Não faz muito tempo que começaram a surgir diversos informes sobre desavenças na pós-produção de "O Incrível Hulk", com o ator e roteirista Edward Norton ("Clube da Luta") não gostando nada dos rumos que o trabalho de edição do longa estava tomando.

A Marvel Films queria que o filme tivesse uma curta duração – portanto, mais sessões – e fosse o mais direto possível para a ação. Já Norton e o diretor Louis Leterrier ("Cão de Briga") queriam um corte que mostrasse mais os conflitos internos do personagem, portanto, um filme mais longo.

Ao contrário da maioria dos conflitos desta estirpe, que ficam restritos aos bastidores, este foi escancarado para todos. Na edição desta semana da revista Entertainment Weekly, a publicação tem como destaque uma extensa matéria sobre os bastidores do filme e a tal briga, envolvendo Norton, a Marvel Films, a Universal e o diretor Louis Leterrier.

A situação resume-se no seguinte: Norton não estava abrindo a boca para a imprensa para promover o seu novo trabalho, já que lhe foi prometido acesso e poder de decisão na pós-produção. Nisso, o público – leia-se, os fãs – já começou a ficar apreensivo com toda esta tensão, o que gera preocupação nos produtores, já que a franquia do gigante esmeralda não suporta mais um quase-sucesso (vide o "Hulk" dirigido por Ang Lee). Assim, Norton lançou uma nota à imprensa, aprovada pelo estúdio e pela Universal, que lê-se a seguir:

"Como tantas pessoas, eu amei a história do Hulk desde que era um garoto, então fiquei empolgado quando a Marvel me pediu para escrever e ajudar a produzir uma nova encarnação para as telas , bem como a interpretar Bruce Banner. Eu cresci lendo quadrinhos da Marvel e sempre amei a dimensão mítica e os temas contemporâneos em suas histórias, e estou orgulhoso do roteiro que escrevi.

Em todas as fases da produção, incluindo a edição, trabalhar com Louis Leterrier tem sido maravilhoso… Eu nunca tive um parceiro melhor, e a colaboração com todo o resto da equipe criativa tem sido ótima. Todos os bons filmes são forjados através da colaboração, e diferentes idéias entre pessoas que são todas comprometidas e respeitam a validade das idéias alheias são o coração da feitura de filmes.

Infelizmente, nosso processo saudável, que deveria ser um assunto particular, fora mal-interpretado publicamente como uma 'disputa', algo feito por pessoas procurando uma boa história, e foi distorcido a um ponto que arrisca distrair o foco do filme em si, algo que a Marvel, a Universal e eu nos recusamos a deixar acontecer.

Sempre foi minha firme opinião que filmes deveriam falar por si próprios e saber demais sobre eles diminui a mágica de assisti-los. Todos nós acreditamos que 'O Incrível Hulk' irá animar antigos fãs e criar novos e ser um grande sucesso… Nosso enfoque sempre foi entregar o Hulk que as pessoas vêm esperando e manter forte a relação afetuosa que o mundo tem com o grandalhão verde".

Se o tal conflito nos bastidores fora exagerado ou não, talvez jamais saberemos com certeza. No entanto, veremos se o produto final agradará ou não aos fãs no dia 13 de junho, quando "O Incrível Hulk" chegará às telas de cinema do mundo.

O filme mostrará o Dr. Bruce Banner vivendo na clandestinidade, longe de sua amada Betty Ross (Liv Tyler, de "Beleza Roubada") e caçado pelo exército americano, liderado pelo pai de Betty, o General Ross (William Hurt, de "Ponto de Vista").

O amaldiçoado cientista terá ainda de enfrentar seu novo adversário, Emil Blonsky (Tim Roth, de "Pulp Fiction – Tempo de Violência", conhecido como Abominável, cuja força destrutiva excede até a do próprio seu monstruoso alter-ego, o Hulk.

No elenco ainda estão Ty Burrell ("A Pele") vivendo o psicólogo Dr. Samson, Tim Blake Nelson ("Minority Report – A Nova Lei") como o Dr. Samuel "O Líder" Sterns e Christina Cabot ("Clube da Luta") interpretando a Major Sparr, segunda em comando do Gen. Ross.