O filme "Distrito 9", produzido por Peter Jackson ("O Senhor dos Anéis"), não é bem-vindo na Nigéria, em declaração oficial dada pela ministra da Informação e das Comunicações do país, Dora Akunyili. Segundo ela, o longa "ilustra os nigerianos como gangsters e canibais".
"O filme mostra mulheres nigerianas mantendo relações sexuais com não humanos. Também diz que os nigerianos se alimentam de carne humana e acreditam em rituais mágicos e no vodu", acrescentou Akunyili. A ministra pediu ainda que as salas de cinema deixem de exibir o filme, que estava sob os direitos de distribuição na Nigéria pela Silverbird Cinemas, a maior distribuidora do país.
Akunyili também requeriu desculpas formais da Sony e quer que eles cortem as partes em que os nigerianos apareçam como antagonistas, assim como o nome do personagem criminoso Obesendjo, que lembra o nome de um ex-presidente, Olusegun Obasanjo.
A notícia vem apenas alguns dias depois do governo do país se queixar de outro produto da Sony, um comercial veiculado na TV para promover o console Plastaytion 3. No vídeo, um ator diz: "Você não pode acreditar em tudo o que lê na internet. De outra forma, eu seria um nigeriano milionário agora".
A proibição do filme fez o interesse do público aumentar, fazendo com que aumentasse também a circulação e o download de cópias piratas. Em "Distrito 9", um grupo de alienígenas se refugia no continente africano, se escondendo em favelas de Johanesburgo, na África do Sul. A história seria uma alusão à violência xenófoba registrada nos últimos tempos no país. Apesar da produção de Jackson, a direção é assinada por Neil Blomkamp, que é sul-africano.


























