O antigo vice-presidente americano Al Gore foi premiado com o Nobel da Paz por sua luta em favor do meio ambiente e contra o aquecimento global. “Uma Verdade Inconveniente”, documentário vencedor do Oscar de 2007, foi uma das armas mais poderosas usadas pelo político para alertar ao mundo sobre a situação mundial. O comitê do Nobel avaliou 181 candidaturas, mas optou por Gore por ser ele o que mais trabalhou para a divulgação de informações sobre as mudanças climáticas.

Segundo a instituição, as conseqüências do aquecimento global podem causar guerras, forçar migrações e afetar a vida de milhões em todo o mundo. O documentário, uma campanha de Gore sobre o meio ambiente, foi a maior obra de divulgação do político, que vem lutando para se fazer ouvir desde o início de sua carreira. Foi após sua derrota para o presidente atual dos Estados Unidos, George W. Bush, em 2000, que a dedicação às questões ambientais se tornou mais intensa.

Muito embora o livro “A Terra em Balanço”, no qual Gore faz um apelo pelo esforço mundial em defesa do meio ambiente, tenha sido lançado em 1992, foi somente em 2006, quando seu filme foi lançado, que o mundo inteiro conheceu as intenções do americano de 59 anos.

O reconhecimento da qualidade do filme durante o Oscar 2007 destacou ainda mais a importância do assunto aquecimento global. O Nobel coloca mais uma vez o meio ambiente em pauta e intensifica a discussão sobre as decisões políticas que podem afetar ainda mais o futuro do planeta.

Al Gore foi a segunda pessoa na história a ganhar um Nobel e um Oscar. O escritor George Bernard Shaw foi o primeiro, quando recebeu, em 1925, o prêmio Nobel de Literatura e, em 1938, o Oscar de roteiro por “Pigmaleão”. Gore, entretanto, foi o único até agora, a receber ambos no mesmo ano.

Apesar da grande popularidade e do número de eleitores que gostariam de ver o ex-vice no comando da Casa Branca, Gore declarou que não pretende se candidatar à presidência em 2008. Outra produção cinematográfica também não está nos planos do político.