Esta semana, o Cinema com Rapadura traz aos leitores quatro novas críticas variadas para o acervo do portal. Na lista estão as produções "Minha Vida Sem Mim" (foto), da diretora Isabel Coixet ("A Vida Secreta das Palavras"), o vampiresco "Deixe Ela Entrar" e os nacionais "Budapeste" e "Feliz Natal". Confira mais detalhes dos filmes a seguir.

Em "Minha Vida Sem Mim", a jovem faxineira Ann tem uma vida financeira difícil, mas, apesar de tudo, é feliz. Ela mora com o marido e duas filhas num trailer no quintal da casa de sua mãe. O pouco que ela conseguiu construir com muito esforço cai por terra quando uma notícia terrível muda sua vida: ela tem câncer e a expectativa é que viva somente mais alguns meses. A surpresa é que em vez de contar pelo menos às pessoas próximas sobre o que está acontecendo, Ann esconde tudo. O segredo, no entanto, a atormenta e ela começa a fazer planos e uma lista de coisas que quer fazer antes de morrer. No meio de todos os acontecimentos, ainda prepara o terreno em sua casa para sua morte.

Crítica de "Minha Vida Sem Mim", por Debora Melo
O filme de terror sueco "Deixe Ela Entrar" mostra Oskar, um garoto ansioso e frágil de 12 anos, que é frequentemente provocado por seus colegas de classe mais fortes, mas nunca se defende. O desejo do menino solitário por um amigo se concretiza quando ele conhece Eli, uma garota da mesma idade, que se muda para a vizinhança com o pai. Séria e pálida, ela só sai de casa à noite e não parece ser afetada pelas baixas temperaturas. Coincidentemente, a cidade começa a ser assombrada por uma série de assassinatos e desaparecimentos inexplicáveis. Sangue parece ser o denominador comum a estes crimes, e para um garoto introvertido como Oskar, que é fascinado por histórias horripilantes, não leva muito tempo até ele perceber que Eli é uma vampira. Mas um romance não declarado surge entre eles, e ela lhe dá a coragem para lutar contra seus agressores.

Crítica de "Deixe Ela Entrar", por Thiago Siqueira
Baseado na obra de Chico Buarque, "Budapeste" mostra a vida de José Costa (Leonardo Medeiros), um ghost-writer, escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Na volta de um congresso, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história. Casado com Vanda (Giovanna Antonelli), uma famosa apresentadora de telejornais, Costa conhece Kriska (Gabriella Hámori) em Budapeste. Com ela aprende húngaro, que segundo dizem, "é a única língua que o diabo respeita". Durante as diversas idas e vindas entre o Rio de Janeiro e Budapeste, Costa se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara transformada em paixão por Kriska e suas raízes pessoais ancoradas no seu amor por Vanda.

Crítica (2) de "Budapeste", por Marcus Vinícius
Em "Feliz Natal", Caio tem quarenta anos e trabalha em um ferro-velho no interior. Naquele universo cercado de pedaços e peças enferrujadas ele tenta montar o quebra-cabeça da própria existência. Hoje ele tem uma companheira leal e uma ocupação constante, mas nem sempre foi assim. Em outros tempos ele vivia em alta velocidade e total irresponsabilidade. Por sorte saiu vivo, mas teve que se afastar da cidade, da família e dos amigos. Hoje, perto do natal e das festas de final de ano ele faz um balanço dos acontecimentos e decide voltar pra capital. Chegando lá encontra Theo, seu irmão, um homem enredado na teia corporativista e vivendo um casamento em crise. Miguel, seu pai, agora vive com uma moça de caráter duvidoso. Mércia, sua mãe, a mãe abandonada, a mãe de todos os males, se sustenta à base de coquetéis alcoólicos e psicotrópicos. Fabiana, sua cunhada, está perdida entre frustrações de um casamento naufragado. Os sobrinhos Bruno e Vitor crescem rapidamente e estão cada vez mais exigentes e seus amigos do peito, Neto e Alex, pararam no tempo gastando suas vidas em noitadas repletas de excessos.

Crítica de "Feliz Natal", por Thiago Siqueira