Karl Urban (“Star Trek”), que será o protagonista da refilmagem de “O Juiz”, falou um pouco sobre seu personagem e as diferenças com o original:
“Como ator, te ensinam que se você remove os olhos você precisa avaliar o que te sobra. Há a voz, a linguagem corporal. Traduzir o que faz o personagem é uma questão de volume. Então essas são as ferramentas que eu terei que empregar“, disse. Sobre a comparação com o filme de 1995, em que Sylvester Stallone aparece muito sem capacete. “Eu acredito que no meio do processo o filme com Stallone foi uma oportunidade perdida. No momento em que ele tira o capacete, o enigma se perde. Nosso filme será mais sombrio, e temos o benefício das tecnologias de hoje“.
Ele ainda falou que a nova adaptação pode ser original e muito fiel ao mesmo tempo: “Eu hesito em definir o filme antes de começarmos a fazê-lo. Alex Garland fez um trabalho fantástico com um roteiro que é fiel à HQ, mas ao mesmo tempo bastante original“.
Além de Urban, a única confirmada no elenco é Olivia Thirlby (“Nova York, Eu Te Amo”). Ela será a Juíza Anderson, um tipo de telepata que muitas vezes deixa apagada a imagem do Juiz Dredd. A trama se passa 120 anos em um futuro ultra-violento onde os policiais acabaram acumulando também as funções de juiz, júri e executor das sentenças. Dredd, um desses oficiais, trabalha ao lado de vários outros juízes, que estabelecem a ordem na megalópole Mega City One.
Os quadrinhos foram criados em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra e refletiam a política de extrema direita do governo de Margaret Thatcher no Reino Unido. A direção é de Pete Travis (“Ponto de Vista”), com roteiro de Alex Garland (“Extermínio”).
Na época em que chegou aos cinemas, em 1995, Sylvester Stallone estava no auge da carreira, tendo lançado naqueles anos “O Especialista”, ao lado de Sharon Stone, e “Assassinos”, ao lado de Antonio Banderas. O filme que custou US$ 90 milhões (na época esse valor era considerado uma super produção), mas só arrecadou US$ 30 milhões nos cinemas. O que salvou a película do saldo negativo foi a bilheteria internacional, que rendeu mais de US$ 70 milhões.


























