O cineasta brasileiro José Padilha, depois de ter levado o Urso de Ouro do Festival de Berlim no sábado, 16, se defendeu durante a coletiva de imprensa. Ele afirmou, em resposta às criticas ao seu filme, que “Tropa de Elite” foi “mal interpretado”.

Eu queria explicar como o estado corrompe os policiais e os incita à violência”, contou acrescentando que “Creio que uma grande maioria de brasileiros compreende o fundo do filme”. O cineasta de 40 anos ainda enfatizou que "O que vemos acontece de verdade no Brasil. É triste, mas é um fato.”

No longa, o diretor mostra a brutalidade da polícia que combate o narcotráfico nas favelas do Rio de Janeiro. O filme coloca, assim, o espectador na realidade violenta das favelas brasileiras. Toda a historia é contada em um ritmo trepidante acompanhada de uma “trilha sonora ensurdecedora”, como chamou a Agência France Presse.

A revista Variety, especializada em cinema e considerada uma das melhores do mercado, caracterizou o filme de Padilha como sendo “Ultradireitista” ou até mesmo “fascista”, sendo considerado ainda um filme ambíguo. “Tropa de Elite” desagradou uma parte da crítica, que reprova as cenas de autoritarismo.