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	<title>Cinema com Rapadura &#187; HSBC</title>
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		<title>&#8220;Avatar&#8221; e a sua tecnologia</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 05:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>

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		<description><![CDATA[Filme de James Cameron vai além dos conceitos tecnológicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-153412" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/12/avatar-imagem.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>O mundo ao nosso redor diminui graças à tecnologia, mas as distâncias entre as pessoas parecem ter crescido. Hoje em dia, algumas pessoas sabem mais das outras através de páginas no <em>Orkut</em>, <em>Facebook</em>, <em>Twitter</em> ou por chats no <em>MSN </em>do que pela boa e velha conversa pessoal. Ou seja, conhecemos mais os chamados avatares de alguns indivíduos do que os indivíduos per si.</p>
<p>É engraçado que a estreia de um filme chamado &#8220;Avatar&#8221; lide, mesmo que indiretamente, com essas questões. Nessa ficção científica, dirigida e roteirizada por James Cameron, homem que revolucionou os efeitos especiais em <em>&#8220;O Exterminador do Futuro 2 &#8211; O Julgamento Final&#8221;</em> e o fez novamente com este seu novo trabalho, um verdadeiro marco da tecnologia de computação gráfica.</p>
<p>Em &#8220;Avatar&#8221;, os humanos interagem com o ambiente hostil e inóspito de um planeta chamado Pandora através de corpos controlados à distância, os avatares do título. Com suas consciências projetadas nesses receptáculos artificiais, os homens podem sentir a maravilha que é o meio-ambiente puro de Pandora e se comunicarem com a os seres humanóides locais, os na’vi, formas de vida que foram base para os novos corpos a serem habitados pelos terrestres.</p>
<p>No filme, há um romance entre um fuzileiro humano paraplégico, Jake Sully (Sam Worthington) e a na&#8217;vi Neytiri (Zoe Saldana). Os dois se apaixonam remotamente, já que, durante as conversas e aventuras do casal, Jake só vê sua amada através de seu avatar e Neytiri não vê o fragilizado corpo humano de seu companheiro. Muitos relacionamentos entre pessoas, mesmo que não sejam separados por ambientes tóxicos ou léguas tiranas, acabam sendo realizados por seus avatares.</p>
<p>Não descartando o investimento emocional feito em tais relacionamentos virtuais, o fato é que a necessidade humana por interações físicas aparenta ter diminuído. Voltando ao filme, vemos que os nativos de Pandora são extremamente dependentes não só uns dos outros, mas também de seu ambiente natural, ao passo que nós, humanos da &#8220;vida real&#8221;, nos enclausuramos mais e mais em nossos locais de trabalho e moradas estéreis, trancados a sete chaves. O motivo? Justamente o medo de outras pessoas, que nos machuquem e tomem nossas posses.</p>
<p>Chega a ser triste que essa tecnologia de comunicação acabe por isolar mais os indivíduos que aproximá-los. Esse simulacro de interatividade acaba sendo um substituto para o toque, para a verdadeira intimidade, ao invés de uma ferramenta de conexão. Do mesmo modo, há um medo de que a tecnologia de captura de performace, que fez seu debut real <em>em &#8220;Final Fantasy &#8211; O Filme&#8221;</em> e fora levada à quase-perfeição por James Cameron em <em>&#8220;Avatar&#8221;</em>, acabe afastando o elemento humano dos trabalhos cênicos.</p>
<p>Ora, por mais perfeita que tal tecnologia seja sempre será necessária a intervenção humana para que ela funcione. De um modo geral, qualquer avanço de informática necessita de um operador em algum momento. Quando se trata das artes cênicas, isso é mais verdadeiro ainda, já que a performace a ser executada por aqueles zeros e uns, que ganham a ilusão de matéria nas telas, precisa vir de alguém para poder existir.</p>
<p>Não é à toa que a coisa mais complicada de se recriar virtualmente é um corpo humano, afinal, o conhecemos de maneira tão íntima, que logo reparamos qualquer falha em sua recriação ou movimentação. Cameron, ao levar para os cinemas um filme que toca justamente da conexão entre os seres vivos e se utilizou de uma computação gráfica avançadíssima para criar o mundo onde tais seres interagem e vivem, mandou uma mensagem poderosíssima.</p>
<p>Personagens virtuais podem gerar emoções reais, desde que haja um humano em algum momento do processo. Afinal, o que vemos na tela são pessoas usando uma vestimenta irreal computadorizada interagindo umas com as outras. O ser humano persiste na equação. O próprio diretor fez questão de frisar em todas as entrevistas sobre a captura de performace de que ele estava dando instruções sempre a pessoas reais, não a meras animações, persistindo a ligação entre indivíduos.</p>
<p>Será que, no futuro, os avatares estarão tão presentes nas vidas das pessoas que a interação física entre humanos será esquecida? Duvido. Mesmo que reconhecendo o impacto emocional que figuras virtuais possam nos causar, sempre há humanidade envolta nessa resposta e os corpos humanos sempre necessitaram interagir.</p>
<p>Esse período de deslumbramento com a tecnologia passará e seu excesso de uso será, futuramente, mal visto e desestimulado. Assim como a performace de movimento é apenas uma nova ferramenta de trabalho para os atores, avatares são nossas representações, não nós mesmos e precisamos do contato humano que apenas outros corpos podem nos proporcionar.</p>
<p>O medo e a novidade não sobrepujarão a necessidade. O ser humano, seu toque e os ambientes reais nunca serão obsoletos, afinal a tecnologia precisa deles para existir, do mesmo modo que as pessoas necessitam das conexões de umas com as outras, em um verdadeiro círculo virtuoso de interdependência. A tecnologia sempre será um meio, não um fim em si mesma.</p>
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		<title>&#8220;O Expresso Polar&#8221; mostra que o espírito natalino ainda está vivo</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 13:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurandir Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais do que uma animação, uma linda mensagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-152964" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/12/cinemacomrapadura-bannertopo-polar.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>Poucas vezes a data do Natal foi retratada de uma forma singela como em &#8220;O Expresso Polar&#8221;. Baseado no livro de Chris Van Allsburg, de 1985, o filme acompanha a aventura de um garoto que está 99% convencido de que Papai Noel não existe. Numa noite de véspera de Natal, ele é surpreendido pela visão de um enorme trem em frente a sua casa. É o tal &#8220;Expresso Polar&#8221; do título, que irá levar um grupo de crianças até o Pólo Norte para conhecer o Bom Velhinho em pessoa. Depois de uma certa dúvida, ele acaba subindo no trem. Contrastando com a neve que cai do lado de fora, dentro do expresso é quentinho e aconchegante.</p>
<p>Um enredo curto, simples e objetivo. A intenção do diretor Robert Zemeckis nunca foi criar uma obra de arte no enredo com este filme, e sim provar que dá para resgatar sentimentos e emoções fantásticas com o tema do Natal. Tom Hanks interpreta em forma de animação um menino que não acredita no espírito natalino, o pai dele, um condutor de locomotiva, um andarilho e o próprio Papai Noel.</p>
<p>&#8220;O Expresso Polar&#8221; cumpre fielmente o objetivo de ensinar e mostrar que no Natal existem coisas mais importantes que presentes e festas. Eu sou um dos que defende a idéia do Natal, não acho brega ou piegas enaltecer o espírito natalino. Não estou querendo discutir o capitalismo ou religião, mas sim dizer que a união familiar e confraternização dos bens espirituais são mais importantes do que qualquer coisa. Hoje as pessoas se preocupam mais em ganhar algo, do que estar com a sua família. Isso é algo que tem que ser mudado. Presente todo mundo gostar de ganhar e nem precisamos mudar esse costume, mas que passemos a aproveitar mais a presença dos nossos entes queridos.</p>
<p>A essência natalina do filme serve para todas as idades. Às vezes vemos pessoas já adultas agindo como pessoas imaturas, se importando apenas com valores materiais. São coisas tão pequenas que fazem do Natal uma data tão especial. Infelizmente o mundo capitalista fez com que a data se transformasse numa indústria que, às vezes, é melhor se colocar no lugar das crianças e imaginar que na noite de Natal, Papai Noel vai chegar e por meu presente dentro da minha meia.</p>
<p>A história cativa não só as crianças, mas também os adultos, que se vêem no personagem do menino e lembram-se da própria agitação e ansiedade na noite mais importante do ano. Talvez também se lembrem das primeiras dúvidas surgidas em seus jovens corações, quando perceberam que crescer significa algo de precioso e intangível para sempre, algo que não conseguem definir, mas que podem, certamente, sentir.</p>
<p>O próprio diretor do filme, Robert Zemeckis, que escreveu o roteiro juntamente com William Broyles Jr., reconhece: “<em>É uma história que tem a ver com todo o mundo. Tantos de nós, sendo crianças ou adultos, já questionaram suas crenças ou passaram pelo processo de ter a fé testada e restabelecida. As crianças podem entender a história literalmente como uma viagem para encontrar Papai Noel, enquanto os mais velhos podem entendê-la como uma metáfora para idéias maiores. Ela lida com os símbolos do Natal, mas no fundo é uma história universal sobre a crença em coisas que não vemos ou compreendemos inteiramente</em>”.</p>
<p>Ele conclui: “<em>Espera-se que ao crescer não nos tornemos tão cínicos a ponto de deixar de acreditar. A idéia do Natal é de aconchego e generosidade. Papai Noel é um símbolo disso, mas você não precisa acreditar nele para ter esse sentimento</em>”.</p>
<p>Papai Noel existe?</p>
<p>O que o Natal representa?</p>
<p>Pouco importa, se você está no berço de sua família e amigos.</p>
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		<title>Existe um grito de liberdade maior do que em &#8220;Coração Valente&#8221;?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho memorável de Mel Gibson é um grito a favor da liberdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-152555" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/12/cinemacomrapadura-bannertopo-coracao.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>&#8220;LIBERDADE!&#8221;, brada o William Wallace de Mel Gibson em um momento seminal de &#8220;Coração Valente&#8221;, fita dirigida e protagonizada pelo próprio Gibson e lançada nas telas em 1995. A qual liberdade Wallace &#8211; baseado em uma figura histórica real &#8211; se referiu ao desferir essa palavra derradeira no longa?</p>
<p>No filme, que se passa na Escócia do século XIV, Wallace liderou uma rebelião dos habitantes locais contra a dominação dos ingleses, liderados pelo tirânico Rei Edward I, o Longshanks. Apesar da opressão sobre seu povo, Wallace era um homem de paz até a morte de sua amada Murron pelas mãos de um magistrado inglês após uma tentativa de estupro por um soldado dominador.</p>
<p>Depois desta tragédia e se vendo como um homem procurado, ele assume sua postura como líder de seu povo e parte para libertá-lo de seus tiranos, mesmo com o desagrado dos nobres locais, todos nos bolsos ingleses. Os dominadores tinham direitos até mesmo sobre as esposas dos locais na noite de núpcias, a chamada Prima Nocte.</p>
<p>A partir daí, Wallace consegue reunir os plebeus escoceses graças ao seu carisma e seu anseio por ser livre. E o que é ser livre, se não o direito de buscar sua própria felicidade, sempre respeitando a dos outros? Longshanks e seus cúmplices tratavam os escoceses como mero gado, se aproveitando de homens &#8220;nobres&#8221; que eram facilmente manipulados com ouro e terras para atingir seus objetivos mesquinhos.</p>
<p>Tais nobres, aliás, não passavam de sombras humanas, que não ligavam em ser manipulados por Longshanks, desde que recebessem seus pagamentos. Não se importavam com honra ou valores, a não ser os monetários. Deste modo, estavam com seus juízos entorpecidos pela ganância, escravos da conveniência e do ouro, sempre vestidos com trajes luxuosos e de aparência limpa, mas cujas almas eram sujas, poluídas.</p>
<p>Não importam os bens materiais que a pessoa possui, se ela tem o famigerado &#8220;rabo preso&#8221; com alguém. Aquelas coisas jamais serão realmente dela, se uma outra pessoa pode vir a tomar tais posses a qualquer momento. A valorização destas é meramente a glorificação dos grilhões que prendem o dominador ao dominado.</p>
<p>William Wallace era um homem do povo, que conhecia o sofrimento destes e notava quão forte era a mão da Inglaterra, sendo ele próprio uma vítima desta. Tendo perdido todos aqueles que amava para as injustiças inglesas, só restou a ele aquilo que faz dele um homem livre de amarras, a sua consciência. Tais perdas e o amor que tinha por sua terra e seus compatriotas eram o próprio fogo que abasteciam sua ânsia por alcançar a felicidade novamente, ser livre e viver em um país onde seus compatriotas também o fossem.</p>
<p>Este se tornou o seu objetivo, seu sonho. Um lugar onde todos pudessem tentar ser pessoas realizadas sem dependerem de mestres para tal busca. É uma meta nobre, no sentido mais verdadeiro da palavra, longe daqueles senhores que assim se declaravam. Uma bandeira pela qual ele e seus comandados acreditavam valer a pena sangrar, sofrer e morrer, sem pestanejar.</p>
<p>Ao se recusar abrir mão de seus ideais, Wallace busca assegurar que as futuras gerações não sejam privadas das mesmas coisas que ele, de uma vida de paz ao lado das pessoas que amam, do orgulho de caminharem em um país que pertence a todos os seus cidadãos, da oportunidade de perseguirem os seus sonhos. Em suma, a luta de Wallace era para ver seu povo libertado.</p>
<p>No Brasil de hoje, também presenciamos pessoas oprimidas pela violência, pela pobreza e pela ignorância. Tais males são acompanhados por um grupo de &#8220;nobres&#8221; que, como suas contrapartes da Escócia do século XIV, também se interessam mais por bens materiais do que pelo bem dos seus compatriotas.</p>
<p>Não precisamos de um William Wallace, com espada em punho e pintura no rosto no nosso país, mas de um povo que aceite lutar e fazer valer o direito que temos de buscar a felicidade inerente a todos nós. Esta sim é a verdadeira LIBERDADE.</p>
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		<title>A honestidade do mentiroso</title>
		<link>http://cinemacomrapadura.com.br/artigos/151993/a-honestidade-do-mentiroso/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 08:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurandir Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme estrelado por Jim Carrey mostra que estamos acostumados a mentir, em tudo, mas que podemos ser honestos com nós mesmos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-151994" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/12/cinemacomrapadura-bannertopo-mentiroso.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>Por que as pessoas mentem? Essa pode parecer uma pergunta fácil de responder, mas é muito mais complexa do que parece. As vezes nos acostumamos a mentir para tudo. Virou rotina. Segundo uma pesquisa, a cada 10 frases que falamos, 1 é mentira. Como chegamos a esse nível? Mentir sempre foi a melhor solução para tudo? “<em>O Mentiroso</em>” (1997), estrelado por Jim Carrey, retrata um pouco sobre isso.</p>
<p>Fletcher Reede (Carrey), um advogado, se vê em uma situação delicada quando Max Reede (Justin Cooper), seu filho, ao soprar as velas do bolo pede que seu pai não minta por um dia. O desejo é atendido, impedindo Fletcher de falar qualquer tipo de mentira, mas se as pessoas falam uma mentira ou outra, para um advogado mentir faz parte do cotidiano. Fletcher não entende o que está acontecendo e se envolve em várias confusões, principalmente quando precisa defender no tribunal uma mulher traidora (Jennifer Tilly) que tem que se passar por santa para tirar os bens do rico marido.</p>
<p>O filme retrata bem as situações do dia a dia. Falamos que alguém está bonita, sem ela estar, só para agradar. Tem algo de errado nisso? Isso é realmente uma mentira? Ou é mentira só quando o comentário é para o negativo? No começo do filme, o Fletcher mente para a ex-mulher sobre o atraso para pegar o filho, dizendo que ficou sem gasolina no carro, mas na verdade estava dando entrevista para repórteres. Essas mentirinhas são mais comuns do que parece. Quem nunca mentiu pedindo para dizerem ao telefone que não estava em casa, mesmo estando?</p>
<p>O grande problema é quando nos acostumamos a mentir em todas as situações, principalmente para levar vantagem. Acabamos criando um mundo paralelo, coberto por mentiras, e na realidade, somos totalmente diferentes do que falamos para os outros.</p>
<p>Algumas situações comuns onde falamos mentiras:</p>
<p>- Quando passamos por alguém pedindo esmola e falamos que estamos sem dinheiro, mas temos sobrando na carteira;<br />
- Quando alguém chega perguntando se a roupa está bonita, e, para não ser indelicado, você diz que está muito boa nela;<br />
- Quando alguém pergunta se está mais magro, e você, sabendo que a pessoa não está, diz que emagreceu;<br />
- Quando você diz que comprou um belo presente de aniversário, mesmo não tendo comprado nada, até agora;<br />
- Quando tem uma reunião com amigos e você não quer ir. Inventa uma doença e acaba não indo ao encontro.</p>
<p>Pergunto:</p>
<p><strong>Ainda é possível ser totalmente honesto?</strong><br />
<strong>Uma mentirinha faz tanto mal assim?</strong><br />
<strong>Existe alguém 100% impune de mentiras?</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-151996" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/12/090811_mentiroso.jpg" alt="" width="224" height="215" />Tudo parece muito complicado&#8230;</p>
<p>Se você está farto de mentirosos ao seu redor, existe uma pergunta que não sai da sua cabeça: como reconhecer que alguém está mentindo? Abaixo seguem 20 sinais que indicam que a pessoa está blefando:</p>
<p><strong>1</strong>. A pessoa fará pouco ou nenhum contato direto nos olhos;</p>
<p><strong>2</strong>. A expressão física será limitada, com poucos movimentos dos braços e das mãos. Quando tais movimentos ocorrem, eles parecem rígidos e mecânicos. As mãos, os braços e as pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo e a pessoa ocupa menos espaço;</p>
<p><strong>3</strong>. Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto (a mão pode cobrir a boca, indicando que ela não acredita &#8211; ou está insegura &#8211; no que está dizendo). Também é improvável que a pessoa toque seu peito com um gesto de mão aberta;</p>
<p><strong>4</strong>. A fim de parecer mais tranqüila, a pessoa poderá se encolher um pouco;</p>
<p><strong>5</strong>. Não há sincronismo entre gestos e palavras;</p>
<p><strong>6</strong>. A cabeça se move de modo mecânico;</p>
<p><strong>7</strong>. Ocorre o movimento de distanciamento da pessoa para longe de seu acusador, possivelmente em direção à saída;</p>
<p><strong>8</strong>. A pessoa que mente reluta em se defrontar com seu acusador e pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto;</p>
<p><strong>9</strong>. A pessoa não apontará seu dedo para quem está tentando convencer;</p>
<p><strong>10</strong>. Observe para onde os olhos da pessoa se movem na hora da resposta de sua pergunta. Se olhar para cima e à direita, e for destra, tem grandes chances de estar mentindo;</p>
<p><strong>11</strong>. Observe o tempo de demora na resposta de sua pergunta. Uma demora na resposta indica que ela está criando a desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não. A pessoa que mente não consegue responder automaticamente à sua pergunta;</p>
<p><strong>12</strong>. Se a pessoa ficar tranqüila enquanto você a acusa, então é melhor desconfiar. Dificilmente as pessoas ficam tranqüilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. A tendência natural do ser humano é manter um certo desespero para provar que é inocente. Por outro lado, a pessoa que mente fica quieta, evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação;</p>
<p><strong>13</strong>. Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista;</p>
<p><strong>14</strong>. A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que você se convenceu com o que ela disse;</p>
<p><strong>15</strong>. Em relação à história contada, o mentiroso, geralmente, deixa de mencionar aspectos negativos;</p>
<p><strong>16</strong>. Um mentiroso pode estar pronto para responder as suas perguntas, mas ele mesmo não coloca nenhuma questão;</p>
<p><strong>17</strong>. A pessoa que mente pode utilizar as seguintes frases para ganhar tempo, a fim de pensar numa resposta (ou como forma de mudar de assunto): &#8220;Por que eu mentiria para você?&#8221;, &#8220;Para dizer a verdade&#8230;&#8221;, &#8220;Para ser franco&#8230;&#8221;, &#8220;De onde você tirou essa idéia?&#8221;, &#8220;Por que está me perguntando uma coisa dessas?&#8221;, &#8220;Poderia repetir a pergunta?&#8221;, &#8220;Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso&#8221;, &#8220;Podemos falar mais tarde a respeito disso?&#8221;, &#8220;Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?&#8221;;</p>
<p><strong>18</strong>. Ela evita responder, pedindo para você repetir a pergunta, ou então responde com outra pergunta;</p>
<p><strong>19</strong>. A pessoa que está mentindo pode corar, transpirar e respirar com dificuldade. O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo: as mãos podem tremer. Se a pessoa estiver escondendo as mãos, isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável;</p>
<p><strong>20</strong>. Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso. Esteja atento.</p>
</ul>
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		<title>&#8220;Carruagens de Fogo&#8221; mostra grandes histórias do esporte</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 08:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que lutamos? Qual o motivo que leva o ser humano a perseverar, seja qual for o seu campo de batalha?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-153203" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/cinemacomrapadura-bannertopo-jogos1.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>No filme “Carruagens de Fogo”, lançado em 1981, o público acompanha as trajetórias de dois homens de origens bem diferentes, mas com desejos a serem conquistados através de coragem e determinação inabaláveis.</p>
<p>A competitividade é um traço inerente a toda a humanidade, mas poucos possuem a ânsia de serem os melhores em seus respectivos campos. É a combinação desse espírito ao talento e a fortes valores morais que gera os verdadeiros ídolos, aqueles que, mesmo que sejam superados por seus sucessores, serão lembrados para sempre por suas contribuições para o mundo.</p>
<p>Simplesmente vencer não importa. Diversos exemplos daqueles que conquistam vitórias vazias permeiam o mundo, seja por sua falta de garra ou mesmo por não zelarem por valores éticos, se tornando figuras apagadas ou mesmo infames. O que importa é sua paixão e moral ao competir. Essa é a lição do clássico filme “Carruagens de Fogo”.</p>
<p>Se passando no início do século XX, o longa retrata a luta real de dois atletas britânicos bem diferentes. Embora Harold Abrahams e Eric Liddell fossem ligados pelos seus talentos natos para correrem e pelas suas vontades de ferro, seus passados não poderiam ser mais diferentes.</p>
<p>Abrahams era um acadêmico judeu na prestigiada universidade inglesa de Cambridge, enfrentando os preconceitos dos diretores do lugar quanto à sua religião. Liddell, por sua vez, era um missionário católico escocês devotado, que acreditava que sua vocação cristã e seus dons para a velocidade eram dádivas divinas.</p>
<p>No entanto, o judeu e o católico dividiam a paixão pela velocidade. Em determinado ponto da fita, é dito que eles possuíam coragem no peito e asas nos pés, algo que descreve muito bem os dois. A coragem e o espírito olímpico de ambos foram repetidamente testados até que chegassem ao lugar onde provariam serem os melhores: as Olimpíadas de Paris, em 1924.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-151523" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/sipa_chariots_080327_ssh.jpg" alt="" width="283" height="219" />O objetivo dos dois não eram meras medalhas ou prêmios. Abrahams e Liddell lutavam para alcançar a glória de realizarem feitos impossíveis. De serem pessoas cujos feitos ecoariam na eternidade e lhes dariam a imortalidade através de suas façanhas. Para isso, não importava simplesmente vencer.</p>
<p>A paixão pelo esporte e a devoção aos seus ideais deviam caminhar lado a lado com a vitória. Para se alcançar metas, muitas coisas podem (e, por vezes, devem) ser sacrificadas, mas nunca a humanidade de uma pessoa. Se isso se perde, não há como se alcançar a glória de uma conquista real.</p>
<p>Deste modo, poucos poderiam entender a recusa do “escocês voador” em correr em um domingo, algo proibido por sua religião. Ora, o que tinha levado o rapaz até aquele ponto era sua fé inabalável em Deus. Pedir-lhe para abrir mão de seus valores durante a competição mais importante de sua vida era algo tão inconcebível para ele quanto cortar-lhe as pernas.</p>
<p>Seu colega judeu, por outro lado, enfrentava a pressão dos líderes de Cambridge por ter pedido a ajuda de um técnico com sangue italiano e árabe em seu treinamento. Abrahams logo percebeu que só estava sendo colocado contra a parede pelos sentimentos anti-semitas dos aristocráticos líderes da instituição. Vendo que aquele era meramente mais um obstáculo rumo ao seu objetivo, tratou de superá-lo com a mesma coragem com que corria.</p>
<p>Derrotas pelo caminho são inevitáveis. Apenas aquele que nunca competiu não sabe o valor de perder e os ensinamentos que um fracasso pode trazer, uma lição que o filme retrata muito bem. Embora diferentes entre si, Abrahams e Liddell eram irmãos olímpicos e carregavam em si algo mais importante do quererem a vitória. Eles compartilhavam a ânsia de serem gigantes.</p>
<p>É com tal vontade que líderes surgem para inspirar tais desejos em outros. É a partir de tal virtude que a verdadeira imortalidade floresce. Por mais que a maravilhosa narrativa visual de Hugh Hudson e a eterna trilha sonora de Vangelis encantem o público que assista a este filme, a mensagem que o longa traz é extremamente mais importante que o modo como ela é entregue.</p>
<p>Contando uma história imortal de um modo memorável, a batalha travada pelos protagonistas de “Carruagens de Fogo” contra si mesmos e seus adversários em busca de um lugar na eternidade é uma lição de vida para todos, que pode ser aplicada em metas profissionais ou pessoais. Esta é a marca da verdadeira glória. Este é o real ESPÍRITO OLÍMPICO.</p>
</ul>
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		<title>&#8220;Separados pelo Casamento&#8221; trata do assunto de forma moderna</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 08:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurandir Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo casamento tem que durar para sempre, como diz o juramento? O filme mostra que nos dias de hoje, as coisas são bem diferentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-151123" title="Casamento" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/cinemacomrapadura-bannertopo-casamento.jpg" alt="Casamento" width="615" height="237" /></p>
<p>O início de uma relação sempre possui uma magia indescritível. Nos esforçamos para conquistar o(a) parceiro(a) de uma forma que consigamos atingir o objetivo. Alguns são mais agressivos, outros são mais calmos, mas se no final a conquista acontece, a felicidade é a mesma. Daí vem o começo de uma relação, onde mostramos todas as nossas qualidades e passamos a conhecer um ao outro. Geralmente são os melhores momentos de uma relação. Nesse período, passamos a conhecer os problemas de cada um, mas nos acostumamos e nos adaptamos. Até que ambos decidem se casar. A partir desse momento, a vida dos dois muda radicalmente e é aí que entra o filme “Separados pelo Casamento”.</p>
<p>Na trama, Brooke (Jennifer Aniston) e Gary (Vince Vaughn) estão juntos e casados há dois anos e moram no mesmo apartamento. A vida a dois já não tem a mesma paixão do início e os detalhes da rotina fazem com que eles terminem o relacionamento. Entretanto há um problema: nenhum deles aceita deixar o apartamento que vive, o que faz com que continuem morando juntos. Inicialmente eles tentam viver pacificamente, mas logo descobrem que a melhor saída é tornar a vida do outro um inferno, de forma que saia do apartamento o mais rapidamente possível.</p>
<p>Em determinados momentos de uma relação, alguém passa dos limites e se acomoda. Dificilmente ambos os lados se acomodam ao mesmo tempo. A insatisfação começa aí. Durante o namoro, nos deparamos mais com as coisas boas do(a) parceiro(a), mas no casamento, a história muda de lado. O convívio no dia a dia, dormindo na mesma cama e sob o mesmo teto, faz com que passamos a conhecer de forma mais agressiva o(a) nosso(a) companheiro(a). Conviver com os defeitos acaba sendo muito pesado para um dos lados. O que geralmente acontece? Alguém tem que ceder. Quem cede, acaba se acostumando ou tornado-se infeliz na relação. Até que chega um determinado momento que a situação fica insuportável e a separação acaba sendo inevitável.</p>
<p>A separação é a solução para os problemas de uma relação? No filme, a Brooke tenta de todas as formas mostrar que não quer que Gary faça as coisas da casa (ajude a lavar a louça, arrume o guarda roupa ou que compre a quantidade correta de limões), mas apenas que ele se preocupe. Que se dedique na relação, na vida à dois. Gary é o acomodado do casamento, enquanto Brooke se esforça muito e acaba relevando determinados problemas por causa do amor ao companheiro. Até que chega um limite. “<em>Não é a ação de lavar a louça, mas que você QUEIRA lavar a louça</em>”, como disse Brooke no filme. Não é a ação, é a iniciativa. Isso acaba tornado-se insuportável. A mulher vira a mãe do marido, cuidando da casa, cozinhando, fazendo as compras, etc. Tem solução? A mudança de atitude resolveria, mas nem sempre percebemos o problema quando estamos dentro dele.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-151124" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/cinemacomrapadura-bannertopo-casamento-imagem.jpg" alt="" width="613" height="284" /></p>
<p>A sociedade moderna pensa diferente sobre a relação. Antigamente, as pessoas ficavam casadas, mesmo não estando satisfeitas. “<em>Não importa, casamento é para sempre</em>”, dizem os tradicionalistas. Para manter, devemos ser infelizes? As vezes uma relação fica insustentável e acaba culminando em uma separação. Sempre podemos tentar resolver os problemas e até buscamos ajuda profissional. É possível resolver problemas dentro de casa. A última solução é a separação. Algumas pessoas estão invertendo a situação. As vezes casam e 3 meses depois se separam. Será que não é mais relevante se casar? O divórcio não é bom para ninguém, mas acontece quando não se tem solução. As vezes em uma pequena discussão, já querem se separar. Não é assim que tem que funcionar. Geralmente, se tornam grandes inimigos. É possível ser amigo de uma ex-mulher(ex-marido)?</p>
<p>As relações acabam. Isso é fato. Algumas duram para sempre, outras duram o tempo que durar. O certo é que passamos por relações até encontrarmos alguém que nos complete. Não procuramos nossa alma gêmea ou alguém igual a nós, mas alguém que complete as nossas qualidades e defeitos. Os casamentos deveriam durar para sempre, mas nos dias de hoje tornou-se relativo. O importante é que sempre respeitemos nossos parceiros e que sigamos em frente, juntos ou separados, mas como pessoas que sempre buscam a felicidade, acima de tudo.</p>
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		<title>Wall-E mostra a responsabilidade para viveremos melhor</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 20:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[A animação da Pixar passa uma mensagem que vai além das telonas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-150726" title="Wall-E" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/cinemacomrapadura-bannertopo-walle.jpg" alt="Wall-E" width="615" height="237" /></p>
<p>Existe uma crônica muito interessante de Luis Fernando Veríssimo intitulada &#8220;Inquilinos&#8221;, no qual o autor tupiniquim compara a relação entre a humanidade e a Terra à de inquilinato, com Deus sendo o locador do nosso planetinha azul. O texto faz referência à responsabilidade da raça humana quanto a manter o seu lar organizado e ao temor que devemos ter da indenização que será cobrada posteriormente pelo proprietário do &#8220;imóvel&#8221;.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-150727" title="Wall-E" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/wall-e.jpg" alt="Wall-E" width="242" height="327" />O maravilhoso filme &#8220;Wall-E&#8221;, dirigido por Andrew Stanton e escrito pelo próprio cineasta em colaboração com Pete Docter e Jim Reardon, mostra justamente as consequências que a atual irresponsabilidade humana em relação ao planeta poderão ter no futuro e como nossos descendentes poderiam responder a isso. Na fita, após séculos de abuso e acúmulo de dejetos, a Terra tornou-se inabitável. Seus oceanos, praticamente secos. As outrora pulsantes cidades, meros depósitos de lixo. As suas matas, antes redutos verdejantes de vida, transformaram-se em grandes desertos. Até mesmo sua órbita tornou-se um depósito para então inúteis satélites artificiais.</p>
<p>Apenas dois seres ainda habitam a esfera azul, uma simpática e imortal barata e um pequeno e curioso robô, Wall-E, o último de sua linha, que ficou responsável por compactar e organizar os dejetos deixados pela raça humana que deixara o planeta séculos antes, para viver uma existência preguiçosa e relapsa no espaço. Muito já fora dito sobre esta pequena obra-prima, até mesmo aqui no <em>Cinema com Rapadura</em>, que conta com um bom <a href="http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/wall-e-2008/">número de críticas</a> sobre o filme. O foco deste texto é outro, e entraremos nele agora.</p>
<p>Wall-E, em sua herculeica tarefa de limpar sozinho o planeta, estava cumprindo sua obrigação, sua diretriz, programada pelos humanos nele. Não era bem sua responsabilidade salvar o mundo. Sua companheira robótica, EVA, foi enviada ao nosso planeta pelos humanos apenas para verificar se a Terra já era capaz de sustentar vida novamente. Por força das circunstâncias e de seus sentimentos, eles acabam inspirando aos obesos e preguiçosos humanos a saírem de sua apatia e lembrarem-se de suas responsabilidades com o seu lar.</p>
<p>Nesse sentido, o grande herói da película não é o simpático robozinho que dá nome à produção, mas sim o bravo Capitão McCrea, da nave Axiom, a grande arca que leva os sobreviventes humanos pelo espaço. Ao ser informado de que a Terra voltara a ser capaz de manter formas de vida, ele toma a decisão de fazer o que for possível para voltar com sua nave, tripulação e passageiros para lá.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-150728" title="Eva" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/pr-wall-e.jpg" alt="Eva" width="208" height="244" />O objetivo é ajudar a reconstruir o planeta que fora devastado por seus antepassados que, por mera preguiça, resolveram deixar o planeta à própria sorte, apesar do fato de que foram eles que o deixaram em condições horrendas. Ao conhecer as maravilhas que a Terra tem a oferecer, o Capitão revolta-se com Auto, o piloto automático (outro marcador da preguiça humana) e brada que &#8220;A nossa casa é lá e ela está com problemas&#8221;.</p>
<p>Auto, por sua vez, tem sua diretriz, as ordens deixadas pelos antigos líderes humanos de não voltar ao mundo, já que é mais fácil para todos deixarem a situação como está. Tal ordem havia sido deixada para não romper a confortável inércia da raça humana. Alienada pelo consumismo e pelas facilidades da vida moderna, incapaz até mesmo de andar sem o auxílio das máquinas, a humanidade esquece-se de cuidar do seu berço e permanece se divertindo e engordando em seu mundinho particular no espaço.</p>
<p>Até que esse Capitão resolve assumir uma postura digna e se levanta contra a mera sobrevivência e decide que os homens e mulheres da Axiom, os últimos filhos da Terra querem viver, levantando-se contra a resolução de aço de seu comandado automatizado. Não me lembro de um ato tão claro de responsabilidade na história recente do cinema. Existe algo tão cheio desse sentimento nobre do que decidir pela vida e não pela apatia para si e seus semelhantes?</p>
<p>A aventura humana na Terra, cheia de altos e baixos, chegou a um impasse, no qual um mundo, tal como visto em &#8220;Wall-E&#8221; pode não estar tão longe assim. Nossos recursos naturais estão ameaçados de uma maneira inédita. A água potável, bem mais precioso da humanidade e fonte de vida para todos os seres vivos, está próxima de se tornar um bem raríssimo.</p>
<p>Assim, precisamos assumir nossa RESPONSABILIDADE para com nosso planeta e deixar de nos comportar como os relapsos, complacentes e alienados seres que transformaram o mundo ficcional de &#8220;Wall-E&#8221; em uma esfera árida e sem vida e cuidar-mos do nosso lar com uma resolução comparável a do corajoso Capitão visto naquela fita.</p>
<p><strong>Como deixamos o planeta chegar nesse ponto degradável?<br />
Você se acha responsável, também?<br />
O que podemos mudar?</strong></p>
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		<title>Ambição, beleza e o mundo da moda juntos em O Diabo Veste Prada</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurandir Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual o conceito da beleza? É preciso ser realmente bonito para se destacar em determinados nichos? Existe como ter a beleza externa e interna, ao mesmo tempo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-150152" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/cinemacomrapadura-bannertopo-prada.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>Quando “O Diabo Veste Prada“ foi lançado em 2006, muito se discutiu sobre o mundo da moda nos cinemas. A discussão já ocorria entre as pessoas do meio (revistas especializadas, estilistas, modelos) quando foi lançado o livro homônimo de Lauren Weisberger. Muitos dizem que esse mundo da moda é mesquinho, que se preocupa demasiadamente com a aparência, que as pessoas não possuem amor próprio e pelos colegas, que há muita inveja, muita briga, muita rasteira e muito jogo de interesse. A pergunta que faço é a seguinte: onde não tem?</p>
<p>A história gira em torno de Andrea Sachs (Anne Hathaway), uma jornalista que, ao procurar um jeito de levar a vida, acaba parando como segunda secretária de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da Runway Magazine, uma das mais importantes e badaladas revistas de moda de Nova York (e do mundo). Ocupando um cargo pelo qual várias jovens dariam a vida, Andrea, ou apelidada Andy, não consegue imaginar onde se meteu e terá que aturar Miranda, a poderosa que consegue tudo o que quer, passando por cima de quem seja. Sem conhecimento do mundo da moda e sem ter um estilo que se enquadrasse ao de suas colegas de trabalho, Andy passa a sofrer nas mãos da chefona e a encarar o mundo da moda com outros olhos.</p>
<p>A indústria da moda vive de aparência. As pessoas precisam ser bonitas para estamparem as capas das revistas, outdoors, pôsteres e comerciais de TV. Não adianta questionar, pois a beleza externa ainda é peça fundamental para atrair os olhos de todos. Essa mídia é que transforma o conceito de beleza e diz qual a tendência atual. Um mês são as loiras, no outro são as morenas. Mas o que tem por trás daquelas pessoas que encabeçam ensaios e desfiles? Tem algo de humano ali? Lógico! “O Diabo Veste Prada” tenta mostrar esse outro lado.</p>
<p>Moda não é só desfile, não é só receber uma revista pronta e conferir as novidades dos estilistas mais famosos do mundo. Um público pequeno sabe o que é Lancome, Biotherm, Giorgio Armani, Ralph Lauren e Christian Dior, por exemplo. Para quem está nesse mundo, esses nomes são mais do que comuns. Grandes marcas, grandes estilistas. Usar um produto desses é questão de status. Consequentemente, vira questão de beleza. Usar um Armani é sinônimo de pessoa bonita. A roupa dita a sua beleza. Esse acaba sendo um estereótipo para todas aquelas pessoas que vivem o mundo da moda.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-150156" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/11/odiabovesteprada2.jpg" alt="" width="225" height="296" />Quem não conhece uma pessoa tão bonita, que você tem até medo de se aproximar? Pois é, isso é mais comum do que parece. Sempre temos receio de nos aproximar de belezas fora do nosso convívio. Por causa desse receio, por exemplo, muitas mulheres lindas estão solteiras. Elas dizem que os homens têm medo de “chegar junto”. A beleza atrai ou assusta? Julgam essas mulheres bonitas como “sem conhecimento”. Que só visam a beleza. Como pode ocorrer esse julgamento, se você tem medo de se aproximar?</p>
<p>Ser bonito ou não é uma questão de gosto. Existe a “beleza” que a mídia joga para nós e somos praticamente obrigados a dizer que realmente é bonito. E existe aquela beleza que nos fascina. Não necessariamente precisa ser a beleza externa. Com a dificuldade de encontrar parceiras que se adaptem ao estilo de vida atual, muitos dizem que a beleza (isso é, a pessoa ser bonita) não é mais o principal critério para escolha. Ser alguém descente, que tenha um bom papo e acima de tudo, seja companheira, é mais do que fundamental.</p>
<p>O que é beleza para mim, pode não ser beleza para você (pensando no conceito estético). Mas, com certeza, ter um bom papo e se mostrar disposto/disponível, é a mais importante beleza que podemos ter. Para muitos, a beleza da amizade está sendo levada para os relacionamentos. Amigos não se preocupam com a parte estética. Se você é legal, é legal, independente de como seja.</p>
<p>Para você, beleza externa é realmente importante?<br />
É possível alguém ser bonito por fora e por dentro?<br />
O que é mais importante?</p>
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	<li><a href="http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/1949/diabo-veste-prada-o-2006/">Saiba mais sobre Diabo Veste Prada, O</a></li>
</ul>
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		<title>A.I. &#8211; Inteligência Artificial mostra o conflito da tecnologia com a vida</title>
		<link>http://cinemacomrapadura.com.br/artigos/149788/a-i-inteligencia-artificial-mostra-o-conflito-da-tecnologia-com-a-vida/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 19:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos definir tecnologia como aquilo que criamos e que traz algum impacto sobre o mundo em que vivemos e sobre nós mesmos, direta ou indiretamente. Poucos filmes mostram isso tão bem. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-149791" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/10/cinemacomrapadura-bannertopo-AI.jpg" alt="" width="615" height="237" /></p>
<p>Existe um anseio em todos os filhos em seguir os passos de seus pais. A relação entre a humanidade e Deus não chega a ser muito diferente. Mas existe um componente deveras egoísta em nossa ânsia de mimetizar nosso Criador, o desejo da raça humana em deixar algo para trás que diga &#8220;nós existimos, nós estivemos aqui&#8221;. Daí criamos obras de arte, computadores, cidades. Não só para satisfazer nossas necessidades básicas ou por mera conveniência, mas para, através da tecnologia, nos aproximar de Deus e alcançar a imortalidade.</p>
<p>Baseado no conto &#8220;Supertoys Last All Summer Long&#8221;, de Brian Aldiss, a produção de &#8220;A.I. &#8211; Inteligência Artificial&#8221; fora concebida pelo gênio cinematográfico Stanley Kubrick em colaboração com Steven Spielberg, que assumiu integralmente o projeto após o falecimento de seu colega, em 1999. Após passar anos em gestação antes da morte de Kubrick, Spielberg cria que seria um desperdício se o esforço empreendido por ambos se perdesse e realmente o seria, já que se trata de uma trama altamente relevante para a humanidade moderna.</p>
<p>O longa, lançado em 2001, nos apresenta a uma Terra onde as cidades litorâneas foram engolidas pelo mar, por conta do derretimento das calotas polares e com os recursos naturais insuficientes para sustentar uma demanda muito grande de pessoas, foram instituídas diversas restrições contra a natalidade, obrigando os humanos a construírem robôs, os mecas, para substituí-los nas mais diversas tarefas, seja nas construções ou nos bordéis. Alguns homens, crendo na máxima &#8220;se você constrói uma máquina para fazer o trabalho de um homem, está roubando algo do homem&#8221;. Mas, e se o próprio ser humano roubou algo dele mesmo, tal frase é válida?</p>
<p>Ora, dadas tais restrições, são poucos os casais que podem ter filhos, restringindo uma necessidade primordial da humanidade, que é amar e ser amado por uma criação sua. A partir daí e inspirado por uma perda pessoal, o visionário professor Hobby (William Hurt) cria David (Haley Joel Osment), o primeiro Meca capaz de sentir amor. Acolhido por Henry (Sam Robards) e Monica (Frances O&#8217;Connor), ele passa a experimentar a felicidade ao amar incondicionalmente sua mãe. No entanto, quando o filho biológico dos dois, outrora acometido por uma doença que o deixara em coma, miraculosamente se recupera, o conflito se instala naquele lar.</p>
<p>Para manter sua família, Monica se vê obrigada a abandonar David, que se vê perdido em um mundo que simplesmente não compreende. Ao lado de seu ursinho de pelúcia, Teddy, os dois se vêem aprisionados por um grupo de fanáticos anti-tecnologia, que enxergam no pequeno Meca a maior ameaça possível, uma máquina que irá substituir o amor de um filho. Escapando miraculosamente desse apuro, David encontra ajuda na figura de Gigolô Joe (Jude Law), um Meca amante que acaba se tornando seu pai e irmão. Ao lembrar-se da história de Pinóquio, o pequeno sai em busca de sua Fada Azul, que irá torná-lo um menino de verdade.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-149798" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/10/aimovie.gif" alt="" width="284" height="263" />Através do amor, David, uma mera máquina, alcançou algo além de uma mera existência, tendo adquirido o que o filme define como a maior falha da humanidade e sua maior dádiva, a busca infindável pelo impossível e a vontade de perseguir seus sonhos. No entanto, &#8220;A.I.&#8221; propõe outra questão, esta de natureza moral: ao criar um ser capaz de amar e que necessita ser amado de volta, qual é a responsabilidade do ser humano em relação à sua criação? Pouco pensamos em relação aos nossos antigos computadores, videocassetes, walkmans ou CD Players, pois eles não possuem a capacidade de sentir, embora já nos tenham causado emoções quando os estávamos usando.</p>
<p>É bastante improvável que nós ou nossos filhos tenhamos de nos ocupar com tais questionamentos, já que nossas máquinas mais inteligentes não passam de criaturas mecânicas capazes de meros cálculos matemáticos ou de realizar tarefas simples. Mas, o que nós somos se não máquinas geradas biologicamente extremamente avançadas? A diferença está justamente no &#8220;sentir&#8221;. Haley Joel Osment, no que considero um dos momentos mais espantosos de atuação da década, nos mostra justamente o momento em que David para de ser um mero boneco e passa a amar sua mãe, com uma mudança de olhar e expressão, sendo este o marco zero de sua vida. Só a partir dali, passamos a nos importar com ele.</p>
<p>A preocupação de Spielberg e de Kubrick em ambientar David em um mundo que fizesse sentido não só para a história, mas para nós, é magnífica. Criando ambientes e objetos de cena diversificados, mas que ecoam nosso mundo atual, nós vemos um lugar que lembra o nosso tempo, mas que também aponta uma direção para a qual podemos seguir. Além disso, o design incrível dos robôs, colocados em cena pela TECNOLOGIA da Industrial Light &amp; Magic ajuda a dar ainda mais verossimilhança ao que vemos na tela.</p>
<p>É uma pena que o epílogo inserido no final do filme acabe por ignorar a importância dessa identificação entre o que acompanhamos na estória e o que vivenciamos hoje, inserindo elementos alienígenas àquele universo, mas não importa, pois o recado já tinha sido dado. Foi através do impacto criado pela arte tecnológica que nós assistimos que Spielberg e Kubrick nos contaram uma história absolutamente humana. É essa a simbiose que devemos alcançar, da tecnologia e da humanidade caminhando juntas para criar emoções e nos dar um futuro e, mais importante ainda, nos projetar no amanhã.</p>
<p><strong>P.S.</strong>: Há um motivo para a sigla “A.I.” não ter sido traduzida no título nacional da película. Em japonês, a palavra “Ai” significa “amor”.</p>
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		<title>Jamaica Abaixo de Zero é um filme que tem que ser seguido</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 02:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurandir Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil já se prepara para sediar as Olimpíadas em 2016 e a inspiração para os atletas deveriam vir desse clássico da Sessão da Tarde.]]></description>
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<p>O sonho de todo desportista brasileiro era que o país conseguisse sediar um Jogos Olímpicos. Finalmente, depois de muito esforço, o sonho vai se realizar no ano de 2016. Depois de três tentativas fracassadas, o governo brasileiro pode se preparar para colocar a mão no bolso. O projeto é estimado em R$ 25,9 bilhões, cifra sem precedentes na história do esporte nacional. A estrutura é importante para fazerem os jogos acontecerem, mas o espírito esportivo tem que ser algo que os atletas e torcedores precisam ter como princípio. Temos que ser realistas de que todas as disputas vão ser muito difíceis e que o importante é que seremos o centro esportivo do mundo por alguns dias.</p>
<p>Para representar essa vontade participar de qualquer competição esportiva com o intuito não só de disputar, mas de representar o seu país, o longa da Disney “Jamaica Abaixo de Zero” de 1993 é um excelente e exemplar filme. Na história, Derice Bannock é um jamaicano que fracassa para se classificar como velocista na prova de 100 metros para as Olimpíadas por causa de um acidente. Mas a vontade dele em ir para as Olimpíadas é muito grande, então decide ir não como um corredor, mas liderando uma equipe de trenó. Após alguns problemas iniciais, é então formada a primeira equipe de trenó da Jamaica, que ruma para Calgary, Canadá, onde se realizam os Jogos Olímpicos de Inverno. Em uma temperatura bastante baixa, Derice, Sanka, Junior e Yul são zombados por todos, pois ninguém imagina que um time de trenó da Jamaica comandado por um treinador desacreditado seja sério. Mas uma equipe cheia de autoconfiança pode causar surpresas nos Jogos que estão por vir.</p>
<p>Nos primeiros momentos do filme já notamos uma grande identificação da Jamaica com o Brasil, principalmente com o estilo de treinamento. Mesmo com dificuldades, Derice consegue se preparar com a ajuda dos amigos e crianças da cidade. Todos apostam muito nele e se empolgam com a possibilidade dele ser o representante jamaicano nos Jogos. Ele se esforça muito, treinando entre as pessoas ao invés de centros de atletismo. Algo muito comum em países subdesenvolvidos. Hoje o Brasil já oferece uma boa estrutura aos atletas, se comparado há alguns anos atrás. Não é o ideal, mas os atletas olímpicos já possuem um investimento, principalmente com bolsas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-119822" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2009/10/cool-runnings-foto.jpg" alt="" width="615" height="226" /></p>
<p>Como na vida, acontecem as derrotas e muitos consideram isso o fim de um sonho. Derice, infelizmente não consegue se classificar e vê o seu futuro sendo jogado no lixo. Até que surge uma possibilidade de recomeço, quando fica sabendo que seu pai participou das Olimpíadas de Inverno e ganhou medalhas competindo na modalidade de trenó. Ele venceu ao lado de um americano, que estava morando na Jamaica atualmente. Após convencer o treinador e formar uma equipe, começam as dificuldades de financiamento para ir tentar competir. Algo muito comum em atletas brasileiros que não conseguem investimento nem para viajar e competir.</p>
<p>Trenó no gelo, na Jamaica? Pode parecer piada e era algo que muitos deram risadas. Isso tudo foi um grande motivador para eles ao tentarem a classificação para os Jogos. Sem estrutura alguma, portando um trenó enferrujado, eles participam dos treinos no Canadá e após muito esforço, conseguem a classificação, quebrando todos os preconceitos. Quando todo mundo duvidava, eles foram lá e conseguiram. A Jamaica estava em festa! Os personagens sempre comentaram que não importava a posição que ficarem, valia a pena estar lá com a bandeira do seu país, representando seu povo, sua gente.</p>
<p>O desenrolar do filme é algo mágico. Emocionante! Estamos em um período em que respiramos o esporte, pois somos sede não só dos Jogos, mas da Copa do Mundo de 2014. O brasileiro precisa aprender que nem sempre a vitória é o mais importante. Fomos acostumados com a vitória e isso veio de geração para geração. Temos que valorizar nossos atletas, não só aqueles que chegam na frente, mas todos que conseguem estar lá, nas competições, representando o país. Nas Olimpíadas, precisamos ter o espírito olímpico no coração e incentivar nossos atletas, seja em qual posição eles ficaram nas competições.</p>
<p>“Jamaica Abaixo de Zero” é um filme muito divertido, emocionante e importante para todos que praticam ou que gostam do esporte. Uma lição de superação!</p>
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