terça-feira, 07 de março de 2017

RapaduraCast 496
Moonlight: Sob a Luz do Luar

Quais as razões desse filme ter vencido na categoria Melhor Filme no Oscar?

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O resultado final do Oscar 2017 foi uma surpresa para todos, pois inicialmente “La La Land” foi anunciado como vencedor na categoria Melhor Filme e durante o discurso foi descoberto o erro. Alguns minutos depois, anunciaram que na verdade “Moonlight” foi o vencedor. Essa vitória pegou todo mundo de surpresa e, como de praxe, estamos aqui para falar sobre o vencedor da premiação.

Jurandir Filho, Raphael PH SantosBruno Costa conversaram sobre o longa dirigido por Barry Jenkins. Com a ideia de contar a história de Chiron, o estrutura do filme é dividido em três capítulos: Little, Chiron e Black. Três épocas diferentes: infância, adolescência e vida adulta. Quais aprendizados e interpretações podemos tirar dessa trama? Quais barreiras esse filme quebrou após vencer o Oscar?

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Participantes

Bruno Costa
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Jurandir Filho
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Raphael Santos
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  • Enderson Araújo

    Tudo a ver um cast sobre o filme ganhador do Oscar. Com certeza, tem que ter. Agora.. me perdoem. Não quero ser inconveniente mas, sobre LOGAN, quando sai o podcast? Bem que poderia rolar ainda essa semana né? Forte abraço aos Rapadurianos.

    • Vinicius

      Esperando ansiosamente…

    • Bruno Costa

      Até sexta Logan ta no ar meu fi!!

  • Hanna Rayssa

    O Bruno fala com uma força e uma vontade que arrepia!

    • Bruno Costa

      Obrigado sua lindaaaaaa!! 🙂

  • Bianca Paiva

    Moonlight me tocou de uma maneira que todo dia eu lembro de alguma cena e me pego pensamento sobre, cantando a musica da cena de Chiron e Kevin e enfim eh o melhor filme de 2016 sem duvidas! eu fiquei a ultima meia hora de filme de coração disparado, ansiando as revelações de Chiron.

  • Vinicius

    Pohh q depoimento foda!!
    Nossa um dos podcasts mais fodas de todos.
    Voces mudaram minha opiniao sobre o filme.
    Desde que assisti gostei e achei tecnicamente muito bem feito.
    Mas fiquei com aquele negocio, preconceito na realidade, nao me identifiquei com o filme.
    Mas depois do podcast percebi todas essas nuances que o filme tem.
    Valeu rapaduracast!

  • Luis Fernando Mendes

    Excelente cast. Como não se identificar com Chiron?

    acho que ja contei inúmeras vezes aki essa parte da minha vida, mas ele bate demais sobre o que senti vendo Moonlight.
    Como hétero e branco EU FALO ISSO, como não se identificar com Chiron. Olha eu vivi na minha infância em “um berço de ouro”, tinha os melhores brinquedos, viajava quase sempre até nos fins de semana…enfim muita coisa boa…porém nessa época e essa parte que o filme me pegou, eu não tinha amigos. Na verdade houve épocas em que eu andava na escola como um fantasma, até o momento QUE NÃO AGUENTEI MAIS, no primeiro ano do ensino médio comecei a ser o valentão, comecei a praticar Bullyng, comecei a ter “os amigos” finalmente. Andava com o pessoal popular, não estava mais sozinho..mas ia quase direto pro SOE, matava aula, as vezes parava até no Conselho Tutelar (cheguei a ver meu pai até chorar em uma reunião), e so não fui expulso porque no final do ano EU SEMPRE recuperava minhas notas.

    E bem, por um tempo amei aquilo confesso, até o momento que não aguentava mais. Me senti um verme daquele jeito com pessoas que não queria estar, ODIAVA MESMO ter que vestir “esse disfarce”, e todo dia eu via os “estranhos, os nerds” reclusos no canto do recreio e queria demais estar ali com eles. É estranho você querer associar a nerdice com o filme que fala sobre pobreza, homossexualismo, o negro.. será? Eu sinceramente acho que não. Sofri um pouco depois quando eu parei de ser quem eu não queria mas graças a Deus me libertei e passei a andar com “Os estranhos”. Me tornei o estranho também e fui feliz pra caramba nos três últimos anos do Ensino Médio. Acho que o filme discute PRA TODOS, sejam eles héteros, homossexuais, lésbicas, trans, homens e mulheres.

    Enfim eu adorei o filme, falou sim bastante comigo principalmente neste ponto, de fingir quem você não quer ser em favor da sociedade. Adorei também os depoimentos, tenho amigos homossexuais e lésbicas que iam adorar esse cast que com certeza irei passar a eles.

    enfim, mais uma vez excelente cast, continue assim Rapadura e não esqueçam de Logan kk.

    • marcus

      Você fez seu pai chorar…

      • Luis Fernando Mendes

        sim, um dos meus MAIORES ARREPENDIMENTOS, SE NÃO O MAIOR!

        • marcus

          Não se sinta tão mal eu já fiz pior ameacei bater na minha mãe e é um dos meus maiores arrependimentos. Me sinto horrível por isso.

  • Dr. Unusual

    Eu cresci em uma família que a palavra “gay” era pronunciada como uma maldição, quando criança nem entendia o que significava ser gay, mas achava que devia ser muito ruim. Na escola um amigo meu tinha um jeito feminino, obviamente ele sofria bullying por causa disso, todos os meus amigos e eu sofríamos, por motivos diferentes, mas sofríamos. Tem gente que acha que bullying é só brincadeira, que não faz mal nenhum, mas lembro que me sentir um lixo era uma sensação comum na minha vida, não tinha confiança pra nada, não olhava ninguém nos olhos… era HORRÍVEL. Por isso eu não sou homofóbico, eu sei o que é ter um bando de gente ao seu redor tentando fazer você ter vergonha de si mesmo. Minha família também tinha vários outros problemas, além do preconceito contra gays, então isso ajudava eu a ser meio complexado. Logo me identificar com esse filme não foi tarefa dificil. Todo prêmio que esse filme recebeu foi merecido, belo retrato dessa sociedade em que vivemos.

  • Anna Paula Rodrigues

    Seres Rapadurianos, Meu DEUS!!! Vcs se superam, sério msm que cast maravilhoso. Lindo, lindo e lindo.

  • Francesca A

    aeeeeee

  • Diogo Batista Cassel

    Moonlight é um filme maravilhoso. Ele passou tão rápido e eu ansiei em ver o que aconteceu com o Juan, como o Chiron chegou ali, mas entendo o recorte do diretor e eu acho lindo.
    Só queria comentar algo aqui que talvez o Juras vai concordar comigo. Tanto a câmera por trás, quanto o personagem silencioso me fez lembrar muito de vídeo game, sei que parece bobo jogar isso assim, mas me lembra muito um Link da vida, e todos aqueles outros personagens silenciosos que meio que “são” a gente. Eu acho que esse recurso nos coloca, assim como nos vídeo games, no lugar do protagonista, mesmo não sendo negro e nem gay eu conseguir ter minha empatia aumentada, como não lembro de ter em mais nenhum filme dessa maneira. O silêncio do Chiron era preenchido pelos meus pensamentos, que tentavam de alguma forma refletir os pensamentos dele ali. Enfim, esse é um filme magnífico, e realmente mereceu esse Oscar!

    • Sauro

      Que percepção interessante Diogo, gostei :]

  • Sauro

    Cara tô rindo, melhor podcast do Brasil meu deus do céu, o depoimento do ouvinte o que foi isso, vocês são demais!

    E aqueles escrotos do Jovem Nerd fazendo podcast com o tema fezes e se achando os melhores do Brasil hahaha
    Sério tô rindo.

    Parabéns!

  • Guilherme Peretti

    PH pediu e estou aqui para dizer como o filme mexeu comigo. Sou gay e sofri muito bullying na escola, eu era alvo de chacotas, piadas, ofensas e apanhei diversas vezes. O primeiro ato do filme me tocou muito, principalmente quando o personagem se viu aprisionado na escola, com medo de sair para não apanhar. Me senti diversas vezes assim quando os guris que me agrediam prometiam uma surra na saída da escola apenas por acharem que eu era gay. Era um misto de sensações, me sentia aprisionado, com um medo constante e sem ninguém para poder desabafar ou que pudesse ser uma referência.

    Qualquer tipo de agressão é péssima, porém o negro que sofre bullying chega em casa e tem seus pais como seus iguais e referências, que o entendem nessa questão. O gordo e o nerd também podem procurar seus pares ou amparo, mas o gay quando chega em casa não encontra um referencial, ele se esconde pela sociedade ditar que aquilo é errado, não tem coragem de falar para sua família, e assim, continua se sentindo numa prisão. Comigo foi assim, vivi como a sociedade esperava que eu vivesse, tive um relacionamento hétero de 7 anos e somente quando me separei, aos 23 anos, que tive forças para me assumir. Mesmo assim foi quase 1 ano para que eu tivesse a coragem de ter meu primeiro contato afetivo com um homem.

    Aquela casca que o personagem assume, interpreto como a mesma casca que eu tive que vestir para seguir o padrão do que esperavam de mim, é a maneira de fugir da bagagem de sofrimento e imposição. Quando a gente se liberta disso, é uma sensação de liberdade e de finalmente ser o que sempre devia ter sido. Eu imagino que depois da cena final, tenha sido isso que aconteceu com o personagem, que ele conseguiu sair daquela casca e que vai poder seguir sua vida em liberdade.

    Eu segui em liberdade, casado e feliz com um relacionamento de 10 anos, com pais, irmãos e amigos que me aceitam como eu sou e que sentem orgulho do que sou hoje.

  • Marney Fernandes

    Grande podcast, é por edições como essa que virei fã de vocês, obrigado.

  • Marcelo Vicente

    Bruno Costa brilhou nesse cast, deu saudade do Cinecast.

    Parabéns a todos participantes pelo excelente programa!

    • Bruno Costa

      Valeu Marcelo!!!

  • fha

    “Video é para a sala, podcast é para o quarto!” – Discordo. Só escuto no ônibus !! rsrs

  • Michel Souza

    Quando terminei de ver o filme ele ficou por um tempo matutando na minha cabeça, conversei sobre ele com alguns amigos, mas não encontrei quem tivesse assistido para falar sobre, recomendei bastante e ficava pensando: Poderia ter um Rapaduracast, enfim chegou e superou as minhas expectativas, muito bom o papo”

    PS: Muito bom ouvir o Bruno novamente, estou órfão do Canal42.

    Grande abraço a todos!

  • Michel Souza

    Fui ver esse filme sem fazer ideia do que se tratava, só assisti porque estava indicado no Oscar e quando terminei de ver, ele ficou matutando na minha cabeça, tentei conversar sobre com alguns amigos, mas não encontrei quem tivesse assistido, então recomendei bastante e ficava pensando: Poderia ter um Rapaduracast, enfim chegou e superou as minhas expectativas, muito boas as disucussões”

    PS: Muito bom ouvir o Bruno novamente, estou órfão do Canal42.

    Grande abraço a todos!

  • Esquerdopata

    Esses depoimentos foram pesados! Toda a força às pessoas que estão lutando contra os diferentes tipos de preconceito, e que moonlight abra os olhos das pessoas e seja mais um passo rumo a um mundo onde nos tornamos tolerantes.

  • El Luchador

    Pô, o Bruno Costa deveria participar sempre do Rapaduracast.

    • Bruno Costa

      Valeu cara!

  • Tiny C,

    Emocionante!
    Eu sou uma mulher negra, pobre e lésbica.Eu fui assistir esse filme no escuro mesmo, não sabia de nada, a única coisa que eu ouvi sobre o filme foi um comentário de uma amiga minha falando que o filme era ruim, mesmo assim quis assistir e nunca me emocionei tanto como me emocionei nesse filme. Eu durante a escola fui muito reprimida, excluída e invisibilizada, nunca me senti bonita, aceita nem pelos alunos e muito menos pelos professores. Três cenas me pegaram de um modo tão profundo, a primeira dela foi quando o Shiron foi agredido na escola e a conselheira pede pra ele prestar queixa e ele repete “você não entende!” e ela de um modo muito sutil sugere que ele tem uma parcela de culpa (Já apanhei na escola de um rapaz quando eu tinha uns 13 anos – hoje tenho 23- e um professor (homem e branco) me culpou e ainda falou que eu que merecia ser expulsa do Colégio por apanhar, ainda dói muito pensar nisso e essa cena voltou toda essa memória de volta), a segunda cena que me pegoufoi a cena que ele vai visitar a mãe já no terceiro capítulo, eu senti aquela conversa tão sincera “você pode não me amar, mas eu te amo” que pela primeira vez resolvi me abrir com minha mãe (ela sabe da minha orientação sexual) e foi uma conversa tão profunda, pela primeira vez ela falou que sabia que eu era reprimida mas não sabia como ajudar. E a terceira cena foi quando ele finalmente fala dos seus sentimentos para o Kevin, bem desconfortável mas ele finalmente fala! Enfim, alem de todas as questões de ele ser negro e gay, na sociedade o homem negro e hiper masculinizado e a mulher negra é hipersexualizada que qualquer um que foge desse papel é tao massacrado, ate mesmo em ambientes lgbt, parece qur a gente precisa ter um ambiente só nosso e cansa ter que me militar 24horas por dia mas somos obrigados praticamente. Pensar nesse filme já me dá um nó na garganta. Mas com certeza só me dá mais força pra eu ser quem eu sou: mulher negra e lesbica.

    Amo o podcast de vcs e é bom ver vcs se desconstruindo. Abraço E sucesso!

  • Jubileu Ousado

    Foda é ver no twitter e nas redes em geral, gente falando que o filme só ganhou pra compensar a edição passada, ou até diminuindo o mesmo como se ele fosse simplesmente sobre um garoto pobre, negro e gay, quando ele é, na verdade, uma obra gigante em todos os aspectos.

  • Beca

    Excelente podcast, como sempre. Estava muito ansiosa pra ouvir o podcast de vcs desde que Moonlight foi anunciado como vencedor e minhas altas expectativas estavam certas! Esse filme mexeu comigo em níveis tão pessoais que doía enquanto eu estava assistindo. O filme tem uma execução TÃO bela que na primeira vez que assisti eu só consegui sentir o peso de tudo quando os créditos começaram a rolar e eu finalmente chorei muito por tudo que eu havia sentido durante o filme. Não sou negra mas minha família inteira é extremamente religiosa então, ao longo da minha vida meus pais sempre falaram sobre a homossexualidade com um tom de horror na voz, então quando eu percebi, muitos anos atrás, que eu não era hétero o meu medo foi imenso e até hoje não consigo confiar em minha família o suficiente para me abrir com eles. Além de que o diálogo dos dois no final também me lembrou muito de algo que eu vivi durante anos com alguém e acabou comigo… mas de uma forma boa que me fez lembrar o pq de eu amar tanto a sétima arte. Enfim, um filme cuja fotografia, roteiro e intensidade tirou meu ar diversas vezes!
    Fiquei muito surpresa e feliz pela presença do Bruno neste podcast, adoro a forma intensa com a qual ele sempre fala 😀 Adorei os pontos de vista apontados pelo Juras e pelo PH também, tudo ficou excelente 😀 Adoro vocês!
    Parabéns mesmo!

  • E. Luana

    Gostei muito do filme, mas achei que ele me lembrou bastante o segredo de broke break mountain, e por isso não achei ele tão original, exceto a parte técnica que é bem superior.

  • Guilherme Peretti

    PH pediu e estou aqui para dizer como o filme mexeu comigo. Sou gay e sofri muito bullying na escola, eu era alvo de chacotas, piadas, ofensas e apanhei diversas vezes. O primeiro ato do filme me tocou muito, principalmente quando o personagem se viu aprisionado na escola, com medo de sair para não apanhar. Me senti diversas vezes assim quando os guris que me agrediam prometiam uma surra na saída da escola apenas por acharem que eu era gay. Era um misto de sensações, me sentia aprisionado, com um medo constante e sem ninguém para poder desabafar ou que pudesse ser uma referência.

    Qualquer tipo de agressão é péssima, porém o negro que sofre bullying chega em casa e tem seus pais como seus iguais e referências, que o entendem nessa questão. O gordo e o nerd também podem procurar seus pares ou amparo, mas o gay quando chega em casa não encontra um referencial, ele se esconde pela sociedade ditar que aquilo é errado, não tem coragem de falar para sua família, e assim, continua se sentindo numa prisão. Comigo foi assim, vivi como a sociedade esperava que eu vivesse, tive um relacionamento hétero de 7 anos e somente quando me separei, aos 23 anos, que tive forças para me assumir. Mesmo assim foi quase 1 ano para que eu tivesse a coragem de ter meu primeiro contato afetivo com um homem.

    Aquela casca que o personagem assume, interpreto como a mesma casca que eu tive que vestir para seguir o padrão do que esperavam de mim, é a maneira de fugir da bagagem de sofrimento e imposição. Quando a gente se liberta disso, é uma sensação de liberdade e de finalmente ser o que sempre devia ter sido. Eu imagino que depois da cena final, tenha sido isso que aconteceu com o personagem, que ele conseguiu sair daquela casca e que vai poder seguir sua vida livre.Eu segui em liberdade, casado e feliz com um relacionamento de 10 anos, com pais, irmãos e amigos que me aceitam como eu sou e que sentem orgulho do que sou hoje.

  • Guilherme Polonca

    Agradeço por mais este programa tão profundo e atencioso, que soube tratar o filme e os temas tratados por ele tão bem. É por essas e outras que, entra ano, sai ano, o Rapaduracast continua sendo um dos meus podcasts preferidos. O tempo passa, eu procuro evoluir meus pensamentos e vejo que a equipe também procura fazer o mesmo, fazendo com que a sinergia em relação a mim e o conteúdo que chega até mim seja tão boa e consonante. Até hoje lembro com carinho do programa sobre o Bruce Lee, que me fez evoluir e mudar muitos dos meus preceitos a respeito da vida e minha atitude em relação à minha realidade e cotidiano. Obrigado!

  • sabioiagui

    Como de praxe, todo ano um filme nota 7 ganha o Oscar,

  • Bruno Bonin

    Oscar muito justo
    O filme é perfeito tecnicamente….câmeras e tomadas totalmente diferente do que estamos acostumados….atuações do caralho….roteiro muito bom…..filme de uma perfeição que até um cara branco, hétero e com vida totalmente diferente do apresentado se sensibiliza….to nem ai pra temática….gosto de filme bom e diferente do ano passado esse filme mereceu muito os prêmios que honrou….

  • Adriano Marinho

    Vim aqui atendendo aos pedidos do elenco no final do podcast.
    Alias, que baita podcast hein? Sensivel como o tema pede. Parabens.

    Moonlight eh um filme lindo, tecnicamente perfeito, mas por causa do citado demonio da expectativa eu nao consegui curtir em sua plenitude (mesmo sendo gay e negro, vejam so). Explico: assisti Moonlight depois de um cansativo dia de trabalho e esperava q no terceiro ato houvesse um comeback e Chiron virasse uma diva segura de si depois de tanto bullying e sofrimento no filme, afinal EU estava procurando uma diversao e um final feliz apos meu longo dia de trabalho. Como n tem nada disso no filme, sai um pouco desapontado. Isso, porem, n eh demerito nenhum pro filme.

    Sobre o homossexualismo, infelizmente tudo aquilo representado no filme ainda acontece ate hoje. Minha experiencia n foi tao ruim como a do Chiron, n sofri bullying nem nada, mas isso nao quer dizer que eu nao me escondi ou que nao tive problemas em casa. Mas o bom da vida eh fica melhor depois, it gets better de verdade, sabe? Se eu pudesse voltar no tempo, gostaria de ter contado pra minha familia quando eu tinha 18 anos (tenho 29). Como isso n vai acontecer, dedico parte do meu tempo a ajudar jovens que passam pela mesma coisa aqui na universidade onde estudo/trabalho na Australia. Hoje mesmo ajudei um aluno que tava passando por problemas relativos a homofobia e rolou toda uma conversa sobre como ele (e os amigos) n estao sos no mundo e como a universidade tem pessoas capacitadas a ajudar e empoderar quem ta sofrendo.

  • Gustavo

    Junto me ao coro para dizer parabens pelo belissimo Podcast. Os depoimentos, as analises tecnicas das cameras, fotografias e luzes, da discussao sobre os temas que o filme levanta. Tudo contribuiu para um episodio incrivel, emocionante, informativo e extremamente honesto.

    Assisti o filme ano passado no exterior, quando ele extreiou em Novembro, na epoca nem tao badalado pelo Oscar como agora. O filme nao saiu aqui de cartaz desde entao (algo parecido com o “Relatos Selvagens” que ate hoje esta em exibicao em alguns cinemas de rua de Sao Paulo).
    Saiu do filme extremamente impactado e emocionado, por motivos muito parecidos com os ja citados.
    Porem, nunca imaginei que o filme chegaria tao longe, justamente pela sua linguagem sutil, com mensagens muitas vezes subentendida e poucas vezes ditas, expressas somente por olhares, pela propria camera ou ate mesmo pelos cortes. O fim tambem duro e aberto tornava-o ainda menos comercial.

    O premio permiti-o se espalhar por muitas outras salas, onde antes ele jamais seria exibido.
    Mesmo entendendo que o modo hermetico do filme de contar a historia sera estranho para alguns, fico muito feliz que elas possam assisti-lo e serem expostos a essa grande obra. Sei que muitos aprenderam terao empatia pelo incrivel personagem Little-Chiron-Black e muitos tambem aprenderao a aprenciar cinema por valores diferentes.

  • Ricardo

    Moonlight ter ganho o oscar não é “filme minoria..é preto.. mimim” .. é um bom filme, eu ainda prefiro o La La land .. mas ok .. agora aquele “hidden figures” .. que filme lixo, estupido, mal feito .. a história real deve ter sido algo ótimo .. mas o filme é nojento … uma vergonha até para as mulheres reais que participaram dos eventos, que provavelmente não chegam nem perto daquela patético roteiro e direção… patética essa indicação..

  • Grazi Kazuma

    Só vim dizer que ouvindo o depoimento do ouvinte no podcast caiu um cisco no meu olho aqui.. acho que foi nos dois.

  • César

    Que podcast maravilhoso. Principalmente pela inserção do depoimento do ouvinte.

  • Guilherme Peretti

    (o disqus.com excluiu minha postagem classificando como spam, vou tentar postar novamente)

    PH pediu e estou aqui para dizer como o filme mexeu comigo. Sou gay e sofri muito bullying na escola, eu era alvo de chacotas, piadas, ofensas e apanhei diversas vezes. O primeiro ato do filme me tocou muito, principalmente quando o personagem se viu aprisionado na escola, com medo de sair para não apanhar. Me senti diversas vezes assim quando os meninos prometiam uma surra na saída da escola apenas por acharem que eu era gay. Era um misto de sensações, me sentia aprisionado, com um medo constante e sem ninguém para poder desabafar ou que pudesse ser uma referência.

    Qualquer tipo de agressão e preconceitos são péssimos, porém o jovem negro que sofre bullying chega em casa e tem seus pais como seus iguais e referências, que o entendem nessa questão. O gordo e o nerd também podem procurar seus pares ou amparo, mas o gay quando chega em casa não encontra um referencial, a sociedade dita que aquilo é errado e ele se esconde, não tem coragem de falar para sua família, e assim, continua se sentindo numa prisão. Comigo foi assim, vivi como a sociedade esperava que eu vivesse, tive um relacionamento hétero de 7 anos e somente quando me separei, aos 23 anos, que tive forças para me assumir. Mesmo assim foi quase 1 ano para que eu ter meu primeiro contato afetivo com um homem.

    Aquela casca que o personagem assume, interpreto como a mesma casca que eu tive que vestir para seguir o padrão do que esperavam de mim, é a maneira de fugir da bagagem de sofrimento e imposição. Quando a gente se liberta disso, é uma sensação de liberdade e de finalmente ser o que sempre devia ter sido. Eu imagino que depois da cena final, tenha sido isso que aconteceu com o personagem, que ele conseguiu sair daquele disfarce e que vai poder seguir sua vida livre.

    Eu sigo em liberdade, casado e feliz com um relacionamento de 10 anos, com pais, irmãos e amigos que me aceitam, respeitam e sentem orgulho do que sou hoje.

    • marcus

      parabens pela atitude, gostaria de ser assim também!

  • Jax Teller

    O Bruno tem que participar mais vezes, ele sempre traz um ponto de vista técnico que enriquece o podcast. Muito bom o filme, e apesar de não eu não achá-lo o melhor do ano, fiquei contente com a vitória.

    A24 é uma produtora/distribuidora nova que vem se estabelecendo como uma das melhores, trazendo conteúdo indie de qualidade e fazendo sucesso de bilheteria e critica. E um filme que custou 1,5 mi de dólares vender um Oscar é otimo para o cinema independente/de baixo orçamento.

  • Raphael Brito

    Eu adoro os casts mais divertidos e escapistas, como os de verão e praticamente todos do 99vidas, mas os meus favoritos são justamente esses, que são transformadores e é impossível sair do mesmo jeito do começo. Parabéns aos 3 pela análise e embora Moonlight não seja o meu filme favorito do Oscar (gostei mais de La La Land) foi importantíssima a vitória dele e jamais injusta. Um forte abraço!

  • Julli Cavalcanti

    Assisti ao filme numa grande expectativa, por causa da premiação e do próprio Rapadura que falou um pouco dele em outros casts, mas confesso que achei um bom filme. Só.

    O primeiro e segundo ato achei melhor que o terceiro por ser mais impactante pra mim.

    A atuação espetacular dos atores e uma fotografia, que é o que mais fico atento nos filmes, achei excepcional.

    Só que depois que ouvi o podcast 496 e ouvi vocês falando do roteiro, técnicas, percepções que antes não tinha prestado tanta atenção por não ter essa visão aguçada de cinema, percebi que preciso assistir de novo! Hehe…

    Sou hetero, não sofri tanto bullying quanto o Chiron, mas por ser Nordestino e ter morado no Centro-oeste do país, passei por alguns desconfortos, principalmente por causa do meu sotaque.

    O filme deixou de ser bom para se tornar ótimo, apenas porque ouvi vocês falando e explicando um pouco mais sobre o capricho da equipe que o produziu. A visão do protagonista foi aguçada junto com a do roteirista e direção.

    Agora sinto necessidade de assistir junto com quem indicar para poder transmitir um pouco do que aprendi para que meus amigos não tenha a mesma impressão inicial e errada que tive do filme.

    Parabéns por vocês compartilharem essa experiência e estudo.
    Ouço o Rapadura a mais de 5 anos e é um dos poucos que tenho assinatura.

    Abraços e obrigado.

  • Raul

    Filmaaaaaço! Ainda acho La La Land melhor mas concordo com vocês que os dois tem seu espaço e são ambos dois filmaços. So um detalhe: foi só eu que fiquei com a noia de que Juan é pai de Chiron? Pareceu-me que a mãe dele na cena de discussão com Juan no carro deixa isso transparecer…

  • Diogo Maia

    Confesso que o filme me surpreendeu. Achei que tinha ganhado o Oscar apenas pela temática, mas é uma obra de arte maravilhosa. A história é simples, mas é muito bem dirigida, editada e fotografada. Não é melhor que La La Land, mas é o melhor filme a ganhar o principal Oscar desde No Country For Old Men, fácil, fácil.

  • Caio Lucas

    O podcast é espetacular ! Em um primeiro momento escutei o podcast do lalaland,tive a impressão naquele momento que devido aos elogios ia ser difícil outro filme tirar o Oscar dele e após a premiação fiquei mto curioso com esse podcast, confesso que num primeiro momento não soube valorizar a complexidade de moonlight , mas após escutar o podcast percebi o quão rico é o filme ,segundo Bruno Costa(exelente participação ) “- Uma riqueza de linguagem” .Gostaria de agradecê-los a equipe do rapaduracast pra nos proporcionar um olhar técnico ,digerido e informal , que nos permite valorizar a complexidade do dito e do não dito em obras cinematográficas ! Obrigado !

    • Bruno Costa

      Valeu Caio!

  • hayhabusa

    Eu compreendo que o filme tenha uma mensagem extremamente rica, apesar de eu ser branco, hetero, e viver em Portugal, onde muito sinceramente raramente vi bullying, ou mesmo racismo para com negros, apesar disso, eu acho que sim a mensagem de moonligh seja extremamente necessária e importante para a sociedade.
    Sim, é um óptimo filme, sim é uma direcção muito bem feita, um argumento e roteiro bem feitos, porem … merecedor de Oscar?
    Nos últimos anos, os vencedores de melhor filme nos Oscars, têm sido filmes com mensagens impactantes, o que eu acho sim importante e de valor, afinal muita gente ira assistir moonlight apenas porque ganhou a premiação, e talvez uma boa parte dessas pessoas vejam a comunidade LGBT de outra forma, e isso é muito bom para todos como sociedade.
    Porém… os Oscars não deveriam celebrar o cinema? As boas actuações, as boas direções, os bons roteiros? Os bons filmes?
    Teve outros filmes que mereciam muito mais a estatueta por muito mais que uma “mensagem importante”. E não digo apenas sobre moonlight, por exemplo Spotlight, do ano passado foi o mesmo, com a mensagem sobre abusos a menores por parte de padres.
    Na minha opinião uma boa mensagem não faz um bom filme.

    • Codi

      Respeito sua opinião, cara, de verdade. Mas respondendo à sua pergunta, “os Oscars não deveriam celebrar o cinema? As boas actuações, as boas direções, os bons roteiros? Os bons filmes?” Sim. E isso é o que Moonlight o é. É um show de técnica e que goza de um domínio de linguagem cinematográfica e sensibilidade artística, como os meninos tão bem exploraram no cast. Não acredita nessa parte tecnica? CEm quase unanimidade é o que todos os entendedores de cinema estão dizendo. Já no que diz respeito à identificação e opinião pessoal, a isso realmente eu não vou poder argumentar. Não gostou, tudo bem. Cinema é poesia, e tem poesia que além da métrica, gramática e vocabulário fala a uns e não fala a outros. 🙂

  • nerd natal

    Só vim aqui para dizer duas coisas: EXCELENTE FILME E EXCELENTE PODCAST!
    O filme foi bom quando assisti, e depois de ouvir o cast se tornou excelente. Obrigado por nos acrescentar muito, nos fazer entender mais, nos abrir a mente… Obrigado galera do rapaduracast!

  • PauloAlbq

    Boa Noite!

    Li os comentários do pessoal e tive exatamente a mesma experiência: antes de ouvir o cast, minha impressão era de ter visto um bom filme. Após ouvir o cast, tive a certeza de que presenciei uma obra de arte gigante! Vou elogiar o cast, e de tabela o filme, pode ser?
    Uma frase que girou a chave pra mim foi a seguinte: “Moonlight não é só um filme sobre um garoto negro, pobre e gay. É um filme sobre descobertas, sobre entender a sociedade em que se vive que nos julga por pequenas coisas e todas as suas consequências.” Lógico, se o filme tratasse apenas do “garoto negro, pobre e gay” já seria um filme incrível (gente, tô resumindo apenas pra ficar melhor de passar a ideia). Mas esse aprofundamento que envolve a mais singular das experiências humanas que é descobrir encheu o filme de alma, algo que todos sentimos e não me atreverei a verbalizar.
    Esse Rapadura foi perfeito, me mostrou toda essa narrativa que eu não tinha percebido, como por exemplo o papel da água no filme, o quanto a fotografia conversou conosco, a música “Hello Stranger” (que por um acaso estou ouvindo agora com uma emoção enorme no coração) servindo de ponte de ligação entre passado e futuro, ETC. O episódio mexeu comigo, foi incrível.
    Obrigado por “traduzirem” o filme pra mim, de coração. Minha vontade é de dar um abraço enorme em cada um de vocês.

    Continuarei ouvinte, continuarei amigo, com a sempiterna esperança de continuar ouvindo rapaduras lindo como esse!

    Obrigado meus amigos!
    Paulo Henrique

  • marcus

    O filme contou parte da historia da minha vida me encaixei como negro e homossexual e embora não tenha contato direto com as drogas, tive e tenho n colegas envolvidos com isso, me senti representado e me emocionei, porém achei o filme meio parado, aqueles cenas que ficam concentradas mais e mostrar a cara dos personagens não caem bem, mas isso não tira o mérito do filme. Aquela parte da escola quem nunca sofreu bullyng e quis reagir foi muito bem feita a cena tão de parabéns, também achei interessante a dualidade dos personagens que foi mostrada, o traficante é ruim para sociedade mas ele possui um lado bom ou seja sempre a dois lado ninguem é totalmente mal ou totalmente ruim. Valeu, foi um bom filme, mas não o melhor. Acredito que o filme ganhou o oscar mais por um favor da acadêmia devido ao ano passado do que por mérito próprio se não tivesse acontecido isso, o oscar iria para la la land.

  • Rafael

    o Cast é bom, mas seria um bom cast para ter a participação do Mau e do Juca

  • fcavalli

    A pergunta que não quer calar não é se o filme só ganhou o Oscar porque se trata de um negro gay, o filme merece o Oscar e pronto, agora, eu queria ver se fosse o mesmo filme com um branco gay, iria rolar ao menos uma indicação a melhor filme? reflitam.