A nova comédia de Adam Sandler (“O Paizão”), “Zohan: O Agente Bom de Corte”, não foi aprovada para exibição nos países do Oriente Médio Egito, Líbano e Emirados Árabes Unidos. Sem maiores detalhes, os censores não indicaram passagem ou possível piada no filme que ridicularize a cultura de tais países, até porque a trama envolve diretamente Israel e Palestina.

Com estréia recente no Brasil, “Zohan: O Agente Bom de Corte” já superou os custos da produção. Em terreno norte-americano, o longa lucrou cerca de U$S 100 milhões, enquanto no resto do mundo está na casa dos U$S 30 milhões. No enredo, Sandler encarna um veterano espião israelita que, para fugir da guerra Israel-Palestina, simula sua própria morte. Livre de seus perseguidores, o agente se muda para os Estados Unidos, onde realiza seu maior sonho: se tornar cabeleireiro.

Segundo a Variety, material com uma grande quantidade de conteúdo sexual, mensagens políticas e religiosas não são aceitáveis na visão dos censores. Outra produção hollywoodiana que sofreu com a censura foi “O Segredo de Brokeback Montain” (2005), dirigida por Ang Lee (“Desejo e Perigo”). Nos Emirados Árabes Unidos, a exibição foi completamente vetada; no Líbano, a obra sofreu cortes; e na Turquia a produção foi classificada para maiores de 18 anos.

Dirigido por Dennis Dugan (“Eu os Declaro Marido e… Larry”) e roteirizado pelo trio Sandler, Judd Apatow e Robert Smigel, no elenco ainda temos John Turturro (“Transformers”), Emmanuelle Chriqui (“A Hora do Rango”) e Rob Schneider (“Um Gigolô por Acidente”). Confira a crítica no CCR.