A diretora alemã Lexi Alexander ("Hooligans"), que comandou o novo filme do Justiceiro, o maior anti-herói da Marvel Comics, viu seu nome ligado a vários problemas durante a produção do filme, inclusive a uma briga com os produtores por conta da violência do filme, intitulado "O Justiceiro – Zona de Guerra". Em entrevista ao site italiano Comicus.it, ela falou sobre o longa e o ambiente de trabalho neste.
Alexander diz que soube do trabalho após seu agente lhe enviar a versão original do roteiro escrita por Nick Santora – não a versão revisada rejeitada pelo ator Thomas Jane, astro do filme anterior da franquia. Antes de se decidir ou não em assumir o filme, ela pesquisou os quadrinhos do Justiceiro publicados pela Marvel, para aprender sobre a essência do personagem, se apaixonando por Frank Castle.
A cineasta conta que Castle é um vigilante e pronto, só conhecendo dois lados na humanidade: bom ou mau. Não há zonas cinzentas para ele. Se você foi, é ou irá ser mau em algum momento, você morre. Simples assim. Foi esta filosofia do Justiceiro que a levou para a franquia e a diretora diz ter adorado contar sua história.
Sobre comparações com o longa de 2004 estrelado pelo personagem, Alexander afirma que de vez em quando representantes da Marvel lhe alertavam que ela estava um pouco próxima demais daquele filme, que não fora exatamente uma unanimidade junto aos fãs. A cineasta disse que queria realizar um filme na mesma linha dos quadrinhos, principalmente com o título da linha MAX escrito por Garth Ennis, tendo muito pouco em comum com a versão cinematográfica anterior do personagem.
De qualquer maneira, a alemã admite ter assistido ao filme de 2004, comandado por Jonathan Hensleigh, e que passou semanas navegando na internet, lendo sobre as reações dos fãs, sobre o que eles achavam que havia funcionado e o que haviam detestado naquele filme. Assim, esse reinício da franquia poderia evitar tais problemas. Principalmente, a questão era afastar o Justiceiro o máximo possível da Flórida – onde o longa anterior se passava – e trazê-lo de volta à selva de pedra nova-iorquina.
Perguntada se a sua experiência com artes marciais influiu no modo de direção do longa, Alexander diz que a maior vantagem que o filme ganhou com tal fato foi a participação de dois ex-campeões mundiais em modalidades marciais, Pat Johnson e Jean Frenette, que, apesar de serem profissionais no que fazem, se sentiram mais motivados tendo alguém que entende de lutas na direção.
Sobre a violência presente no filme, a cineasta conta que os personagens irão sofrer muito, não só fisicamente, mas psicologicamente. Nesse sentido, ela afirma que a grande benção do filme foi seu ator principal, Ray Stevenson ("Roma"), o terceiro homem a viver Frank Castle no cinema.
Segundo Alexander, Stevenson é um ator de verdade que fará com que o público sinta o personagem com toda a sua dor, toda a brutalidade de seu passado e perceber que é uma alma tentando ver uma luz em meio as suas próprias trevas. Segundo a diretora, Stevenson consegue expressar isso sem dizer uma palavra, e tais cenas são suas favoritas, mesmo após rever o filme centenas de vezes. Ela completa afirmando que quis manter o personagem o mais próximo possível do original, e que o ator a ajudou bastante neste sentido, tendo feito uma intensa pesquisa sobre Frank Castle nos quadrinhos, quase tão profunda quanto a dela.
Quanto aos vilões, o principal será o Retalho, vivido por Dominic West ("300"). A diretora afirma que ele não será um simples antagonista. O público poderá pensar que se trata de um homem sem consciência ou empatia, mas ele possui um intenso amor por seu irmão, Looney Bin Jim (Doug Hutchinson) que o tornará um personagem extremamente complexo. Segundo a cineasta, haverá muito humor na relação entre ele e o irmão, com os dois atores trabalhando de maneira bastante solta no set.
Quanto a uma possível seqüência, Alexander diz que é bastante improvável que ela retorne, mas que se isso acontecer, há uma história específica do personagem que ela acha que deveria ser adaptada e que os fãs adorariam ver nos cinemas.
Não tendo quaisquer ligações com os dois longas anteriores da franquia, o filme mostrará a guerra pessoal contra o crime organizado do vigilante Frank Castle, mais conhecido como o Justiceiro. Ele escolhe o chefão mafioso Billy Russoti como seu mais novo alvo.
Depois de ter seu rosto desfigurado de maneira horrenda por Castle, Russoti decide buscar vingança atendendo por um novo nome: Retalho. O vilão então recruta um formidável exército e, com o FBI incapaz de pegá-lo, cabe ao Justiceiro se defender e caçar de vez o bandido para que seus atos não fiquem sem punição.
O elenco da produção ainda conta com Dash Mihok ("O Dia Depois de Amanhã"), Colin Salmon ("007 – O Amanhã Nunca Morre") e Wayne Knight ("Space Jam – O Jogo do Século"), que viverá o assistente do Justiceiro, Microchip. “O Justiceiro – Zona de Guerra” chegará aos cinemas norte-americanos em 5 de dezembro.


























