De acordo com o site The Hollywood Reporter, o cinema norte-americano, entre os anos de 2005 e 2009, diminuiu em 49% a exposição de qualquer produto à base de tabaco, como cigarros e charutos. Os dados foram revelados pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

A pesquisa também analisou o número de vezes que algum ator apareceu nas telas dos cinemas fumando. Entre 1991 e 2001, foram 30 a 60 bilhões de cenas em todas as produções feitas em solo norte-americano. Entre 1999 e 2009, esse número caiu em 17 bilhões de cenas.

Essa redução foi devido a excessivos pedidos de críticos, que alegavam que a audiência jovem usava seus ídolos cinematográficos como modelos a serem seguidos. E caso eles aparecessem fumando, os jovens na vida real o seguiriam.  Em 2003, o jornal britânico The Lancet divulgou uma pesquisa que apontava que 52% do novos fumantes (jovens que aderiam o vício) haviam decidido começar a fumar por causa de seus ídolos no cinema.

A relação entre o cigarro e o cinema começou ainda nas décadas de 20 e 30. O cigarro era associado a fama, dinheiro e glamour. Não era difícil ver os grandes nomes do cinema durante a década de 40, 50 e 60 segurando entre os dedos ou em longas piteiras um belo cigarro aceso. Depois da década de 70, o cigarro começou a desaparecer gradativamente das telas e, na década de 90, a indústria cinematográfica fez um acordo com os órgãos de saúde para reduzir ao máximo a presença do cigarro nas telas.