Apesar de algumas aguardadas produções não terem atendido às expectativas dos críticos, o período de verão americano que acabou de passar vai deixar muitos executivos de Hollywood satisfeitos.

Pela primeira vez na história, quatro filmes ultrapassaram a barreira dos US$ 300 milhões nas bilheterias durante esse período. Os maiores arrasa-quarteirões do meio do ano foram "Homem-Aranha 3" (US$ 336.4 milhões), "Shrek Terceiro" (US$321 milhões), "Piratas do Caribe: No Fim do Mundo" (US$307.6 milhões) e "Transformers" (US$ 303.7 milhões), de acordo com a Rentrak. Além desses, outras nove fitas ultrapassaram a marca dos US$ 100 milhões nos cinemas estadunidenses. Isso significa um aumento de 10% em relação ao verão do ano passado e de 6% em relação ao melhor desempenho anterior dos estúdios nesse período, que fora no exercício de 2004.

Fora da terra de George Bush, os negócios também vão muito bem para os estúdios hollywoodianos, com quatro películas alcançando um feito que somente outros 19 filmes já haviam conseguido: ultrapassar os 400 milhões de dólares em todo o mundo. As mais recentes empreitadas cinematográficas de Jack Sparrow, Harry Potter, Peter Parker e Shrek já deixaram para trás esta marca, podendo ser acompanhados em breve por uma estréia retardatária do verão, "Transformers", que se encontra atualmente com US$ 337 milhões. O Capitão Jack ficará especialmente orgulhoso, já que "No Fim do Mundo" é a fita com a quarta maior renda fora dos EUA em todos os tempos, com US$ 650 milhões acumulados. Quem pode chegar bastante perto é a quinta aventura do aluno mais conhecido da escola de magia de Hogwarts, já que "Harry Potter e a Ordem da Fênix" ainda continua em cartaz e deve passar a marca dos US$ 600 milhões arrecadados fora dos EUA em pouquíssimas semanas.

Não devemos esquecer, no entanto, que os filmes estão se tornando cada vez mais caros – "Homem-Aranha 3", por exemplo, custou 260 milhões, sem contar os gastos com marketing -, o que relativiza cada vez mais o que pode se chamar de "sucesso", já que obriga às grandes produções a arrecadarem cada vez mais dinheiro para se pagarem.