Com a chegada de "O Ultimato Bourne" nos cinemas nesta semana, o Cinema Com Rapadura está liberando as críticas sobre os filmes anteriores da série, bem como a da explosiva terceira parte da saga de Jason Bourne na sétima arte.

Em 2002, "A Identidade Bourne" estreou sem muito alarde. Baseado no livro homônimo do escritor Robert Ludlum (que já havia ganhado uma versão em telefilme nos anos 1980) e contando com um orçamento relativamente pequeno, custando "apenas" sessenta milhões de dólares, o filme sobre o desmemoriado agente secreto vivido por Matt Damon agradou ao público, graças a sua abordagem mais realista daqueles que trabalham na central. O agrado foi tanto que arrecadou, apenas no território estadunidense, o dobro desse valor, tendo uma bilheteria mundial de 214 milhões de dólares. Jason Bourne (Matt Damon, de "Gênio Indomável") é um homem sem memória que é encontrado quase morto no Mar Mediterrâneo por um navio pesqueiro. Salvo pela tripulação, mas sofrendo de amnésia, ele passa então a tentar descobrir quem é ele, sabendo apenas seu nome e que um microfilme foi implantado cirurgicamente em sua perna sem que ele saiba o porquê. Munido de diversas habilidades em autodefesa e luta, sabendo falar várias línguas e em meio à sua busca para desvendar seu passado, Bourne passa a ser perseguido por estranhos que desejam vê-lo morto. O elenco ainda conta com Franka Potente ("Corra Lola, Corra"), Chris Cooper ("Adaptação"), Clive Owen ("Filhos da Esperança"), Julia Stiles ("A Profecia") e Brian Cox ("X-Men 2") e com direção de Doug Liman ("Vamos Nessa").

Crítica 1 de "A Identidade Bourne", por Raphael Santos
O sucesso animou os produtores a continuarem com as desventuras de Bourne no cinema. Em 2004, agora sob a batuta do inglês Paul Greengrass ("Domingo Sangrento"), Matt Damon volta ao papel-título em "A Supremacia Bourne", produção que custou 75 milhões de dólares à Universal e arrecadou ótimos 288 milhões mundialmente, só em bilheteria. Em Berlim, uma operação da CIA liderada pela escrupulosa Pamela Landy (Joan Allen, de "O Outro Lado da Raiva") que visava colher provas sobre corrupção dentro da agência é sabotada por um misterioso assassino russo. Ele incrimina o ex-operativo Jason Bourne, que está vivendo sem chamar a atenção na Índia, ao lado de sua amada Marie (Franka Potente). Jason se vê novamente caçado pela agência de inteligência americana, bem como pelo verdadeiro autor do atentado, fugindo por sua vida, tentando provar sua inocência e recuperar seu passado, que pode ser a chave para desvendar uma conspiração dentro da CIA. No elenco retornam, além de Damon e Potente, Julia Stiles e Brian Cox, sendo reforçados por Allen e Karl Urban ("O Senhor dos Anéis – As Duas Torres").

Crítica 1 de "A Supremacia Bourne", por Jurandir Filho
Crítica 2 de "A Supremacia Bourne", por Thiago Siqueira

No último capítulo desta trilogia protagonizada por Jason Bourne, ele finalmente se vê frente a frente com o seu passado e parte para acabar com aqueles que o tornaram uma máquina de matar. Se encaixando de maneira brilhante na cronologia da série, "O Ultimato Bourne" mostra Jason na busca de suas origens, tentando descobrir a verdade sobre o fim do programa de assassinatos do qual ele foi parte, Treadstone e sobre a operação que o sucedeu, Blackbriar. No caminho, Bourne terá de enfrentar novamente a perseguição da CIA, que o vê como um risco e uma ameaça, o que o coloca novamente em confronto com Pam Landy, além de estar na alça de mira do chefe da Operação Blackbriar, Noah Volsen, (David Strathairn, indicado ao Oscar por "Boa Noite e Boa Sorte"). O filme, novamente dirigido por Paul Greengrass e estrelado por Matt Damon, custou 110 milhões de dólares e vem fazendo grande sucesso de crítica e público nos EUA, tendo dobrado o seu valor de produção em apenas três semanas em cartaz.

Crítica 1 de "O Ultimato Bourne", por Thiago Siqueira