Ao longo dos últimos três anos, David Fincher, o cultuado diretor de “Clube da Luta” passou por vários projetos – como “Missão Impossível 3”, “Os Reis de Dogtown” e “A Passagem”, mas acabou os abandonando. Agora, ele retorna na adaptação do livro “Zodíaco”, de Robert Graysmith, revisitando seus tempos de “Se7en – Os Sete Crimes Capitais” em uma trama semelhante. Com roteiro de James Vanderbilt (“Violação de Conduta”), o filme se baseia nos dois volumes da obra, “Zodiac” e “Zodiac Unmasked: The Identity of Americas Most Elusive Serial Killer Revealed”, que seguem a tentativa de dois jornalistas e um inspetor para capturar um serial killer conhecido como `Zodiac`, responsável por aterrorizar San Francisco por cerca de 25 anos.

Jake Gyllenhaal ("Donnie Darko") vive o jornalista (e autor dos livros em que o filme é baseado) Robert Graysmith. Seu amigo repórter Paul Avery é interpretado por Robert Downey Jr. ("Chaplin"), enquanto o papel do inspetor que cuida do caso do assassino Zodiac está com Mark Ruffalo ("E Se Fosse Verdade…"). Graysmith e Avery trabalharam no jornal San Francisco Chronicle na época em que Zodiac aterrorizava a cidade.

As ações do assassino começaram em dezembro de 1968, quando um casal foi morto dentro de um automóvel na Califórnia. Seus crimes seguiram até meados da década de 1970 e há pelo menos 37 vítimas confirmadas do maníaco. Enquanto agia, escrevia uma série de cartas enigmáticas à polícia e a vários jornais detalhando seus crimes. Imitando ‘Jack, o Estripador’, o autor fornecia evidências para provar seu envolvimento e sempre começava suas cartas com a frase ‘Aqui quem fala é o Zodíaco’. Algumas dessas cartas estavam codificadas e ainda não foram decifradas. O Zodíaco nunca foi capturado e muitos de seus pesquisadores (ele tem um verdadeiro culto na Internet), acreditam que ele ainda esteja em atividade, apesar das cartas terem parado há 30 anos.

Após tanto tempo fora da ativa, Fincher pareceu se empolgar em seu novo projeto, prova disso é sua longa duração: duas horas e quarenta minutos. O diretor explicou porque optou por não "encurtar" seu projeto: "Ninguém quer abusar da paciência de ninguém, mas você quer que o público tenha uma experiência significativa e variada. Algumas vezes, pode ser que cineastas se apaixonem pela história que estão contando e talvez precisem ser mais diligentes na forma como a estão contando. No nosso caso, você está falando sobre uma investigação que durou 35 anos, e nós apenas sentimos que não havia realmente um jeito de fazermos o que queríamos com uma duração menor", disse.

Segundo Fincher, antes de fechar o acordo de produção e distribuição com a Warner e a Paramount, uma tentativa foi feita com a Sony. No entanto, o estúdio exigiu que o filme tivesse no máximo 2 horas e 15 minutos, o que o fez desistir do negócio. Para Fincher e sua equipe, o importante era fazer um longa denso e bem caracterizado.

"Zodíaco" tem estréia no Brasil marcada para 20 de abril.