Essa semana quatro novas críticas entram em destaque na galeria de filmes variados no Cinema com Rapadura. Os dramas "A Vida Secreta das Palavras" (foto), "Amor Além da Vida" e o clássico "O Sétimo Selo" formam a lista.

Dirigido e roteirizado por Isabel Coixet ("Minha Vida Sem Mim"), "A Vida Secreta das Palavras" ganhou duas críticas de uma só vez. O drama conta a história de Hanna (Sarah Polley, de "Minha Vida Sem Mim"), uma mulher profundamente solitária, que passa seus dias indo do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Certo dia, ela é chamada à sala do chefe, que afirma nada ter a reclamar do trabalho dela ou de qualquer conduta dentro da empresa. Porém, segundo ele, o sindicato dos trabalhadores questiona o fato de que, em quatro anos, ela nunca faltou, ficou doente ou tirou férias; ainda por cima, seus colegas reclamam por ela não ser muito sociável. Obrigada a sair de férias, ela toma um rumo inesperado em sua vida. O longa foi extremamente elogiado e foi também exibido no respeitado Festival de Sundance.

Crítica (1) de "A Vida Secreta das Palavras", por Beatriz Diogo
Crítica (2) de "A Vida Secreta das Palavras", por Igor Vieira

Robin Williams é destaque no drama "Amor Além da Vida", que ganha a segunda opinião no CCR. O ator vive Chris Nielsen, casado com Annie (Annabella Sciorra) e que mantém uma família feliz com os filhos. Até que os jovens morrem em um acidente e o casal é bastante afetado, principalmente Annie. No entanto, eles superam a morte dos filhos e conseguem levar suas vidas adiante, mas quatro anos depois é a vez de Chris morrer em um acidente e ser mandado para o Paraíso. Enquanto tenta entender o Paraíso, onde tudo pode acontecer, bastando que apenas deseje realmente, Chris fica sabendo que Annie, dominada pela dor, comete suicídio. Assim, ele nunca poderá encontrá-la, pois os suicidas são mandados para outro lugar. Mesmo assim decide tentar achá-la, apesar de ser avisado que mesmo que a encontre, ela nunca o reconhecerá.

Crítica (2) de "Amor Além da Vida", por Igor Vieira

O clássico de Ingmar Bergman, "O Sétimo Selo" mostra um cavaleiro (Max Von Sydow) que retorna das Cruzadas após dez anos e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e, enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com ela ou não. O longa ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes e se tornou um dos mais conhecidos de Bergman.

Crítica de "O Sétimo Selo", por Paulo Flausino
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