sexta-feira, 29 de setembro de 2017

RapaduraCast 519
Interpretando e discutindo o filme MÃE!, do diretor Darren Aronofsky

Fique a vontade para participar do nosso debate, porque aqui você sabe: "Assistir é apenas o começo"!

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Darren Aronofsky, diretor de “Fonte da Vida” e “Cisne Negro“, retorna com seu novo projeto. “Mãe!” (Mother), estrelado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem, é um filme que está causando muita polêmica. Numa primeira camada vemos um casal comum que mora isolado de todos e passa a receber visitas indesejadas. Numa segunda camada começamos a ter outras interpretações. E nas demais camadas?  Por que o filme foi vaiado em Veneza?

ESSE PROGRAMA TEM SPOILERS, portanto, só escute esse podcast se você assistiu ou se não se importa com a revelação de detalhes da trama. Vamos interpretar, destrinchar e discutir o filme “Mae!”.

|| PARTICIPANTES
Jurandir Filho, Raphael Santos, Rogério Montanare e Mylla Fox

|| PODCASTS RELACIONADOS
RapaduraCast 221 – Biografia: Darren Aronofsky
RapaduraCast 369 – Noé: a bíblia e o filme de Darren Aronofsky

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Participantes

Jurandir Filho
Jurandir Filho
@jurandirfilho
Mylla Fox
Mylla Fox
@myllafox
Raphael Santos
Raphael Santos
@phsantos
Rogério Montanare
Rogério Montanare
@rmontanare

Ouça Também


  • PsicoHélder Soúlima

    Boa!

  • Tarcisio Silva

    Para eu aqui ta tocando e baixando a edição 518 invés da 519

  • Alexandre Horbach

    Podiam ter chamado o Mauricio Saldanha pra esse episódio!

  • Gyselle P. Teixeira Correia Li

    Gente, vocês uparam o RAPADURACAST 518!

  • jorge_lito

    Cadê o Siqueira???

    • raphaelmuniz

      Senti falta também 🙁

  • Eric Cruz

    Pessoal o podcast ta repeditdo! Dou play e escuto o do 50 filmes!

  • Maxx Seiler

    Eu baixei mas veio outro podcast!!!!

  • Asshole

    caraca achei qe era só comigo,ta saindo o dos 50 filmes denovo,o Joel é responsável pela produção do cast tbm????
    kkkkk

  • Prime

    eu naopercebi na hora do cinema, so dps que fui pesquisar. Queria mt ter percebido tudo isso na sala de cinema

    • Katia Barga

      Perceber durante o filme transforma a experiência. Quando saquei no cinema, o filme de transformou, aço que dava pra ouvir o barulhinho das fichas caindo na minha cabeça. Kkk
      E fico imaginando o quão frustrante e estranho pode ser pra muita gente que saiu do filme boiando…
      Não vi nenhum spoiler antes, mas uma coisa aí ouvi acho que fez toda a diferença, que o filme não era um filme de terror e pra assistir tendo em mente ele ser uma grande metáfora.

      • Prime

        Eu sai com varios outros pensamentos, eu cogitei a pensar que a casa era nosso mundo e teve o ciclo de início até o fim e recomeço. MAS eu não juntei isso ao fato bíblico e que era a história, logo que sai do cinema corri pra internet pra ver e minha cabeça explodiu.

        • Katia Barga

          Muito doido, né..
          Marasmo entendendo essa camada principal que o diretor quis passar, vendo análises dá pra explodir a cabeça várias outras vezes mesmo!

          • Prime

            Eu fui com minha namorada e ela não entendeu nada, nadinha msm e quando eu li e vi os vídeos e expliquei pra ela vi no olhar dela o filme de mudando e ela só soltou um
            Nooossa ahaha um filme que causa sentimentos assim valem a pena total

  • Arthur

    Aronofsky, seu filho da mãe! A gente viu uma obra de arte em tela.
    Uma obra de arte pode não agradar a todos, pode não ser perfeita, mas te faz pensar. É isso que eu vi, uma experiência diferente de 99% dos filmes que costumam passar por aí, e é por isso que eu louvo o Aronofsky e a Paramount pela coragem de colocá-lo para passar em cinemas comerciais. O final dele é tétrico, extremamente perturbador, algo que raramente vejo em tela.
    Discordo um pouco da afirmação que o filme, num primeiro nível, por não fazer sentido, o prejudica como obra. Não há poemas que são totalmente metafóricos, pinturas que são totalmente surrealistas? Que ao pé da letra não fazem o menor sentido, mas que no fundo trazem um significado? Não vejo o fato de ser uma metáfora pura como uma falha, no máximo o torna menos acessível ao grande público.

    Enfim, foi uma agradável surpresa. Aronofsky tá na lista de diretores que não posso perder nenhum filme. 🙂

    • Mylla Fox

      Acabei não respondendo o Rogério na hora, mas ia dizer que mesmo se não fosse alegórico ele teria toda uma cara de fábula, de mito. Portanto concordo que ele não se prejudica totalmente.

  • Gyselle P. Teixeira Correia Li

    Valeu por arrumar 😀

  • Frederico Pickler da Silva

    Mylla melhor convidada, espero que volte :). Ótimo cast como sempre, parabéns a todos

  • Edson Francisco

    Foi o primeiro filme que eu “esperei” pelos créditos mesmo sabendo que não haveria nada. Eu simplesmente não tinha forças pra levantar. Muita gente criticando o filme, perguntando quem entendeu e eu ali tentando deglutir tudo. Filme marcante, atemporal e, infelizmente, premonitório. Estamos em 2017 e acho que não vai demorar muito para que vejamos tragédias piores do que as que já vimos (na vida e no filme).

    Excelente podcast, meus caros!

  • Jorge Luiz Freire

    Um desejo: mais edições do Rapaduracast com a participação da Mylla <3

  • Cris Caporrino

    Rogério, admiro sua inteligencia pq eu fui assistir procurando as metaforas e só fui entender a metafora religiosa qdo fui ver o vídeo do rapadura, eu estava na camada da fama, da musa, etc… não achei óbvio não… mas isso só me fez gostar mais do filme, entender, discutir, ir nas camadas… fascinante…

  • Marcelo Luiz

    Para mim o trailer enganou bem, pelo trailer fui pensando que era um filme de terror , depois no meio já pensei que era uma coisa mais surreal uma mistura de “Brilho Eterno de uma mente..” com “Quero Ser John Malkovich” onde ela e todos acontecimento bizarros na verdade se passam tudo na mente do escritor. Só fui entender essa metáfora que é o filme depois que ele acabou depois e um amigo pesquisar e falar e agora com podcast. Acho que para quem como eu que não tem e foi criado sem religião, que só entra numa igreja quando é obrigado a ir em um casamento ou missa de 7°dia, que só conhece a bíblia por aquele livrinho da capa preta que aparece no filmes na mão do padre é meio difícil sacar essa metáfora que o diretor quis passar. Mas depois da explicação com pouco que conheço acho que o filme ficou mais interessante

    • Filipe

      Eu só cheguei a essa conclusão porque uma amiga me presenteou com uma Bíblia, e eu comecei a ler. Tipo, 1 semana antes de ver o filme. Aí consegui fazer a associação.
      Mas confesso que minha interpretação não foi tão aprofundada quanto a do Rogério. rs

  • Tiago Farias

    Programa ótimo, pessoal! São esses programas com temática profunda, que não se limitam a falar apenas do filme, mas também das metáforas e correlações com a vida, que fazem do Rapaduracast o melhor dos podcasts!
    Concordo totalmente sobre o ser humano não representar nada nesse planeta, só estamos aqui pra fazer uma passagem muito curta, e na maioria das vezes, medíocre.
    Acho que as pessoas não gostaram do filme porque não querem ouvir a verdade: que nós não somos nada num contexto geral. Talvez por esse motivo que muitas delas tentam se ligar a uma força maior, que sirva como uma tábua de salvação, um significado e uma justificativa para nossas decisões.
    Quanto a ser religioso, eu não me prendo a rótulos, não sou católico, evangélico, agnóstico, ateu, espírita, ou qualquer outro tipo de crença, eu simplesmente não me importo com isso.
    Na minha vida procuro não mentir, não sentir inveja, não trair, não roubar, não usar de violência, procurar fazer o bem, ajudando a quem precisa, e tentar ser o mais amigo e menos preconceituoso possível. Isso tudo não por respeito ou medo de uma força maior, faço isso somente porque sei que é o certo, para ficar bem COMIGO mesmo.
    Não sei o que vai acontecer quando chegar minha hora, e nem quero saber, quero tentar fazer as coisas certas porque isso me faz bem, vou continuar errando, porque também tenho muitas falhas, mas não vou nunca me utilizar de algum subterfúgio para justificar minhas ações.
    Quanto ao pessoal não gostar do filme, aconteceu o mesmo com a Paixão de Cristo, mas a mesma revolta não acontece com filmes de guerra por exemplo. Entendo que é porque o ser humano gosta de condenar e julgar os outros, gostam de escolher um inimigo para rotular e odiar. Mas quando o filme é de uma temática que nos atinge, que mostra a verdadeira face pessoas em geral, isso causa desconforto.
    Tenho 33 anos, e paira a dúvida na minha cabeça se devo um dia ter filhos, pois não sei o que o futuro nos reserva, e colocar alguém nesse mundo pode ser maléfico para esse ser inocente, que não tem culpa de nascer nesse mundo cruel e hipócrita.
    Queria agradecer ao Nolan, Aronofsky, Tarantino, Scorcese, que muitas vezes podem trazer filmes não tão bons, mas a temática deles sempre nos fazem pensar e analisar suas obras, e isso é muito importante.Nenhum desses diretores passa incólume, sem trazer discussão. E os filmes do Aronofsky são muito inquietantes. Muitas pessoas tem medo de filme de terror, eu não tenho medo de quase nenhum, mas os filmes do Aronofsky já me fizeram passar algumas noites em claro, porque são perturbadores, justamente por retratar o quanto o ser humano pode ir longe em suas epifanias e estímulos, tanto cerebrais quanto elementos químicos.
    Obrigado por esse trabalho fantástico que o Cinema com Rapadura faz, tenho certeza que o programa do Blade Runner que provavelmente será feito estará sensacional, com essa discussão ampla que vocês fazem tão bem. Valeu!

  • DALSON HELTON

    So pra variar, puta discussão! Me mostrando e lembrando, mais uma vez, pq que eu estou viciado em ouvi-los. Muito bom ouvir quem entende do riscado e tem a mente aberta como vcs! Confesso que eu fui um dos que saiu do cinema entendendo pouco do que tinha assistido. Mas eu me disse “isso e Aronofsky cara! Tem coisa forte ai no meio”. Mas o que eu vi de gente fazendo cara feia, dizendo que o filme era ruim, foi demais! Que encontra o q vcs disseram sobre o nao entender e falar mal! Isso e de uma arrogância e limitação que me faz realmente nao ter fé na raça humana. Se a galera nao quer abrir a mente pra um filme, imagina pra entender que esta destruindo e tratando a terra de forma tão desleixada e ate vil! Um grande abraço e parabéns pelo maravilhoso trabalho de vcs!

  • João Guilherme

    Tirando a cagação de regra do rapaz mais novo aí pagando de fodão e a babação de ovo exagerada e sem motivo ao feminino, foi um bom cast.

    • A boy has no name

      esse lado do feminino é foda… mas justificável pois para mim, o filme passou muito mais isso que religião

    • raphaelmuniz

      Não existe “babação de ovo” ao feminino.

  • Felipe

    Dizer que ateus acreditam na não existência foi uma grande demonstração de desconhecimento, PH. Ainda disse isso com uma certa arrogância. Não acreditar em deus e acreditar na não existência de deus são coisas diferentes.

    • A boy has no name

      afinal ele acredita em todos os deuses de todas as mitologias né. mas enfim eu como ateu não fiquei incomodado com a maneira que ele disse

    • Pedro

      Ué, mas ateus, por definição, acreditam na inexistência de Deus.. Ou de um deus. Ou de deuses.

  • Natã Rodrigues

    Como no cinema de Porto Velho (capital de RO) até o momento não teve exibição, não é isto que irá me impedir de aproveitar esse podcast maravilhoso. Obrigado por preencher meu fim de semana com um papo excelente!

  • A boy has no name

    Primeiro eu gostaria de criticar a maneira absurda como esse tal rogerio montanare tratou em um podcast com audiência tão grande as pessoas que não entenderam o pano do filme, fui ver o filme duas vezes em ambas todos os comentários na saída das sessões era do publica odiando o filme, o pintando como um dos piores que ja viram.

    Parabens Rogério se você pegou uma referenciazinha ou outra, muito bom mesmo, mas dizer que quem não entendeu é porque não quis entender, ou não quis se esforçar é querer rebaixar demais as outras pessoas.
    afinal uma pessoa não come um bolo pensando em seus ingredientes, ela quer que esteja gostoso. e para a maior parte da audiencia esse não estava.

    Obrigado Juras e ph(que fiquei muito decepcionado em ver seu rosto pela primeira vez) por tentar fazer a parte da audiência média mas a ignorância foi tamanha, escrevo isso enquanto escuto a musica final do cast e infelizmente esse foi o gosto que sai do cast…

    • jardel

      Cara, na hora que esse Rogerio disse que matou o filme e tals e o Jurandir ficou confrontando ele me deu uma vontade de parar de ouvir o cast , mas ai na hora pensei , o Ph vai dizer tbm q matou o filme e tals e foi dito e certo , ele disse que com 1 hora de filme já tinha matado o filme e tals.
      Obrigado Jurandir por vc fazer o meu papel de ouvinte hj , pq cara n dá pra matar as revelações deste filme com essa facilidade que o Rogério e Ph supostamente descobriram(principalmente o Rogerio) .
      Mas vai lá né , deve ser massa pagar de inteligentão e culto hj em dia .
      No mais excelente podcast e excelente filme tbm.

      • A boy has no name

        pra uma pessoa religiosa ou que leu a biblia, depois de varios pontos tudo bem, o problema é : “- um irmão matou o outro, só pode ser caim e abel” mas ainda sim o problema é ter dito que quem não entendeu é porque não quis

      • Pedro

        Eu acho que é mais fácil matar o filme pra quem já tem uma bagagem de conhecimento religioso, porque eu tive uma educação bem cristã, que nem o PH, e comecei a desconfiar da metáfora desde que vi a “costela de Adão”. Depois fui encaixando o quebra-cabeça. Então sim, é fácil matar o filme PRA ALGUMAS PESSOAS, pra outras, não.

      • Flavio Lage

        Como assim cara, pra que isso? Qual problema o cara ter sacado naquele momento? Eu juro pra você que eu notei exatamente nesse momento, assim que os irmãos chegam discutindo aleatoriamente, não entendo qual problema disso, eu e o Rogério não somos superiores a ninguém por causa disso, para de julgar o cara, cada um tem o seu tempo e a sua análise sobre a obra

      • Flavio Lage

        E olha como as coisas são engraçadas, assim que o filhos aparecem no filme eu saquei que toda a história era uma metáfora bíblica, porém, não sabia ainda quem era a Jennifer Lawrence, e fiquei sem saber até o final do filme, pensei que ela poderia ser a representação dos anjos, lucifer sei lá, só me toquei da mãe natureza fora do cinema discutindo com amigos, então relaxa ai amigo, cada um tem seu tempo

  • mãe! não é um filme fácil de assistir. Ele é inquieto, incomoda e causa momentos de desconforto. Mas isso não significa que seja um filme ruim. Muito pelo contrário. Tudo em mãe! é metáfora.
    Metáforas, e principalmente, referências bíblicas. Assim, na interpretação mais clara, Bardem faz o papel de Deus, que no início vivia na Terra (a casa deles), com a sua esposa, que podemos entender também como um símbolo de sua inspiração divina ou da própria Natureza (Lawrence). E é pelo olhar dela que acompanhamos toda a história. Enquanto ele, um escritor ou poeta que busca inspiração para uma nova história, ela se ocupa em cuidar da casa, tratar bem seu companheiro e continuar sua reforma. Perceba que mesmo pronta, a casa está em constante mudança.
    Quando ele começa a trabalhar em sua nova criação, o Homem surge, e é convidado pelo poeta a entrar e passar a noite. O poeta fica fascinado por ele, passam juntos o tempo tudo e é nítido o encantamento que este o proporciona. À noite, ela acorda com o barulho de um grito e vê o homem passando mal no banheiro e sendo ajudado pelo poeta. Ela também percebe um ferimento na altura da costela, que é encoberto pelo marido. No dia seguinte, a mulher do homem (Michelle Pfeiffer) também visita a casa.
    Lawrence fica inquieta com a chegada dos estranhos. Além de intrusos, os visitantes são inconvenientes e não obedecem às regras. Mesmo avisados diversas vezes, os dois invadem um quarto proibido e quebram uma pequena relíquia do poeta. Não o bastante, logo depois os dois fazem sexo sem o menor arrependimento.
    A loucura só aumenta e vemos os dois filhos do casal também entrando na casa. Eles se desentendem, brigam, e um mata outro. A história da primeira família do mundo está criada. O homem é Adão, a mulher é Eva e os filhos são Caim e Abel, que confirme conta a Bíblia, um assassina o outro por ciúmes.
    Continuei o texto aqui: http://luiztonon.blogspot.com.br/2017/10/mae.html

  • raphaelmuniz

    Um discurso que foi muito defendido no programa é o de que a arte, a partir do momento em que é levada ao cinema, passa a ser completamente pautada pelo subjetivo e, portanto, pelas interpretações que se faz de um determinado filme a despeito do que o diretor quis dizer com sua obra. Não seria isso um tanto quanto problemático? Penso isso pelo seguinte: o cinema, assim como diversas outras formas de expressão da humanidade, é uma manifestação artística. Cinema é arte, não à toa possui a alcunha de “sétima arte”, e quanto a isso não se discute. No entanto, veja, o filme em questão – mãe! – não é um filme abstrato e tampouco um filme surrealista. Na verdade o mesmo, principalmente em seus 40 minutos finais, deixa pouca ou nenhuma margem para interpretações. Cada cena a partir dali é uma referência DIRETA a momentos chave do cristianismo, e o filme termina com uma visão autoral do que seria o apocalipse e qual o papel de Deus nesse momento de escatologia. Soma-se a isso o fato de o diretor dizer claramente em entrevistas qual era sua intenção e qual a mensagem que ele queria passar com o filme.
    Isto posto, voltemos um pouco no tempo e pensemos em Nietzsche. Friedrich Nietzsche tinha uma irmã, Elisabeth Förster-Nietzsche. Elisabeth fundou em 1894 o instituto “Arquivo Nietzsche” (Nietzsche-Archiv) responsável por arquivar e documentar a vida e a obra do filósofo alemão. Com a morte de Nietzsche em 1900 e posteriormente com a ascensão do movimento nacional-socialista (nazista) na Alemanha, Elisabeth, enquanto curadora e editora das obras do irmão, passa a defender a tese de que as obras do mesmo são obras de uma filosofia que fundamentaria o nazismo. Em 1930 essa visão deturpada das obras de Nietzsche era tão bem aceita na comunidade acadêmica e entre os membros do partido nazista que em 1933, após Hitler assumir o poder, o Arquivo Nietzsche passa a receber enorme apoio financeiro e publicitário do terceiro reich, e em 1935 o próprio Hitler e uma uma série de outros militares de alta patente estiveram presentes no funeral da irmã de Nietzsche.
    O que eu quis dizer com essa história toda? Essa ideia defendida no cast de que a partir do momento em que o filme é lançado não importa mais o que o autor quis dizer e que a partir daí o público tem a liberdade de interpretar o filme da forma que quiser, é muuuito problemática. A história toda acima foi pra dar um exemplo (super exagerado, eu sei) de como uma manifestação artístico-filosófica pode ser completamente deturpada se a pessoa resolver que a interpretação que ela faz é mais importante e mais verdadeira do que o sentido original do objeto em questão. O grande problema, a meu ver, é que muitas vezes nos esquecemos dos malucos, mas eles existem e eu já vi gente por aí defendendo sob esse mesmo argumento a ideia de que o filme mostra o papel de superioridade masculina em relação à mulher, que deve ser sempre submissa ao homem e no fim ainda entregar a este seu amor. Como dizer pra essa pessoa que ela está fazendo uma leitura completamente equivocada do que o autor queria dizer ao mesmo tempo em que defendemos que “o que importa é a forma que eu interpreto a obra”? Isso cabe para filmes completamente subjetivos e completamente abstratos/surrealistas, o que não é o caso deste. Darren Aronofsky tinha muito claramente o que ele queria passar com esse filme, como eu já disse isso é demonstrado no próprio filme e nas entrevistas concedidas pelo diretor-autor. Qualquer interpretação para além do que ele quis dizer é um revisionismo cinematográfico e autoral e, portanto, uma distorção do que a obra é e de qual sua mensagem. E isso pra mim é algo muito perigoso pois dá margem a absurdos como os que destaquei.
    Essa é a minha opinião. No mais, excelente cast.

  • silas.

    Entrei na sala de exibição tendo visto 1 vez o anúncio de primeiro trailer de “mother!” e – o mais importante pra mim – outros filmes de Darren Aronofsky. Além disso, eu só sabia que tinha Jennifer Lawrence e Javier Bardem no elenco; a participação de Michelle Pfeiffer teria sido uma surpresa, se, dias antes, durante a passagem de trailers antes de IT, eu tivesse conseguido ser rápido o suficiente pra fechar meus olhos (Sim, eu faço isso quando não quero assistir a alguns trailers! E também cubro os ouvidos com as mãos! Hahaha).

    Sobre o filme:

    Primeiramente, eu acho que tem o “Saiam da minha casa!” mais sensacional que já ouvi até hoje. De arrepiar!

    Deu pra fazer umas interpretações bem legais, ao longo de mais ou menos uma hora da duração, sobre relacionamentos, criatividade, egoísmo, carreira, diferentes responsabilidades maternas impostas e/ou assumidas pelas mulheres no convívio com os homens… mas o que me pegou forte mesmo foi o terceiro ato. Assisti ao filme na quinta-feira de estreia e ainda tenho achado excelente lembrar dele inteiro, detalhe por detalhe, e tentar encontrar novos significados a partir do que a parte final mais explicita. Até os “Baby?” como primeira e última falas e a exclamação no título eu já considero geniais, depois que pensei melhor a respeito da obra cinematográfica em questão.

    O momento em que eu acordei pra possibilidade de “mãe!” ter subtextos relacionados com a Bíblia, crença, idolatria, etc: quando o poeta manchou por acaso (?) o rosto de um fã e outros começaram a pedir que ele repetisse aquilo. Só voltando pra casa eu comecei a enxergar Caim, Abel, Adão, Eva…

    E por falar no poeta: “Deus não dorme” é uma das frases populares que eu conheço desde a infância. Mas pode ser que a cena do criador observando incansavelmente a mulher enquanto esta segura o bebê dure mais na minha memória. Coisa aflitiva! Sensacional o Bardem, ainda arrasando quando necessário interpretar uma seriedade raivosa, como em “Onde Os Fracos Não Tem Vez”!

    Enfim, minha nota é 10 pro filme, sinceramente. Gostei e anseio rever.

  • Rafael Pedro

    Para mim, a parte batem nela me fez lembrar mtu Maria Madalena madalena e Deus protegendo ela. Ela estando perto de Jesus. Enfim eu amei o filme! Parabéns pelo Cas!!

  • Rafael Pedro

    Galera que PodCast maneiro! Que lindo ver essa interpretação e discussão toda parar enriquecer o filme!
    Para mim, a parte que a Lawrence eh espancadas e xingada representiu Maria Madalena ficando ao lado de Jesus quando foi morto, com Deus protegendo-a dos julgamentos depois.
    Obrogado por este enriquecimento!

  • Katia Barga

    Que episódio mais notável! realmente o filme é uma obra de arte e como tal vai despertar toda uma variedade de reações e sentimentos. O último terço do filme é uma experiência visceral se vc tiver captado pelo menos uma camada da metáfora… se não apenas uma grande confusão sem sentido.
    Me senti muito como a Milla assistindo (adorei a participação, aliás ) ao ver toda aquela violência, a história do mundo passando ali na tela em minutos, as guerras, fanatismo, religiões, e o feminino olhando tudo aquilo com olhos desesperados, impotentes e depois ainda sendo massacrado.
    Continuo pensando no filme e de vez em quando alguma outra camada surge. Melhor filme do ano pra mim até agora.

  • Paulo Linhares

    Minha interpretação do filme:
    Eu entendi que, a mulher e a casa são o eu lirico do escritor, o escritor vai criando o seu universo e tem como inspiração no inicio a sua obra antiga. Ele entra em contato com alguém de fora que da uma opinião sobre o sua obra e que acaba entrando em conflito com o seu eu lírico, tirando algumas coisas do lugar e “desarrumando a casa”. Com a obra finalizada cada fã a entende de uma maneira e leva um pouco da ideia consigo, como cada um entende da sua maneira ocorrem conflitos e as vezes falta racionalidade nele o que acaba degradando a obra em si. O filho pra min representa o pensamento gerado pela obra, que depois vai ser incorporado pelos fãs assim como a obra. Tipo: a gente discute aqui forma um pensamento sobre o filme e divulga na internet, quem lê vai tá ganhando o filho da obra.

    Em outra esfera eu achei que o que o diretor quis passar foi o quão sofrido é a formulação de uma nova linha de pensamento e o quanto doí ouvir as criticas e aprimorar os pensamentos.

    • Marcio Formiga

      Essa foi a minha interpretação primária quando saí do cinema, que ele seria realmente um escritor e ela seria a ‘musa inspiradora’ dele, bem na linha do que você desenvolveu no seu comentário.

  • Franklin Silva

    O Rogério me representou totalmente nesse programa.

  • Lou Bloom

    Se vocês não esnobassem o cinema independente, provavelmente não achariam o ano tão fraco. É uma raridade ver um filme como mãe! lançado por um grande estúdio, mas o que não faltou esse ano foram obras tão boas quanto (e algumas melhores), basta ir atrás…

  • Adah Conti

    Olá Juras, PH, Milla e Rogerio. Parabém pelo podcast, muito bom!
    Sobre o filme, eu fui enganada pelos trailers. Esperava algo mais para O Bebe de Rosemary numa pegada Cisne Negro. Então, até entender sobre o que era o filme, estava adorando. Quando um filho mata o outro, a ficha caiu. Daí para frente o filme para mim foi absolutamente óbvio em 99% das cenas. Pouca coisa eu não entendi como metáfora ou alegoria bíblica. Bom, eu sou uma agnóstica informada ;). Já li a bíblia do Gênesis ao Apocalipse. Estudei história das religiões. Essa “obviedade” me desagradou. Achei também (sorry) uma estética meio brega em várias partes. Não discuto cinematografia, não tenho expertise para isso. Entendo que é um filme muitíssimo bem realizado e que cumpriu perfeitamente a proposta do diretor. Resumindo: não curti muito a parte estética (isso é gosto mesmo), não me convenceu muito a atuação da protagonista (de novo, não sou expert) e principalmente não gostei da “mensagem” biblica/ecológica: o Homem, criação imperfeita e descolado da mãe natureza. Entendi a mensagem, mas como discordo muito dela o filme não me agradou. Entendo que é como eu recebo, não o filme em si. Pontos altos para mim, além da tensão e estranhamento do primeiro terço do filme, as atuações da Michele Pfeiffer e Ed Harris e a “não trilha sonora”.

  • Sinval Silva

    Também achei que líquido amarelo era a energia do sol, ou seja o sol é que dá vida a terra.

  • Vitória Machado Nani

    Gente, muito obrigada por terem trazido a Mylla para este cast! Devido à camada da relação mulher/mundo e mulher/relacionamento abusivo, ela foi de extrema importância para passar esse sentimento de revolta com as cenas de violência contra a Jennifer… Um cast incrível, obrigado pelas discussões, eu não havia visto o filme completamente como a história da criação, no final eu consegui encaixar isso, mas estava tão dentro das cenas que não a coloquei para o filme completo, o que vcs me ajudaram a fazer!
    Montanare, não fique cutucando o método de edição e trilha dos outros diretores, isso é feio!
    PH sempre me representando, amo vc!
    Aguardando o próximo programa

  • Luiza Ayres

    Eu fiquei atordoada com o filme, na hora do espancamento da “Mãe Terra” meus olhos encheram de lágrimas e não acreditei quando os créditos subiram uma inergumina dizendo que não tinha gostado pq não tinha entendido. Caras vcs me fizeram ter vontade de revê-lo. Que FILMAÇO!!! Que cast MARAVILHOSO!!!

  • raphaelmuniz

    Ué, excluíram meu comentário?

  • Pedro

    Acho que o Rogério quis dizer foi que, assim que nós matamos a charada do filme, ele se torna uma metáfora explícita, quase declarada. Não é como o filme O Homem Duplicado onde a gente só vai ter um estalo (se é que vai te rum estalo) no final do filme. Ou seja, O Homem Duplicado consegue esconder bem sua mensagem (muitíssimo bem, aliás). Já Mãe não.

  • Marcela Marvel

    Sensacional o cast, escutando aqui no Interior da Inglaterra e me sentindo na roda de conversa com vocês. Vim aqui pela mylla fox (que já acompanho de outro podcast). Adorei!

  • Gustavo

    Parabens pelo cast!. Este cast foi um bom exemplo de como o trabalho de voces esta muito a frente da maioria dos outros casts sobre cinema no Brasil.
    Adorei a participacao da Mylla! Por favor, tragam sempre mais vozes femininas como convidadas especiais.
    Voces conhecem o PodCast de cinema “Feito por Elas”? Todas as integrantes dele seriam otimas convidadas do rapadura quando os temas calharem.

    Meu unico comentario adicional eh que voces evitaram de falar de um ponto um tanto controverso sobre como o Darren retrata deus tanto aqui em mother! como em Noe. Ele como um autor/criador é retratado como um ser obsecado em ser amado por seus fãs a tal ponto que receber essa adoracao é tudo o que importa para ele. Por isso ele nao impede que destruam a terra, desde que isso seja em nome do amor por ele. A propria mae diz isso em seus momentos finais, “você so amava o meu amor por você”.

  • Jubileu Ousado

    Massa sou eu querendo assistir, mas os 2 cinemas que tem aqui não tem o filme disponível^^

  • Gostei bastante da discussão levantada, é bom ter filmes e que podem ser vistos dessa maneira! Tenho algumas coisas que gostaria de colocar do que acho a respeito:

    Pensando no filme como uma alegoria, por que o certo é enxergar como a história com relação a religião cristã? Por que não pensar isso do ponto de vista em que as pessoas na casa agem como um avatar das divindades Vishnu, Brahma e Shiva? O mito da criação hindu parte da ideia que Brahma constrói, Shiva destrói e Vishnu é uma força de equilíbrio para o que é criado e destruído (por exemplo ao final do filme mencionado com o que acontece com a casa).

    Já que foi proposto que o diálogo seja aberto a n+1 possibilidades de discussão sobre o que realmente pode se tirar do filme, porque ele é apenas analisado religiosamente do ponto cristão e ateu?

    E acho que a compreensão geral do filme, se as pessoas vão por esse lado mais religioso de que “sacar o filme” é entender a história bíblica por trás disso, é um dos motivos pelo qual nosso mundo como planeta Terra está na situação que está hoje. Acho que ele deveria ser muito mais impactante por pensar na Mãe como a Mãe Natureza e que somos as forças que estão destruindo e ignorando ela. Esquece isso de “Deus” ou alguma metáfora religiosa, isso pode ser claro e simples assim, parece que partem para a alegoria religiosa igual a gente faz fora do cinema, estamos ignorando a Terra.

    Tragam mais participantes femininas em episódios do podcast que não tenham simplesmente algum assunto a ver com o feminino. É sempre levantado nesse tipo de podcast que é importante e tudo mais (o que é mesmo), mas não adianta trazer convidadas femininas esporadicamente quando o assunto da margem para o assunto de Machismo e Feminismo. A maioria das participações femininas do Rapadura Cast são em episódios assim hahahahahhaa

    E por fim, achei um comentário meio aleatório quando o Jurandir disse “essa molecada de 15 anos hoje já nem lê mais a bíblia, nem reza”. Entendo que possa não ter sido a intenção, mas isso abre margem pra uma leitura de tipo “quem não leu a bíblia nem rezou é ‘inferior’. O que esperar de quem não lê a bíblia hoje em dia e não reza”. Talvez tenha sido um comentário involuntário baseado nas crenças e religiões do próprio Jurandir, só queria destacar que achei um comentário bem aleatório.

    Abraços e parabéns pelo podcast!

  • Diogo Maia

    Acho que houve um equívoco aqui neste podcast. Vocês falaram que ‘Mother’ não é horror, mas o que é ‘horror’, afinal de contas? Pra mim, por exemplo, Sixth Sense não é terror, longe disso. Mais parece um drama espírita, o que não significa que eu não curto o filme, pelo contrário, é um dos grandes dos anos 90, na minha opinião. ‘Mãe’ não é terror? Sério? As cenas, principalmente durante a visita do casal, são tensas. E a cena do Barden esperando a Jennifer Lawrence dormir? Tenso demais! E o bebê sendo desmembrando? Extremamente perturbador. Tinha gente na minha frente que levou as mãos à cabeça nessa hora. Enfim, ‘Mother’ é uma obra-prima, o melhor filme do ano. Nota 10.

    Obs: PH foi no ponto na crítica ao povo que frequenta a igreja e não lê a Bíblia. Acho que vários abandonariam a religião se lessem, pois lidariam com conceitos que muitas vezes são opostos ao que imaginavam e isso é um desafio para muitos.

  • Daniela Baroni

    Sobre a discussão da mancha no chão: A JLaw segue o sangue e encontra um sapo. Sapos e rãs são símbolos conhecidos de fertilidade. Então acho que a interpretação do PH faz mais sentido.

  • Parabéns pelo melhor RapaduraCast que já ouvi!

  • Juan Chagas

    Discordo do PH quando ele fala que os ateus acreditam em Deus, Ateísmo é a falta de crença, não a crença na inexistência. Confundiu Ateísmo com Antiteísmo. É a ausência da crença, não a crença na inexistência de Deus(es).

  • IGOR AZRAK

    Cada vez que eu penso, comento, discuto sobre esse filme, percebo coisas novas, novas visões, é maravilhoso!

  • psykpta

    Ae galera sobre o tal Pó/Líquido Amarelo….

    Esse não é um filme para se ver e se entender sozinho, como tudo na vida, e portanto, após assistir ao filme e ir conversando com as pessoas, também chegávamos na pergunta sobre o pó amarelo. Pois bem… Estava na prosa com amigo que havia acabado de assistir, e fui ajudando ele com algumas alegorias e etc… Uma coisa que ele estava em dúvida era o que estava dentro do vaso sanitário. Ele achou que era algum bicho, eu já achava que era um coração, e fui falando do usos todos do coração como símbolo (cartaz, pedra/diamante/fruto proibido, o coração dentro da parede, e o coração no vaso) do sofrimento da mãe. Todas as vezes que ela tinha o mal-estar aparecia o coração na parede, ou no vaso ou em algo assim e ela tomava o líquido para se sentir melhor. Pois bem, como ela é natureza minha aposta foi em algo natural que ajude em enjôos ou mal-estar. Ele brincou que a única coisa natural amarela era o açafrão… Rimos e alguns minutos depois ele me envia um printscreen de algum site sobre saúde mostrando que o açafrão tem muitas funções analségicas, antioxidantes, entre outras, sendo muito bom, entre outros, para o coração! Penso que podemos ter algo por aí, uma vez que também já foi usado como pigmento e a cor que ela pinta as paredes na casa, após descartar o cinza era… amarelo!

    Abraços e bom trabalho aí para todos do Rapadura!

  • Presidente Exumador

    Só pra entender, o Juras disse q existiu sim o dilúvio no planeta? Não existiu, as únicas provas que existem sobre algum tipo de dilúvio é uma determinada região, algo isolado…

    • Vinicius Marini

      Editado: o comentário que estava aqui foi removido por mim mesmo. Removeram um comentário gigante que escrevi falando sobre toda a minha impressão do filme prq chamei o Rogério de arrogante.

  • kamilla lopes

    A ficha do religioso só caiu pra mim no final do filme, quando ela dá a luz e no primeiro choro do bebê, tudo silencia. Desde o começo pra mim ficou claro que a JLaw era a Casa, quando ela faz a mistura do pó amarelo e pinta a parede, depois ela vai tomando o líquido amarelo, usando o mesmo pó da tinta, é como se ela tivesse curando a casa e se curando ao mesmo tempo com a mesma mistura… É incrível, consegui unir algumas peças e o sentido tava ali o tempo todo. O filme te manipula e te faz pensar por horas a fio, é incrível o que o Aronofsky conseguiu fazer aqui.

    • Vinicius Marini

      Editado: o comentário que estava aqui foi removido por mim mesmo. Removeram um comentário gigante que escrevi falando sobre toda a minha impressão do filme prq chamei o Rogério de arrogante.

  • Magro Deitão

    O problema de trabalhar com esse tipo de metáfora tão direta é que isso é uma maquiagem de sofisticação que na verdade esconde vários simplismos: uma natureza que é ordem, os humanos como sendo um elemento alienígena, não parte integrante (ainda que rebelde) do mundo/casa…

  • Bruno Santos

    Cast maravilhoso, tirando Rogerio que me fez parar de ouvir quando na cara de pau vir dizer que matou o filme quando os irmãos se mataram, num dá pra acreditar de forma alguma não tem como saber exatamente o que o filme é sem ver até o final, mais seguir por conta do PH e Juras S2.

  • Thiago Ferreira

    Jurandir é um imbecil e é por essas e outras que n perco mais meu tempo escutando isso. Dessa vez eu parei ainda pra ouvir, pq o filme é massa e poderia render bastante..
    O cara teimando com Rogério e a Mylla uma coisa extremamente simples: Você pode achar O QUE VC QUISER do filme, mas aquilo que o diretor deixa na sua cara (inclusive numa infeliz entrevista que ele explica o filme, desnecessariamente) é aquilo. Você pirar com mil teorias é com você e super válido, mas é só a sua interpretação.

  • Thallys Deusdara

    Gostei do cast mas tenho uma “crítica” em relação às opiniões sobre a interpretação do filme. Eu assisti o filme com uma pessoa que nasceu em uma família em que o cristianismo nunca foi foco entre as religiões. A pessoa com quem assisti nunca teve estreito contato com essa religião e, por isso, o cristianismo não fez parte de sua infância. Acredito que vocês dizerem que “as pessoas” não sabem interpretar, simplesmente com base em um filme, é uma afirmação genérica e o fato de não entender um filme não significa que alguém não saiba interpretar textos e/ou filmes. Parte de vocês mesmo afirmaram que demoraram para entender o significado do filme e ao utilizar “as pessoas não sabem interpretar” parece que vocês são “Os Interpretadores” e os demais que não entenderam o filme são incapazes porque possuem essa debilidade – a de interpretação. No mais, continuem com o ótimo trabalho. Abraços

  • Matheus Vieira da Cunha

    Por favor, façam do Kingsman!!!

  • Eu gostei do filme. Me senti um incapaz quando a convidada Milla por diversas vezes deixa entender que é burro quem não entendeu o filme. :/ Eu, sinceramente, não vejo a metáfora sobre Deus, Eva, Adão e Mãe Natureza tão óbvia e direta assim.

    • losk

      Tu n acha que o filme é sobre isso?

      • Junior Monte

        O filme é ate sobre isso, o problema é que não é tão obvio assim quanto eles comentam no cast. Vivi muitos anos em igreja e lia muito a bíblia quando frequentava e não consegui ver essa metáfora no filme na primeira vez. Pensei por muito tempo em tudo, mas minhas referências não me levaram a pensar em como a bíblia está escrita e o processo de Deus escrevendo ela seria o plot do filme. Adorei o filme, mas somente depois de discutir sobre ele e entender o que o diretor quer passar.

        • losk

          Assim, eu acho óbvia apesar de eu tbm não consegui pegar.
          Mas se alguém falar que sacou durante o filme eu acredito sem problemas.
          Me sinto muito burro de não ter ligado o bebe a cristo.

          • Junior Monte

            A relaçãozona fatos, sim, é clara, o diretor não quer esconder isso em momento algum, mas falar que é simples de captar, isso não é, definitivamente. Minha impressão é de que se você não tiver o insight certo você não entende

    • Vinicius Marini

      Editado: o comentário que estava aqui foi removido por mim mesmo. Removeram um comentário gigante que escrevi falando sobre toda a minha impressão do filme prq chamei o Rogério de arrogante.

  • fha

    Cade o cast sobre Blade Runner ? Peço isso desde 2009 por aqui ….

  • Ferreira

    Resumo religião e ruim, os homens são lixos, a mulheres são puras, adore a natureza, Deus e um cuzao que so quer atenção e não faz nada, cara não e por nada não mais este mundo de hoje ta muito estranho, uma critica a humanidade e sempre valida mais parece que a moda desta década e adorar odiar o ser humano e tudo que ele e capas de fazer, sei la meio que me incomoda que parece que a ideia desta galera e que Deus e um merda por criar a humanidade e que a humanidade e uma merda por si mesmo, sei la gente acho que um filme deste apesar de toda a simbologia e um filme ruim, por que na minha opinião deixa de ser uma critica a humanidade para ser uma obra tenta confirma a ideia que o mundo seria melhor sem a gente nele. E so vc ver a opinião da galera que viu este filme como todos eles gostaram de que o filme meio que confirma e percepção deles de que se lasque o homem, e so mais uma espécie qualquer no mundo a gente nele ou não, importa quase nada, se e assim por que so nossa raça criou cultura,tecnologia e uma sociedade moderna. Porque continuar a desenvolver isso já que agente não devia existir ? sei la fico meio triste com isso, sera que no futuro a percepção da palavra humano sera tao ruim quanto a palavra nazismo.

    • Caíssa

      Na interpretação criada pelo filme, talvez se nós fôssemos convidados melhores no planeta, não precisaríamos ser retratados dessa forma… E o diretor não retrata a Mãe Natureza como perfeita, pois demonstra o quanto ela é passiva aos abusos dos outros personagens. Eu não entendi que a mensagem era que a gente não deveria existir, mas sim que nós deveríamos agir mais como bons convidados do que como donos da casa…

  • Mayara Costa

    O último cast do Rapadura que eu ouvi foi o da Mulher Maravilha. Havia criticado as opiniões das participantes sobre o empoderamento feminino, pq na verdade, o público estava interessado na análise técnica do filme. Resolvi dar outra chance e vim conferir o cast de “Mãe”, pq além de ser um filme chocante, também é suscetível à diversas interpretações.
    O início do cast está ótimo. Pessoal analisando o filme, falando de sua proposta, trailer, o ponto de vista do diretor e seus trabalhos anteriores. O problema começou quando o PH resolveu dar opiniões pessoais sobre religião e os demais participantes acompanharam.
    Pessoal, não estamos interessados em saber o que vocês pensam sobre Deus. O podcast deveria estar direcionado ao filme e não à religião. Esse é um assunto muito pessoal, e vocês não podem simplesmente atacar ou defender a forma que as pessoas lidam com o tema.
    Se o assunto é o filme, vamos analisá-lo e não discutir o que o PH acha que as pessoas devem pedir ou deixar de pedir a Deus.
    Sinceramente, vocês falaram muita besteira quando começaram a dar opiniões pessoais.
    Novamente, queremos análise de quem entende de cinema ou de quem assistiu o filme e tem informações relevantes sobre ele, como fez o pessoal do Nerdcast.
    Abraços.

    • matcms

      Meu.. quem faz esse tipo de análise só pode não ter entendido nada sobre o que é o Cinema. Eu fico de cara.

    • Diego Peixoto

      Eu ja acho que o diferencial do Rapadura é justamente expandir para estas opiniões/exemplos pessoais, e ir além somente das questões técnicas do filme.

    • Rafael

      Mayara, concordo… a conversa descambou pra um lado bem chato. O pessoal do Jovem Nerd mesmo não crendo em Deus falaram de forma mais concentrada no filme.

  • Killerjabuti Gilson

    Um parelelo interessante que pode ser traçado. É entre esse filme e o Aquarius da Sônia Braga. Já que os dois tem mães lutando por um lugar que é seu e que outros querem tomar, modificar e profanar.

  • Michael Soares

    Eu sinto sdds dos RapaduraCast semanal, já faz 84 anos que não tem.

  • losk

    Excelente cast, só consegui ver o filme ontem.
    Concordo com o Rogério, vc pode sair do filme achando que ele é uma metáfora sobre qualquer coisa. Mas assim que ouvir a versão da bíblia. ..a sua interpretação some. Pq só a da bíblia faz todo sentido. O filme é sobre isso e ponto.
    Melhor filme do ano.

  • Daniel Mello

    Fotossintese não, mas acho que o liquido amarelo passa por energia sim. Relação com sol acho plausível, reparei que ao misturar com agua o conteudo amarelo formava especies de raios dentro do copo, como estivesse havendo alguma reação de pequenas explosões ali.

  • Marcelo Aguiar Duarte Filho

    Juras, você enfiou um grito de “Martha” na vinheta do Rapaduracast?

  • Vinicius Marini

    Deletaram meu comentário só porque chamei o Rogério de arrogante? Depois falo que podcaster não sabe receber crítica e a galera reclama. Pau no cú de vocês então. Nunca mais vou perder meu tempo comentando nessa porra.