A imprensa italiana não recebeu bem  “Comer, Rezar, Amar”, novo longa protagonizado por Julia Roberts (“Closer – Perto Demais”) e baseado na famosa obra de Elizabeth Gilbert. O principal motivo do massacre de comentários negativos seria o romantismo empregado à obra, que mostra uma viagem de autoconhecimento realizada pela protagonista após o divórcio. Ela vai à Itália, Índia e Indonésia.

Segundo publicou o periódico La Repubblica, “a única coisa que falta na Roma de Julia Roberts é o bandolim”. Quando visita a Itália, a protagonista Liz saboreia a culinária local de uma forma peculiar e estereotipada dos italianos. “Chove espaguete, os italianos estão sempre gesticulando e seguindo garotas estrangeiras, gritando vulgaridade e depois ficando noivos de uma simpática dona-de-casa, para agradar às suas mães dominadoras, tudo isso sob a égide de ‘dolce far niente’”, contou o mesmo jornalista.

Já o jornal La Stampa apontou que o longa traz uma visão brega e retrô da Itália dos anos 1950 e que ultrapassa os limites aceitáveis da visão americana acerca dos nativos. Apesar disso, o Il Messagero nem se incomodou muito com tais fórmulas, mas apontou que é deprimente ver o personagem de Javier Bardem (“Onde os Fracos Não Têm Vez”) como um amante latino na obra.

A produção é dirigida por Ryan Murphy (criador da série “Glee”) e está prevista para chegar aos cinemas brasileiros em 1º de outubro.