O ator Lázaro Ramos (“Saneamento Básico – O Filme” – foto) participou nesta quinta-feira, 16, como mediador de um debate sobre cultura e discriminação racial, promovido pelo Festival de Gramado. O debate também contou com a participação de Antonio Pitanga (“Zuzu Angel”) e Rocco Pitanga (“Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida”).
Lázaro é protagonista do longa-metragem “O Cobrador – In God We Trust”, que participa da mostra competitiva em Gramado. O filme é uma co-produção entre Brasil, México, Espanha, Argentina e Reino Unido, e foi dirigido por Paul Leduc.
O baiano de 28 anos discursou sobre o papel dos atores negros na produção audiovisual brasileira. “Existe um lado comercial e criativo do negro, que é um mercado em crescimento; acabar com a discriminação não será um favor que o Brasil faz a nós, o país precisa desses talentos”, afirmou o ator.
“Cada negro tem orgulho de contar a sua história. Estes encontros são necessários para termos um país mais avançado, com mais igualdade”, disse o ator que apóia entidades e financia ações que defendem o espaço do negro na sociedade, como, por exemplo, o projeto pré-vestibular Steve Biko, em Salvador, para estudantes negros de baixa renda. O ator também defendeu no debate as cotas para afro-descendentes nas universidades.
Lázaro Ramos alcançou o sucesso como protagonista do longa-metragem “Madame Satã”, de Karim Aïnouz, e conquistou fama depois de interpretar o personagem Foguinho na novela “Cobras & Lagartos” de 2006, da Rede Globo.


























