O que mais se escuta falar sobre "doença" que atinge, digamos, a classe famosa da sociedade diz respeito ao estresse excessivo e à perturbadora depressão. Pois bem, Lars von Trier (foto) está sofrendo de uma profunda depressão. Segundo o jornal dinamarquês Plitiken, o competente diretor está incapaz de trabalhar e sua carreira encontra-se ameaçada.

As declarações do diretor deixam bem claro que não é só mais uma especulação da imprensa sensacionalista: "é muito estranho para mim, porque sempre tive pelo menos três projetos na minha cabeça de cada vez, mas agora estou completamente em branco", confessou von Trier.

Outro fator marcante é que, ainda segundo o jornal da Dinamarca, Von Trier se internou em um hospital de Copenhague na época do Natal para tratar da depressão. Ele teria dito não saber se poderá completar seu próximo filme, o terror "Anticristo", que deveria começar a ser produzido neste ano. E tudo indica que a situação tenha sido agravada.

Conhecido por ótimos filmes como "Dogville" (de 2003), estrelado por Nicole Kidman, Lars inclusive já ganhou o principal prêmio no festival de Cannes em 2000 com outro ótimo filme, no caso "Dançando no Escuro", um melodrama musical protagonizado pela cantora islandesa Bjork.

Além de suas competentes películas, ele também ajudou a fundar o movimento Dogma, um conjunto de regras que exigia que os cineastas filmassem só em locação, com câmeras na mão, luz natural e som direto.