Ainda que os cinquentões e sessentões da década de 80 não tenham mais a vigorosidade de antigamente, Hollywood parece não se importar muito com isso, já que começou a trazer de volta às telas do cinema vários heróis que pareciam ter ficado de vez na história.

"Duro de Matar 4", com Bruce Willis ("16 Quadras"), 51; o sexto "Rocky Balboa", de Sylvester Stallone ("Pequenos Espiões 3D"), 60; "Indiana Jones", que traz Harrison Ford ("Firewall – Segurança em Risco"), 65, como ator principal e "Rambo IV" são alguns exemplos de projetos que a poderosa indústria de filmes americana ressuscitou em apenas seis meses.

"Um artista morre duas vezes e a segunda morte é a mais fácil", comentou Stallone numa entrevista dada ao New York Times ao tratarem da decadência do ator no fim dos anos 90. O papel de protagonista de filmes de ação fica realmente difícil depois de determinados anos, e alguns atores do ramo preferiram embarcar em outras atividades, como Arnold Schwarzenegger ("Volta ao Mundo em 80 Dias"), que aos 56, em 2003, preferiu optar pela política como novo trabalho.

Para o crítico Lew Harris, do site Movies.com, "os produtores de Hollywood ficaram preguiçosos e os atores idosos têm demonstrado uma falta de consciência sobre eles mesmos em um nível extraordinário". Apesar da indústria cinematográfica do ramo ter sido construída por muitos desses heróis, que ficarão eternizados pela história, eles não podem exercer seus papéis eternamente. "Você quer ver Tom Cruise fazendo 'Missão Impossível 15'? Existe um ponto em que vira estupidez", concluiu Harris.