"Persépolis", longa-metragem da diretora francesa Marjane Satrapi (foto), premiado ao lado do mexicano Carlos Raygadas, diretor "Stellet Licht", foi acusado por "islamofobia" pelo Irã. O assessor cultural da presidência iraniana, Mehdi Kalhor, anunciou nesta segunda-feira que "a islamofobia na dramatização ocidental tem suas raízes na França, e a produção e promoção do filme antiiraniano 'Persépolis' em Cannes perpetuam esta tradição de islamofobia".
Para o assessor, subordinado ao presidente Mahmud Ahmadinejad, a animação revela-se como "uma sabotagem da cultura iraniana" e lamenta afirmando que não será a última vez a tocar no assunto.
"Persépolis" traz a infância e a adolescência da cineasta Marjane Satrapi no Irã da Revolução Islâmica de 1979, e suas posteriores desilusões, principalmente relacionadas com o deus Alá. As vozes de Satrapi e sua mãe no longa são feitas por Catherine Deneuve e Chiara Mastroiani, também mãe e filha na vida real.
O Irã foi contra a inclusão da obra na seleção oficial do 60º Festival de Cannes. A princípio, ninguém acreditava muito que "Persépolis" pudesse ganhar espaço, mas, como só termina quando acaba, muitos ficaram surpresos quando o júri do Festival anunciou no final da cerimônia os grandes vencedores da categoria.


























