A juíza da 1ª Vara Cível do Rio Flávia de Almeida Viveiros de Castro negou o pedido de policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope) contra a exibição do longa-metragem “Tropa de Elite”. O filme tem estréia marcada para o dia 12 de outubro e os oficiais que assistiram à fita através de uma cópia pirata alegaram que o conteúdo prejudica o Bope.
Ao contrário do que circulou na imprensa, o Bope não estaria preocupado como a divulgação de estratégia de ação, mas com a reputação de seus membros. Segundo os requerentes do processo, o novo trabalho do diretor José Padilha (“Ônibus 174”) os representa como “uma horda de assassinos e torturadores”, além de reclamar que alguns personagens, apesar da mudança de nomes, são identificáveis.
A juíza decidiu pelo não ao veto após assistir também a uma cópia pirata, cada vez mais comum nos camelódromos do Rio de Janeiro. Para ela, “as críticas feitas são ao sistema. E não há conceito mais aberto, mais indeterminado do que este”. “A narrativa do filme demonstra que ninguém é inocente nas largas avenidas ou nas vielas e becos da cidade do Rio de Janeiro. Vive-se em estado de guerra, de violência extrema e de corrupção, mas também de determinação, garra e coragem”, completou.
“Tropa de Elite” é baseado no livro “Elite da Tropa” e foi selecionado para abrir o Festival do Rio no próximo dia 20 de setembro. No elenco estão Wagner Moura (“Saneamento Básico – O Filme”), Caio Junqueira (“Central do Brasil”) e André Ramiro. O roteiro foi escrito por Bráulio Mantovani em colaboração com o diretor José Padilha e Rodrigo Pimentel.


























