
Quando foi lançado, “Scarface” poderia ter sido duramente repreendido por críticos e espectadores por abusar das cenas de violência. Porém, o resultado foi o contrário – pelo menos por parte do público. O filme representou um verdadeiro marco na história do cinema. As frases proferidas por Tony Montana, interpretado por Al Pacino (“Você Não Conhece Jack”), estão na boca de todos até hoje. Quem pode se esquecer de “Say hello to my little friend!”? É por esses e vários outros motivos (o dinheiro também é bem-vindo) que “Scarface” será re-exibido nos cinemas norte-americanos no dia 31 de agosto, repetindo o mesmo feito há 10 anos.
Na história, um criminoso cubano exilado (Pacino) vai para Miami e em pouco tempo está trabalhando para um chefão das drogas. Sua ascensão na quadrilha é meteórica, mas quando ele começa a sentir interesse na amante do chefe (Michelle Pfeiffer) este manda matá-lo. No entanto, ele escapa do atentado, mata o mandante do crime, fica com a amante dele – mas simultaneamente sente desejos incestuosos por sua irmã (Mary Elizabeth Mastrantonio) – e assume o controle da quadrilha.
Em pouco tempo, ele ganha mais dinheiro do que jamais sonhou. Mas ele está na mira dos agentes federais, que o pegam quando ele está “trocando” dinheiro. Mas seu problema pode ser resolvido se ele fizer um “serviço” em Nova York para um grande traficante e pessoas influentes, que podem manipular o poder para ajudá-lo. Porém, a missão toma um rumo inesperado quando, para concretizá-la, ele precisa matar crianças.
O curioso é saber que a crítica na época não apreciou muito o filme, talvez por conta das claras diferenças de pensamento entre Brian De Palma, diretor, e Oliver Stone, roteirista, como destaca Al Pacino. “A escolha da ópera de De Palma não casava bem com as preocupações sociopolíticas de Stone, mas não chegaram se confrontar de fato. O problema é que a crítica nos arrasou. Não há nada pior que te depreciar por algo que vale a pena. Porém, o filme acabou crescendo nas ruas. Isso foi uma surpresa”, disse.
Pacino também comentou sobre o personagem. “Tony Montana é como Ícarus [personagem da mitologia grega]. Luta e corre atrás para conseguir um lugar ao sol, se arrisca, e isso é uma característica que todos nós temos. Este personagem nos representa de uma forma que acabamos nos identificando com ele”, definiu.
Infelizmente, o Brasil não será privilegiado pelas cópias remasterizadas de “Scarface”, que serão exibidas em 500 salas nos cinemas americanos. Nada que interfira na reverência que se deva fazer à esse marco do cinema, que critica e, porque não, expõe a grande avareza e cobiça que marcava a Wall Street da época. Leia aqui a crítica do Cinema com Rapadura sobre o filme.



























1 Comentário
Eu queria que a moda pegasse e cada cinema tirasse uma semana pra repassar um filme clássico fodão que a geração de hoje não conhece, é melhor que passar esses filmes que custam milhões e milhões pra sair uma bosta que só deixa a geração mais idiota (Transformers 3)
Espero que Scarface venha pro Brasil, como o Rei Leão, e sem cortes, principalmente dos palavrões