma grande responsabilidade. A Dona Ana me fez resgatar muita coisa de minha família, sobretudo a avó de meu marido, e por isso meu carinho é muito grande. Além disso, o respeito por sua importância na vida e no desenvolvimento do Divaldo significa muito para mim. As suas dúvidas, seus medos e anseios são as ligações com o público, além de seu humor, que tanto trazia carinho às cenas quanto o próprio alívio cômico mesmo.

“Divaldo – O Mensageiro da Paz” já está em cartaz nos cinemas. Leia a crítica aqui.

Denis Le Senechal Klimiuc
@rapadura

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