"A recepção tem sido muito boa, a gente sente que o filme tem um apelo universal, que a história, de uma certa forma, toca as pessoas no mundo todo" foi o que o diretor Cao Hamburguer (“Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme") contou à Reuters sobre a satisfação que tem tido com o filme "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", segundo de sua carreira.

O longa foi escolhido por uma comissão do Ministério da Cultura para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro com mais oito produções da Áustria, Canadá, Israel, Itália, Cazaquistão, Polônia, Rússia e Sérvia. Dos nove, cinco foram escolhidos para disputar o prêmio na cerimônia mais importante do cinema dos Estados Unidos. O longa brasileiro ficou de fora de disputa.

"É muito difícil estar entre os cinco, e estar entre os nove já é uma grande vitória. Mas seria bom para o cinema brasileiro e da América Latina ter um representante no Oscar", conta Hamburguer.

"O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" custou 5,2 milhões de reais e já foi vendido para 30 países, tendo iniciado sua trajetória internacional no Festival de Berlim. A história se passa no bairro paulistano do Bom Retiro, em 1970, quando um menino de 12 anos aguarda a volta de seus pais, que fugiram da ditadura militar, enquanto assiste pela TV aos jogos da Copa do Mundo.

Ainda no final do ano, o diretor começa a rodar mais um projeto. “Xingu” é produzido por Fernando Meirelles (“Cidade dos Homens – O Filme”) e a produtora O2 e é sobre a fundação do parque indígena.