Tendo estréia nacional na última sexta-feira, o ogro verde mais adorado do mundo das animações traz em "Shrek Terceiro" mais uma aventura divertida ao lado dos carismáticos Burro, Gato de Botas e Princesa Fiona. Para os fãs da franquia, a trilogia mata a curiosidade em ver, depois de três anos, os personagens juntos novamente em mais uma missão.

Para conquistar tanto sucesso, "Shrek" chegou em 2001 contando a história de um ogro solitário que vê sua vida ser invadida por personagens de contos de fadas, após serem expulsos de seus lares pelo ambicioso Lorde Farquaad. Irritado, Shrek decide fazer um acordo com o Lorde para ter sua tranquilidade de volta, chegando a conclusão de que o único jeito de consertar tudo seria resgatando a Princesa Fiona de uma torre protegida por um dragão.

Acompanhado por um Burro falante, Shrek decide aceitar o desafio até o resgate da princesa, porém não imaginavam que suas aventuras não terminariam por aí. Juntos, os três dão lições relacionadas a aparência, determinação, coragem e amizade. "Shrek" foi uma sensação em todo o mundo, conquistando o Oscar de Melhor Filme de Animação, além de ter sido indicado também na categoria de Melhor Roteiro, categoria pela qual venceu o Bafta.

A maior conquista do primeiro longa da franquia foi ao concorrer à Palma de Ouro no Festival de Cannes, levando uma animação à competição, coisa que não acontecia desde 1974 quando "O Mundo Selvagem" esteve no festival.

Crítica de "Shrek", por Jurandir Filho
Três anos depois do sucesso do primeiro longa, a Dreamworks desenvolveu "Shrek 2" para o delírio dos fãs. Na trama, Shrek e Fiona têm sua vida de casal perturbada após um convite dos pais da Princesa a visitarem o Castelo de Tão Tão Distante. Mesmo temendo que seus pais estranhassem sua nova vida de ogra, Fiona acaba convencendo Shrek a fazer a viagem, ganhando a companhia também do Burro.

Neste meio tempo, os pais de Fiona descobrem que ela não se casou com um príncipe, e sim com um ogro. Na tentativa de impedir olhares maldosos, o Rei Harold contrata o Gato de Botas para se livrar do verdão, mas não tem sucesso. O Príncipe Encatado e sua mãe, a Fada Madrinha, acabam infernizando a vida dos pombinhos, que precisarão de muito estômago para provar que existe amor entre eles.

Ao contrário do que aconteceu com o primeiro filme, "Shrek 2" não venceu prêmios no Oscar, apesar de ter concorrido nas categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original para "Accidentally in Love", competindo nesta categoria também no Globo de Ouro.

Crítica de "Shrek 2", por Jurandir Filho
"Shrek Terceiro" chega aos cinemas após outros três anos e mostra-se bem mais maduro e mais detalhista em sua estética do que os longas anteriores. Sempre trazendo lições para as crianças e adultos, a trama ganhou um enredo mais preocupado em construir uma trama com mais maturidade. No terceiro filme, Shrek está em uma enrascada. Vivendo longe do seu tão amado pântano, o ogro é convocado pelo Rei Harold a assumir o trono de Tão Tão Distante, já que este beira a morte.

Sem se agradar com o convite, Shrek descobre que existe um outro herdeiro que pode cumprir as tarefas de rei e livrar sua pele. É aí que, junto ao Burro e ao Gato de Botas, parte em uma aventura em busca de Arthur, um adolescente que é constatemente motivo de piada na escola onde estuda. Junto a isso, o verdão ainda descobre que Fiona está grávida e começa a ter pesadelos com as futuras obrigações de pai. Na jornada, o trio conhece novos personagens, enquanto Fiona e as princesas são alvo da ira de Encantado, que deseja tomar o trono para si.

Uma das mais interessantes sacadas da franquia está justamente nas idéias distorcidas que os realizadores fazem sobre os personagens de contos de fada. Na terceira história, são vistos cerca de 23 rostos conhecidos, como os habituais Pinóquio, Três Porquinhos, Lobo Mau, além do novo grupo composto por Rapunzel, Bela Adormecida, Cinderela, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Capitão Gancho e Cavaleiro Sem Cabeça.

"Shrek Terceiro" contou com mais de 350 profissionais para a sua realização, dividindo-se em um trabalho intenso de construção de 82 ambientes, 37 seqüências e 1320 tomadas, além de 4500 trajes diferentes para as cenas de multidão do longa, comportando 2500 destes. Na versão brasileira, a voz de Shrek era dublada pelo comediante Bussunda, que morreu em maio deste ano. No seu lugar, foi contratado Mauro Ramos, que era um dos mais cotados para dublar o personagem desde o primeiro filme.

Como o CCR não dorme no ponto, chegamos com três críticas quentinhas sobre o terceiro filme e já estamos aguardando as novidades para as próximas aventuras de Shrek e seus amigos!

Crítica (1) de "Shrek Terceiro", por Thiago Siqueira
Crítica (2) de "Shrek Terceiro", por Ícaro Ripari
Crítica (3) de "Shrek Terceiro", por Lais Cattassini