O filme “Rambo IV”, possivelmente o último sobre o ex-boina verde americano, chega aos cinemas e promete ressuscitar o espírito criado em 1982, um filme de ação capaz de basear referências futuras.

Baseado no livro “First Blood”, de David Morrell, “Rambo” se tornou um clássico do cinema de ação. Não é de se surpreender, afinal, na época, Sylvester Stallone era um grande astro e o longa-metragem é consistente e interessante. “Rambo” carrega um julgamento que não merece. O primeiro filme da franquia é memorável. O problema está nas diversas seqüências realizadas, dando ao personagem memorável uma carga de “trash”.

John Rambo, nascido no estado americano do Texas, foi treinado para matar. Nas mãos de Samuel Trautman, o soldado se tornou parte do grupo de elite “boinas verdes”, um grupo determinado a vencer a guerra do Vietnã e, no caminho, matar qualquer um que pudesse atrapalhar sua missão. Em “Rambo”, de 1982, o personagem, na pele de um monossilábico Stallone, procura por seus colegas de tropa, apenas para descobrir que ele é o único sobrevivente.

Depressivo e autodestrutivo, Rambo encontra um xerife incapaz de compreender sua situação. O jovem herói é expulso da cidade e ofendido pela polícia. As picuinhas são suficientes para provocarem uma guerra. Sozinho, Rambo enfrenta toda a guarda policial local, sempre com o inferno pelo qual passou em mente.

“Rambo IV” se aproveita do ícone criado por Ted Kotcheff (“The Shooter – O Desafio Final”) no primeiro longa-metragem. Dessa vez é Stallone quem assume a cadeira de direção. Rambo agora vive nas selvas da Tailândia, fronteira com a Birmânia, onde uma guerra entre militares e a tribo Karen acontece há alguns anos. Dono de um barco e conhecedor da área, ele é contratado para levar missionários cristãos aos locais mais necessitados de ajuda.

A paz em que o ex-soldado se exilou é rompida sem maiores dificuldades quando um pastor pede ajuda a Rambo para que resgate os missionários, capturados pelos militares e torturadores da Birmânia. Não é difícil prever grandes explosões e muitas mortes. Apesar do caráter violento do próprio personagem, em “Rambo I” não apareceram grandes mortes ou cenas muito pesadas. Rambo quer apenas fugir de seu passado e prefere evitar conflitos, mais do que abraçá-los.

Neste quarto episódio, muito sangue é esperado. Em uma publicação do jornal LA Times, que comparava os quatro filmes da franquia “Rambo” e que apontou o “Rambo IV” como detentor de “mais de três mortes por minuto”.

“Rambo IV” estreou nos Estados Unidos em segundo lugar de bilheteria durante o primeiro final de semana de exibição. O longa levou apenas três semanas para se destacar entre os mais assistidos, arrecadando, até agora, cerca de US$ 41,7 milhões.