Em uma entrevista ao Bloody-Disgusting, o ícone do horror Clive Barker deu considerações sobre o remake do clássico “Hellraiser”. Começando pela escolha do diretor, Barker demonstrou satisfação em ter o personagem que criou nas mãos de Pascal Laugier.
Segundo o criador do Pinhead, ele e Laugier estão sempre em contato e, nessa semana, irá ler o tratamento que o novo diretor deu à história. “Depois disso, eu devo me encontrar com ele aqui em Los Angeles e então, eu acho, ele irá escrever o script. Eu gostei muito de ‘Martyrs’. Estou muito excitado com a idéia de ele fazer isto”, declarou.
Barker se mostrou um admirador de Laugier e uma pessoa modesta dizendo que “Pascal é um cineasta muito talentoso, obviamente muito mais talentoso que eu quando caminhei pela mesa de mixagem no primeiro ‘Hellraiser’ e não tinha realmente dirigido nada antes”. E completou: “Eu estou completamente aberto e pronto para ser surpreendido.” Quanto à participação na produção do remake, Barker disse que só confirma caso a filmagem ocorra em Los Angeles. “Se for filmado na Europa ou em qualquer outro lugar, eu não poderei afirmar nada sobre isso; então vejamos o que acontece”, declarou.
Já sobre a polêmica que o designer Gary J. Tunnicliffe causou quando exibiu na internet uma nova versão do Pinhead, que seria usada no o novo filme, Barker foi sincero e disse que não gostou. “Eu achei que foi provocativo. (…) Eu sinto que o design [original] do Pinhead funciona melhor porque é geométrico. É severamente esquematizado. Cada um dos quadrados tem o mesmo tamanho, todas as cicatrizes estão numa linha certa. Isso não foi o trabalho de alguém que foi com uma serra elétrica na cara de uma pessoa. Isso, creio eu, é o que faz a coisa ser assustadora – ritual de sacrifício. Não é uma carnificina crua e viciante”, contou o cineasta.
Pascal Laugier teve sua última obra, ”Martyrs”, exibida no festival de Cannes do ano passado. O filme mostra uma garota obcecada por vingança, 15 anos depois de um episódio em que fora mantida em cárcere privado e sofreu, por várias vezes, violência sexual. O longa é um terror extremo, com muito sangue e nudez.


























