Exibido durante o Festival de Cinema de Berlim, o longa-metragem brasileiro "Tropa de Elite" dividiu a crítica alemã e chegou a ser chamado de fascista pela publicação Variety, que o acusou de promover uma "apologia à violência". Uma outra revista, no entanto, descreveu o filme como "bem executado, energético e assistível".
A película, que nem sequer recebeu aplausos ao final de sua apresentação para jornalistas, chocou o público internacional pelas cenas fortes e de extermínio. O trabalho de José Padilha foi comparado ao realizado pelo brasileiro Fernando Mereilles em "Cidade de Deus". Alguns disseram que Padilha havia feito um uso descarado das técnicas lançadas por Meirelles na bem-sucedida produção. Fato é que "Tropa de Elite" dividiu jornalistas, mas foi recebido com euforia pelo público alemão após sua exibição aberta.
Críticas à parte, "Tropa de Elite" foi um fenômeno nacional. O filme vazou na internet, despertou comentários antes mesmo de chegar às telas e rapidamente virou uma febre entre os camelôs brasileiros, um verdadeiro sucesso de vendas. Se algumas pessoas ficam indiferentes ao filme, outras já o aplaudem de pé.


























