"Vira-Lata", versão cinematográfica de uma série televisiva de animação dos anos 60 e 70, promete transformar cães anônimos e até sem donos em legítimos astros de cinema. Como manda a tradição em Hollywood, onde pessoas se tornam estrelas da noite para o dia, tanto o diretor Frederik Du Chau quanto o treinador de animais Boone Narr foram às ruas em busca do elenco de quatro patas dessa produção da Walt Disney Pictures – com estréia agendada para 7 de setembro nas telas nacionais. Eles procuraram seus astros (são mais de 25 animais) em canis, sociedades dos animais e parques.
"Assim como as pessoas, não é qualquer animal que pode fazer cinema. Algumas pessoas são naturais diante das câmeras, enquanto outras devem ficar atrás delas", disse Narr. "É um trabalho difícil, mas nossos astros adoram fazê-lo. Algo especial acontece quando ligamos a câmera", completou.
Como a raça do protagonista nunca foi mencionada no desenho, a equipe pesquisou mais de 20, escolhendo no final o raça Beagle para o papel-título. "Contatei vários criadores de Beagles e sociedades que recolhem cachorros das ruas. Foi assim que vi uma foto de Leo", lembrou Narr. Leo era um cão abandonado recém-resgatado em Orange County, na Califórnia. Apesar de o animal estar acima do peso, o treinador decidiu trabalhar com o Beagle, por conta de sua personalidade arrojada, o que fez dele um perfeito super-herói na pele de Vira-Lata.
O protagonista é um simpático cachorro que, após um acidente no laboratório de um cientista maluco, ganha superpoderes, além da habilidade de falar. Com a ajuda de seu dono, Vira-Lata veste um uniforme (parecido com o do Super-Homem) e passa a fazer a justiça com as próprias patas.


























