Sempre que o diretor Alejandro González Iñárritu pensa em um projeto grande, ele chama alguém de confiança para o roteiro e esse alguém é Guillermo Arriaga (foto – “Babel”, “Amores Brutos”, “21 Gramas”, todos de Iñarritu). Dessa vez, porém, a notícia não é de uma nova parceria entre os dois, mas do amor que Arriaga mantém para com os livros.
Nesta sexta-feira (6), na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), o escritor se declarou para os livros: “É o objeto perfeito, o produto mais sofisticado que a cultura já criou”. Os argumentos dele é que os livros “cabem no bolso” e que, ao contrário do que dizem há 50 anos, o livro não vai acabar, pois “o que está acontecendo é o contrário, com a internet, os jovens voltaram a escrever e a ler”.
Apesar de trabalhar muito com cinema, Arriaga disse que não escreve pensando nessa arte, mas em outra: a literatura. Ele se diz um “contador de histórias” e gosta de deixar para o leitor uma grande tarefa de reflexão. Não é à toa que seus roteiros nem sempre são narrativas lineares. “Você aprende a fazer um roteiro em meia hora, mas para ter uma boa história é outra coisa”. Ainda completou dizendo que, apesar de ter se formado em História, a formação de vida que ele almeja é a de ler e ler, sobretudo os grandes romancistas.
Como não poderia ser diferente, o roteirista não deixou de comentar sobre seus projetos no cinema. Não são poucos, para falar a verdade, pois Arriaga está mantendo um projeto na França, dois no México e dois nos Estados Unidos, além de tentar terminar um romance que já vem escrevendo há anos.


























