A “cronologia interligada” fez grande sucesso junto aos fãs de quadrinhos nos recentes filmes da Marvel Studios, incitando a Warner Bros. a querer uma iniciativa parecida nos seus longas que adaptam os heróis da DC Comics para o cinema. No entanto, o diretor Christopher Nolan, responsável pela revitalização da franquia “Batman” nas telas, acha que essa idéia não combina muito com sua visão do Cavaleiro das Trevas.
Em entrevista ao blog sobre quadrinhos do L.A. Times, Nolan afirma que sua decisão na série fora colocar um mundo onde até a idéia de super-heróis não existe ainda, tendo ela sua origem, ao menos naquele universo, com a decisão de Bruce Wayne se tornar o Batman. A decisão do herói de se reinventar como um símbolo, uma idéia completamente original, não condiz com a pré-existência de heróis fantasiados em sua Gotham City.
Tal conceito defendido por Nolan afastou, inclusive, a versão da gênese do homem-morcego adotada pelo quadrinista (e atualmente cineasta) Frank Miller, na qual os pais de Bruce são assassinados na frente do jovem Wayne na saída de um cinema, onde o futuro Batman e seus progenitores tinham ido assistir a uma fita estrelada pelo herói mascarado Zorro.
Nolan diz que Superman e Batman, do seu ponto de vista, são partes de universos completamente distintos. No entanto, o cineasta afirma que a noção de colocá-los como parte de um mesmo contínuo já fora realizada com bastante sucesso nos quadrinhos, e que ele não nega essa abordagem, mas que não fora esta que ele adotou com “Batman Begins” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.


























