A história envolvendo superação e sacrifício de um lutador de luta-livre em “The Wrestler”, filme dirigido pelo norte-americano Darren Aronofsky (“Fonte da Vida” – foto à esquerda), emocionou e garantiu o Leão de Ouro de melhor filme na 65ª Mostra de Cinema de Veneza.
Ovacionado pela platéia, Mickey Rourke (“Coração Satânico” – foto à direita), a estrela do longa, se surpreende com o prêmio e em seu discurso de agradecimento relembra o episódio em que Aronofsky fracassou com o filme "Fonte da Vida", que estreou no festival, em 2006. “Acho que ele não queria vir desta vez. Eu disse que ele tinha que vir", comenta o ator.
“Darren poderia fazer outros tipos de filme, poderia ganhar muito dinheiro, mas sou seu fã porque ele não tem medo de fracassar, de cair de bunda no chão. Agradeço ao júri por ter tomado a decisão certa", completa Rourke. Bastante elogiado pela crítica e pelos jornalistas, o enredo de “The Wrestler” gira em torno de um lutador que se recusa a aceitar a derrota para o tempo e vencendo os limites físicos e espirituais retorna aos ringues.
Confira abaixo a relação dos principais trabalhos premiados no festival:
- Leão de prata de melhor direção: Aleksei German Jr. por "Bumaznyj Soldat" ("Paper Soldier", título ocidental).
- Prêmio Especial do Júri: "Teza", do etíope Haile Gerima.
- Copa Volpi de melhor ator: Silvio Orlando por "Il Papà di Giovanna", do também italiano Pupi Avati.
- Copa Volpi de melhor atriz: a francesa Dominique Blanc, por "L''autre", de Patrick Mario Bernard e Pierre Trividic.
- Prêmio Marcello Mastroianni (ator/atriz revelação): a atriz americana Jennifer Lawrence, por "The Burning Plain", do mexicano Guillermo Arriaga.
- Prêmio Leão Especial pelo conjunto da obra: o cineasta alemão Werner Schroeter.
- Prêmio de melhor roteiro: Haile Gerima por "Teza".
- Prêmio de melhor fotografia: Alisher Khamidhodjaev e Maxim Dorzdov por "Bumaznyj Soldat".
- Leão do futuro (diretor estreante): Gianni Di Gregório, por "Pranzo di Ferragosto".


























