Uma moradora do Michigan, nos EUA, acaba de entrar com uma ação na corte americana contra a Film District, distribuidora de “Drive“, longa de ação aclamado pela crítica e vencedor da Palma de Ouro de melhor direção na última edição do Festival de Cannes, declarando-se vítima de propaganda enganosa dos envolvidos na divulgação do filme. A razão de toda a insatisfação de Sarah Deming com a produção vem a calhar com reclamações rotineiras na comunidade cinéfila: o trailer do longa vendia um outro tipo de material. Contudo, a espectadora levou sua frustração às últimas consequências. Assista ao trailer abaixo:

De acordo com o texto da ação, Deming afirma que esperava que “Drive” fosse um filme de ação nos moldes da franquia “Velozes e Furiosos” e o grande responsável por gerar esta expectativa foi o trailer da produção. “‘Drive’ se apresenta no trailer como um filme de  ação com corridas  e perseguições com automóveis. O filme em si tem poucas cenas com carros”, diz o documento reproduzido pelo The Huffington Post. Deming ainda reclama de outro aspecto da produção: o retrato que ela faz do povo judeu. Na visão da espectadora, “Drive”, em determinados momentos, ”incita crimes contra membros da comunidade judaica”.

“Drive” conta a história de um dublê de filmes de ação especializado em manobras arriscadas em automóveis. Logo ele começa a se envolver em ações criminosas e em uma delas é jurado de morte. À partir de então, passa a correr contra o tempo para salvar sua própria vida.

O longa é dirigido por Nicolas Winding Refn (“Medo X”), roteirizado por Hossein Amini (“Killshot – Tiro Certo”) e conta com Ryan Gosling (“Namorados para Sempre”) e Carey Mulligan (“Não me Abandone Jamais”) no elenco. A estreia dele nos EUA ocorreu no dia 16 de setembro. No Brasil, não há data definida para o circuito comercial, mas o longa está na programação da recente edição do Festival de Cinema do Rio.