O cineasta David Lynch ("Veludo Azul") se defendeu das críticas que apontavam seu novo filme "Inland Empire" como longo e chato. Tendo sua estréia no Festival de Veneza e sendo apresentado recentemente no Festival de Nova York, as três horas de filme e sua abordagem têm dividido a opinião da crítica.
Lynch declarou que queria transformar seu primeiro longa em cinco anos em um blockbuster de verão, cujo sucesso seria garantido, mas parece que "Inland Empire" não alcançará o objetivo, e o diretor rejeitou a idéia da crítica que o rotulou como "longo demais". Segundo ele, cada cena foi criada individualmente, sem considerar a futura montagem.
"Inland Empire" começa abordando duas histórias sobre uma atriz, papel de Laura Dern ("Os Fugitivos" e "Veludo Azul"), que logo se ramifica a uma terceira personagem com um caráter diferente, mas interpretada pela mesma atriz. Cada trama aborda os relacionamentos de uma forma diferente e logo dá espaço a seqüências musicais e a melodramas falados em polonês.
Ainda sem distribuidor, Lynch pretende começar a procurar investidores para seu projeto em breve. Filmado digitalmente e orçado em pouco menos de US$ 100 milhões, o trabalho levou cerca de nove meses para ser editado. Dern participou também de todo o processo criativo da produção durante três anos e se surpreendeu quando Lynch a colocou nos créditos também como co-diretora.
Esgotado com toda a entrega a "Inland Empire", o cineasta confessou ter novos projetos: "Sempre há um vazio quando você termina um filme, mas tenho algumas idéias".


























