Os filmes da Pixar costumam apresentar inovações tecnológicas e de animação a cada novo filme. Foi assim com a grossa camada de pelos que cobria o corpo de Sulley, personagem do filme “Monstros S.A.”, foi assim com a criação do mundo marinho e da transparência dos peixes em “Procurando Nemo” e será assim também com as comidas e ingredientes vastamente mostrados em “Ratatouille”, novo filme dos estúdios.
A história de Remy, um rato que sonha em se tornar um grande chef da cozinha parisiense, é focada, claro em todos os aspectos e detalhes que formam uma cozinha de restaurante. Remy, ajudando o pobre Linguini, um jovem sem muito talento para as receitas, mas com grande necessidade de sucesso, lida com ingredientes e pratos que precisam estar mais do que saborosos na tela. É sobre a dificuldade em representar comida através de animação feita por computação gráfica que se trata o mais novo podcast do filme.
No vídeo, que você pode assistir aqui, o diretor Brad Bird (“Os Incríveis”) e sua equipe de animadores comentam sobre como foi criar o aspecto delicioso que poderemos ver nos cinemas a partir de julho desse ano.
O trailer e o próprio podcast não deixam dúvidas de que a equipe alcançou o sucesso. A observação é o maior trunfo dos animadores. John Lasseter, diretor de “Carros”, “Toy Story”, chefão da Pixar e agora diretor criativo dos estúdios Disney, disse com propriedade em um dos especiais que carregam o DVD de “Procurando Nemo” que, para se fazer um filme sobre peixes que moram em um recife o melhor é mergulhar. O mesmo acontece com “Ratatouille”. Para criar um filme sobre a arte de construir um prato saboroso, o melhor mesmo é entrar na cozinha e aprender a cozinhar, observar todos os detalhes e truques de um bom cozinheiro.
Remy estará bem equipado de imagens que farão os espectadores babarem e avançarem na pipoca, exatamente como deseja Harley Jessup, responsável pela produção do design. A cada filme a Pixar inova e cresce, com “Ratatouille” dificilmente será diferente.


























