E o cerco econômico continua a apertar para a Weinstein Company. Segundo o site da Variety, a empresa teve que demitir 10 funcionários esta semana, como saí­da para diminuir gastos. A decisão é a primeira depois que a empresa contratou a Miller Buckfire & Co, empresa que deveria encontrar soluções para a crise que a Weinstein está enfrentando.

A empresa, fundada a 4 anos pelos irmãos Weinstein, após a venda da Miramax para os estúdios Disney, agora passa por sérios problemas financeiros, podendo inclusive decretar fechamento nos próximos anos caso não consiga encontrar produções que garantam retorno financeiro nas bilheterias.

Desde junho deste ano, a mídia norte-americana reproduz matérias sobre o qual a produtora vem sendo prejudicada no mercado depois da crise financeira que teve início nos EUA em setembro do ano passado.

O destino da Weinstein está nas mãos de três produções que eles lançariam este ano. Duas delas já estão no mercado. A primeira, continuação da franquia "Halloween" teve gasto de US$ 15 milhões e arrecadou até agora US$ 21 milhões. Mesmo com resultado baixo, a empresa já garantiu um terceiro filme para a franquia.

A segunda produção a chegar no mercado cinematográfico é "Bastardos Inglórios", que no Brasil só chega em outubro. O novo filme do Quentin Tarantino está há duas semanas em cartaz e pode ser considerado um dos salvadores da empresa. O filme, que custou US$ 70 milhões, já arrecadou em solo norte-americano cerca de US$ 83 milhões em duas semanas em cartaz e no mundo já chega à marca de US$ 62 milhões.

Agora falta saber se a terceira produção, "Nine", de Rob Marshall, que só deve estrear dia 25 de novembro, irá ajudar a manter as portas abertas da Weinstein Company ou se mais demissões estão a vista pelos próximos meses.