A Random House, editora responsável pela publicação do sucesso de vendas O Código da Vinci, está sendo processada por violação dos direitos de propriedade intelectual. Para facilitar o entendimento, Dan Brown foi acusado de, supostamente, copiar as idéias principais de The Holy Blood and the Holy Graal, livro escrito por Michael Baigent e Richard Leigh há 22 anos atrás. Os dois acrescentam que há várias referências específicas a seu livro, como, por exemplo, o nome do personagem Leigh Teabing. Leigh seria Richard Leigh, enquanto Teabing, de forma combinada diversa, constitui o sobrenome Baigent.

De acordo com John Baldwin, advogado da editora, grande parte do tema central de The Holy Blood and the Holy Graal, que os autores alegam ter sido plagiado, não aparece em O Código da Vinci. Além disso, Baldwin acrescentou que as idéias que os dois historiadores tentam defender são muito gerais, não são protegidas pelos direitos autorais. Brown admitiu que utilizou o livro de Baigent e Leigh como fonte de pesquisa, até mesmo fez uma citação sobre isso em sua obra. Por sinal, são notáveis algumas referências aos historiadores britânicos em O Código da Vinci, como, por exemplo, o nome do personagem Leigh Teabing. Leigh teve origem em Richard Leigh, enquanto Teabing, agrupado de maneira diversificada, forma o sobrenome Baigent.

Não é a primeira vez que Dan Brown é acusado de plágio. Em agosto de 2005, o autor ganhou um caso judicial contra Lewis Perdue, que denunciou que O Código da Vinci tinha copiado elementos de seus romances Daughter of God e The Da Vinci Legacy.

Traduzido para 44 idiomas, o best seller atingiu uma marca de 40 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, fazendo com que Brown, apenas no período de junho de 2004 a junho de 2005, levantasse uma quantia de 76,5 milhões de dólares. O resultado do atual julgamento pode acarretar em um adiamento ou, até mesmo, anulação do lançamento do filme, cuja data de estréia é 19 de maio.