O controverso "Tropa de Elite", do diretor carioca José Padilha ("Ônibus 174"), chegou nesta sexta-feira, 18, à cidade de Nova York, amparado por uma ótima cotação (nota 4,5 de 5) da crítica do The New York Times. O filme, que mostra o cotidiano de um capitão do Bope, a polícia especial do Rio de Janeiro, estreou oficialmente nos Estados Unidos em 25 de janeiro, mas em circuito limitado.
Derrotado por "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hambuger ("Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme"), na indicação do governo brasileiro para o Oscar de Filme Estrangeiro no ano passado, "Tropa de Elite" agora expande seu campo de atuação numa tentativa de ganhar visibilidade para disputar as demais categorias do prêmio da Academia de Artes e Ciências de Hollywood, em 2009.
Protagonizado por Wagner Moura ("A Máquina"), Caio Junqueira ("Central do Brasil") e André Ramiro, o longa foi visto por cerca de 2,5 milhões de pessoas no Brasil, sem contar os 12 milhões que, estima-se, assistiram ao famoso DVD pirata do filme. Maior bilheteria nacional de 2007, a produção teve sua grande chance de exposição internacional no Festival de Berlim, em fevereiro, de onde saiu vitorioso, apesar das críticas contrárias da imprensa estrangeira.
No exterior, o filme de Padilha é representado pela Harvey & Co., posse do produtor americano Harvey Weinstein. O empresário é o mesmo que conseguiu com que o aclamado "Cidade de Deus" (2003), de Fernando Meirelles ("O Jardineiro Fiel"), concorresse em quatro categorias do Oscar em 2004, depois de perder a corrida de Melhor Filme Estrangeiro no ano anterior.


























